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A Revolução não mudou a vida de todas as Mulheres

A permanência dos estereótipos. As mulheres na sua maioria continuam a ser tratados como seres inferiores aos homens. A imagem da mulher e os estereótipos tradicionais resistem forte e prolongadamente, a uma igualdade mantendo-se sempre uma situação de discriminação perpetuadora do machismo.

Não obstante as profundas alterações introduzidas na vida portuguesa, nos últimos anos a persistência de uma forma de olhar a mulher mantêm-se, O seu papel no agregado familiar é sempre inferior, o discurso é um, mas a prática é sempre a mesma. Ainda hoje a mentalidade e tradição diz. “ Entre marido e mulher nunca metas a colher”.

A luta das mulheres foi sempre grande contra a discriminação em geral, sempre lutaram por uma vida igual, sempre tiveram que ser defensoras das suas reivindicações, tanto no trabalho como na família. Antes do 25 de Abril a mulher era tratada como um ser inferior ao homem e assim continua a ser, salvo algumas que conseguiram libertar-se dessa forma castradora.

A Constituição da República Portuguesa que entrou em vigor em 25 de Abril de 1976 estabelece que “Todos os cidadãos têm dignidade no plano social e são iguais perante a lei”. No entanto basta estar atento e ver as sentenças proferidas por juízes nos tribunais ultimamente em relação às mulheres vítimas de violência doméstica. Em que as mulheres são espancadas, violadas, onde tudo começa por gritos e normalmente acaba em silêncio e a justiça fica impávida citando passagens do Antigo Testamento como sendo o que é normal.

Felizmente a sociedade tem-se modificado e muitos homens já são críticos dessas práticas, no entanto ainda estamos muito longe de uma sociedade equilibrada e menos patriarcal apesar de a Constituição ter acabado com a figura do “chefe de família”, símbolo patriarcal ter desaparecido, tudo continua com muito caminho para ser realizado. A sociedade continua a designar os progenitores por pais, então quantos são? E a mãe não existe! Pois não, a tradição continua a ditar que a sociedade é patriarcal e continua com um belo discurso que nada tem a ver com a prática.

Não obstante as profundas alterações introduzidas na vida portuguesa nos últimos anos a persistência de uma forma de olhar a mulher persiste. O seu papel no agregado familiar é sempre subalterno.

É nas Universidades que elas se destacam, no entanto, depois no emprego surge outra vez a discriminação.

Em casa continuam a trabalhar, embora muitos homens digam que dão uma ajuda, são poucos e pouquíssimos os que repartem tarefas domesticas. Um estudo feito revela que as mulheres despendem em média 21 horas por semana nas tarefas domésticas e eles oito, com os filhos os homens gastam nove horas semanais e elas 17 horas. É sintomático que em 45 anos depois da Revolução do 25 de Abril, em termos de igualdade as coisas deviam de ser diferentes.

As mulheres raramente são valorizadas da forma que merecem pelo que fazem. Têm sempre defeito ou foram apadrinhadas, ou são parentes ou… Como se fosse possível fazer as coisas da mesma forma que os homens ou de outras mulheres. Cada um tem a sua forma de pensar, estar e viver.

Bem-vindo 25 de Abril que apesar de tudo isto, nos trouxe LIBERDADE!

Texto: Carmen Navarro

Foto: pesquisa Google

20abr19

 

 

 

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