A apresentação do livro “O Carnaval de Ovar” da autoria de Guilherme Terra e Jorge Almeida e Pinho, que decorreu no Centro de Artes de Ovar (CAO) no pretérito dia 14 de fevereiro, foi mais um momento de grande confraternização da família foliona que de geração em geração se revê em mais uma obra sobre o Carnaval de Ovar e neste livro em particular, sobre a história, a essência, as particularidades e especificidades deste Carnaval com seus protagonistas que se dedicaram ao Reinado da Folia ao longo de mais de 100 anos.
O livro apresentado perante uma animada plateia que encheu o Auditório do CAO, foi editado pela Câmara Municipal de Ovar e é o resultado da investigação de uma dupla de autores nascidos em Ovar, como Jorge Almeida e Pinho, tradutor e autor de obras como O Escritor Invisível (2006) ou A Tradução para Edição (2014), com Doutoramento em Estudos Anglo-Americanos – Tradução, pela Universidade do Porto. Atualmente é Professor Adjunto Convidado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e Professor Auxiliar Convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
E Guilherme Terra, com Curso Superior de Cinema e Vídeo da Cooperativa Artística Arvore. Profissionalmente é Editor de Imagem na RTP desde 1991. Folião com fortes ligações ao Carnaval de Ovar, entre 2006 e 2011 foi editor e realizador de diversos documentários em vídeo sobre a história do Carnaval de Ovar, a exemplo das imagens iniciais (vídeo), que fizeram reviver muitas memórias sobre a evolução do entrudo registado nesta obra.
Ao som carnavalesco da Banda do Lau, acompanhada por um álbum de imagens da sua relação com este património cultural, a sessão reuniu no palco do CAO os autores do livro, o presidente do Município, Salvador Malheiro, o vereador da cultura, Alexandre Rosas e o jornalista Júlio Magalhães, numa conversa moderada por Magda Guedes, em que, Alexandre Rosas, autarca e folião responsável pelo Carnaval de Ovar, que reconheceu a importância da obra apresentada que, “perpetua a nossa memória” e “vai ensinar novas gerações”.
Sublinhando o fato de na noite do Dia dos Namorados se reunir tanta gente do Carnaval no CAO, Júlio Magalhães, que foi colega de Guilherme Terra na RTP, afirmou a propósito do livro, que “faz sentido que a Câmara Municipal de Ovar patrocine esta joia da região. O livro perpetuará para as próximas gerações o Carnaval”, porque, como acrescentou, “este Carnaval é preciso viver-se”. O Diretor-geral do Porto Canal disse ainda, que “só Ovar tem esta mística do Carnaval feito pelas pessoas de cá” e como jornalista, Júlio Magalhães, deu particular enfase aos jornais em papel, locais e nacionais, que, “são a história da história”, como está refletido na pesquisa desenvolvida pelos autores do livro.
O Carnaval de Ovar é, segundo Jorge Almeida e Pinho, que lembrou o convite um dia feito pelo Guilherme Terra para tal empreitada, um projeto que “há cinco anos que se anda a trabalhar”. Trata-se de um livro, “que o vereador Alexandre Rosas acompanhou de perto” e que, “o Guilherme foi essencial”, como essencial foi, na opinião deste investigador, a “paixão” de todos quantos se dedicam ao Carnaval, na participação e organização, no registo fotográfico ou vídeo e nos textos que se escreveram. “Uma paixão que se sente hoje aqui”, afirmou.
“Eu sozinho não fazia o livro”, começou por referir Guilherme Terra, que destacou algumas curiosidades sobre a obra que tem quase 500 fotografias, sendo a mais antiga de 1913. Para esta recolha, “fomos ter com as pessoas, que foram muito generosas na cedência de fotografias”, sublinhou Guilherme Terra, que lembrou ainda alguns dos fotógrafos já falecidos, como Alexandre Seixas e António Laborim, entre um vasto conjunto de colaborações individuais e coletivas que mereceram agradecimentos na própria obra, que para este autor, é também um “agradecimento ao povo de Ovar”.
Por fim Salvador Malheiro deixou palavras de reconhecimento ao “extraordinário trabalho”, ali apresentado sobre, “a festa do povo vareiro”, adiantando ainda que, “tem sido um gosto trabalhar com o vereador Alexandre Rosas, nomeadamente no Carnaval”, vivencia que o presidente do Município admitiu, “não tinha o privilégio de conhecer esta festa”, por ser natural de Esmoriz como lembrou. Sobre o livro O Carnaval de Ovar, o autarca resumiu que, “tivemos a sorte de concretizar esta obra”, porque o livro “é história não só do Carnaval, é também história do nosso Povo”.
Texto e fotos: José Lopes
01mar19








nos anos 60a 70 tambem tinha a banda do quim ermao do lau e tambem chef da fanfara dos bombeiro de ovar