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MERCADO DA FOZ DO DOURO: 75 ANOS DE UMA HISTÓRIA DE PORTAS ABERTAS À COMUNIDADE, À TRADIÇÃO E AOS DESAFIOS DO FUTURO…

O Mercado da Foz do Douro comemorou, no passado dia 15 de janeiro, 75 anos de existência. A data foi lembrada de forma, naturalmente, festiva, e dentro de um espaço de referência da zona ocidental da cidade do Porto, sendo, e a par do Bolhão, um dos mercados municipais da Invicta.

A comercialização de produtos oriundos das férteis terras de Aldoar e Nevogilde, assim como do rio Douro e do mar, fez deste simpático espaço um marco na vida das gentes da Foz durante décadas. Inaugurado a 15 de janeiro de 1944, e passando a propriedade da Câmara Municipal do Porto, em 1953, o Mercado da Foz do Douro é hoje um espaço diferente, essencialmente, pela diversidade de ofertas, ou seja, não limitada a frescos, mas também à restauração.

José Gonçalves

(texto e fotos)

Para Nuno Ortigão, presidente da União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, as comemorações dos 75 anos do Mercado da Foz do Douro, são “sem dúvida, importantes, pois trata-se, no fundo, das bodas de diamante do único mercado municipal do Porto em funcionamento, isto porque o do Bolhão se encontra em obras.”

Nuno Ortigão (à esquerda) com o vereador Ricardo Valente

O autarca salienta que este “é um sítio, caraterizado pela história, como de venda de frescos, muito pela tradição dos produtos hortícolas oriundos de Aldoar e de Nevogilde assim como do peixe da foz do Douro”.

Com cerca de 80 lojistas, o Mercado da Foz do Douro tem vindo, contudo, a “sofrer, pelo menos desde 2013, obras de melhoramentos”, como refere Nuno Ortigão, realçando mais uma intervenção, esta a ser desenvolvida a breve trecho, ou seja, com “a substituição do atual telhado, por um outro tipo de material, em fibra de vidro, e que já existe em parte na zona da restauração”,

O novo telhado

Destacando-se “ o relacionamento direto entre as pessoas que aqui se deslocam e as que cá trabalham”, a verdade – e nós constatamos esse facto porque era hora de almoço – é na zona da restauração que muitas das pessoas se concentram, sendo de referir os preços económicos que lá se praticam para cada prato.

Numa zona algo recatada da cidade, o Mercado da Foz é, segundo Nuno Ortigão, “um bom exemplo; exemplo esse que poderia ser seguido em outras freguesias da cidade, já que os mercados aproximam as pessoas”.

Ricardo Valente: “o que é tradicional tem que ser dinâmico

O vereador responsável pelo pelouro da Economia, Turismo e Comércio da Câmara Municipal do Porto, Ricardo Valente, fez também questão de estar presente naquele que foi um dia festivo para o Mercado da Foz do Douro, referindo a propósito que “há comemorações que são simbólicas pela data, mas acrescentando um pouco, o que é a refundação de um conceito. Como é o caso”.

“Estamos a comemorar 75 anos de um mercado, mas de um mercado que reganha o futuro. Criou-se um conceito novo, de futuro, apropriado a uma cidade que também tem uma dinâmica diferente. Por isso é que acho que a data é relevante, pois é a demonstração que aquilo que é tradicional tem que ser dinâmico. É o que está a ser feito neste mercado: aliar a tradição, a antiguidade, com a inovação”.

Ainda de acordo com o vereador, “este é um mercado com caraterísticas muito específicas, pois foi dos poucos que sobrou e que manteve este conceito de proximidade. Temos o grande projeto do Bolhão, mas é completamente diferente deste. Este tem um conceito relevantíssimo que gostaríamos que houvesse em outras zonas da cidade, que é o conceito de proximidade; aquilo que é o mercado da freguesia, nos quais, por exemplo, os comerciantes convivem diretamente com as pessoas.”

“Isto também veio trazer uma nova vida. Toda a gente na cidade do Porto fala no Mercado da Foz, mesmo no ponto de vista daquilo que é a nossa ideia de alargar os pontos turísticos e trazê-los para outros sítios, como o facto de se abrir um posto de turismo na frente marítima desta área. Isso também será importante para aproximar a população local com os fluxos turísticos e também trazer o resto da cidade para a conhecer.”

E, pronto, foi feita a festa de um dia entre muitos outros dias onde a festa do convívio entre pessoas é uma constante. O contacto presencial entre quem reside na Foz e os comerciantes é algo fundamental para dar vida a um local, que tem nome de mercado, mas é também um local de encontro de gentes e assim de gerações que deram e dão vida a um projeto que continua pronto a responder aos exigentes desafios do futuro.

01fev19

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