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ACIDENTE DE VIAÇÃO QUE ENVOLVEU AUTOCARRO DA “VALPI” E MATOU DUAS PESSOAS NO CENTRO DE S. MAMEDE INFESTA CONTINUA A DAR QUE FALAR!

O acidente de viação ocorrido no passado dia 21 de janeiro, em São Mamede Infesta, que envolveu um autocarro da empresa Valpi, e causou dois mortos e seis feridos, continua a dar que falar.

O acidente, recorde-se, verificou-se no cruzamento da Rua da Estação de S. Mamede Infesta com a de 5 de Outubro. Um autocarro da Valpi despistou-se, indo embater num outro da “Resende” e ainda em três carros, seguindo ambos os autocarros no sentido Valongo-Matosinhos. Do sinistro, como se referiu, resultaram duas vítimas mortais (duas mulheres) uma delas era a condutora da viatura que ficou por baixo do autocarro e a outra colhida no passeio. Ocorreram ao local elementos da PSP e dos Bombeiros de S. Mamede Infesta. Dos feridos, registaram-se dois adultos e três crianças.

Vinte sete acidentes (no mesmo local) desde 2009

As causas para o acidente continuam, contudo, na ordem do dia, ainda que já sem o alarido das primeiras horas. Mesmo assim, um trabalho divulgado pelo “Jornal de Notícias” e revelando dados fornecidos pela Câmara Municipal de Matosinhos, deu conta que na rua 5 de Outubro, no centro da cidade de S. Mamede Infesta, aconteceram «em 2009 cinco acidentes, em 2010 outros cinco, em 2011 três, em 2012 seis, em 2013 e 2014 nenhuns, em 2015 quatro, em 2016 três e em 2017 um. Os anos “mais complicados” foram 2009 e 2010, em que os acidentes provocaram, além de feridos ligeiros, um morto e um ferido grave. Entre despistes e colisões, os dados dão ainda conta de três atropelamentos».

A construção de lombas, para reduzir a velocidade numa artéria dada, pelos vistos, a excessos, está a ser apontada como uma das causas para o acidente de 21 de janeiro, até porque uma das lombas – no local do sinistro – foi concluída dias antes do ocorrido”. Outra das causas apontadas terá sido uma “falha mecânica”.

Câmara de Matosinhos salienta que regras de sinalização estavam a ser cumpridas

A Câmara Municipal de Matosinhos (CMM) emitiu, entretanto, um comunicado esclarecendo que a empreitada a decorrer no local do acidente se encontrava devidamente sinalizada, existindo elementos de sinalização vertical indicando não só a presença das passadeiras sobrelevadas, mas também um limite de velocidade adequado. As referidas obras decorriam desde o dia 17 de Janeiro.

As passadeiras sobrelevadas colocadas na Rua 5 de Outubro e na Rua da Estação cumprem as determinações regulamentares do IMT – Instituto da Mobilidade e Transportes e as recomendações da PRP – Prevenção Rodoviária Portuguesa, no que respeita às suas dimensões, inclinações, altura e pormenores de execução, garantindo a segurança necessária ao atravessamento de peões em zonas com risco significativo e à passagem em segurança das viaturas ligeiras ou pesadas, desde que à velocidade adequada”.

Lê-se ainda no referido comunicado que as “soluções semelhantes de passadeiras ou cruzamentos sobrelevados foram implementadas com êxito na redução da velocidade, do risco e da sinistralidade na zona sul da Rua Brito Capelo (em 2015), na Av. Serpa Pinto, em Matosinhos (em 2016), em frente à Escola da Agudela, em Lavra (em 2017), e junto à Escola Irmãos Passos, em Guifões (em 2017), entre outros locais.

Lamentando profundamente a perda de vidas, naquele como noutros acidentes, a Câmara Municipal de Matosinhos recorda ainda que aquela zona de São Mamede Infesta foi palco de 27 sinistros rodoviários nos últimos nove anos, sempre relacionados com casos de excesso de velocidade”.

Vídeo editado nas redes sociais revela “lombas de tamanho descomunal”

Mas, nas redes sociais, a polémica “estalou” com um vídeo em que um “morador” filma a lomba – “com um tamanho descomunal” – onde se deu o acidente, tendo, segundo o mesmo, sido pintada (como passadeira para peões) na madrugada logo a seguir ao acidente do dia 21 de janeiro.

No vídeo é visível a má colocação do sinal vertical a indicar passadeira para peões, o qual foi colocado depois da mesma, e não antes como por lei é obrigatório.

Segundo o “morador”, a criação das ditas lombas de tamanho descomunal” não está “a evitar acidentes está é a produzi-los”, como refere.

As imagens – às quais tivemos acesso – revelam, realmente, algo de errado, que por certo, a autarquia, leia-se CMM, terá de responder.

Texto: EeTj com “JN

Foto destaque: pesquisa Google

01fev19

 

 

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