O renovado Pavilhão da Água, localizado no Parque da Cidade (entrada norte/Circunvalação), reabriu ao público na manhã do passado dia 23 de março, depois de ter sido visitado, no dia anterior, pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, acompanhado pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes.
No Dia Mundial da Água, celebrado nesta sexta-feira dia 22, os primeiros visitantes a palmilhar o interior do “novo” Pavilhão da Água foram o autarca do Porto e o ministro do Ambiente.
Alvo de uma profunda remodelação a nível estrutural e física, e também de renovação do espólio expositivo, a transformação deste equipamento reveste-se de grande importância para os cidadãos do Porto, considerou o ministro do Ambiente.
“Não tenho a menor dúvida do quão importante é este projeto educativo para a cidade do Porto”, declarou João Pedro Matos Fernandes, recordando que, na altura em que presidia à administração da empresa municipal Águas do Porto, o edifício “estava a precisar de grandes obras”, e que o seu sucessor, Frederico Fernandes, levou a bom porto esse desígnio.
A intervenção neste equipamento municipal representou um investimento total de 745 000 euros e foi conduzida por Alexandre Burmester, arquiteto responsável pelo projeto original do pavilhão desenhado para integrar a Expo’98.
O renovado Pavilhão da Água apresenta um percurso conceptualmente organizado, ao longo do qual o público descobrirá as várias etapas que compõem a nova organização das experiências, substituindo a ideia anterior de visita totalmente livre.
“Precisava de se apresentar hoje de forma diferente”, constatou Rui Moreira, para quem esse objetivo foi integralmente cumprido. Com o recurso a novas tecnologias, “que não existiam há 20 anos”, o Pavilhão assume agora um papel mais interativo com o público, levantando também novas problemáticas, como as alterações climáticas ou a poluição dos oceanos.
Questões que são abordadas na Sala Imersiva, um espaço novo da infraestrutura. Nessa área, os visitantes podem assistir a um filme imersivo, com projeção de uma viagem que começa na montanha e atravessa o mar (revelando ao público quais seriam as consequências diretas para a cidade do Porto num cenário extremo de alterações climáticas).
Esta função pedagógica, que chega de forma lúdica e interativa, é para o ministro do Ambiente a grande mais-valia do projeto. Como destacou, “a água é um recurso escasso que teremos de saber poupar” através de técnicas de reaproveitamento para novos usos. No equipamento, é também explicado o ciclo urbano da água de A a Z, integrado no percurso geral proposto aos visitantes.
Projetos e atividades em destaque
Aos 15 minutos de cada hora, os visitantes podem participar nos Snacks de Ciência, momentos em que vestem a pele de um cientista e realizam experiências de laboratório.
Aliás, esta vertente experimental é explorada nos laboratórios para as escolas, integrados no programa educativo e divididos por períodos letivos. Com três temáticas diferentes por nível de escolaridade, pretende-se promover a aprendizagem da ciência e alertar os alunos para a importância dos recursos hídricos. Esse relevante papel junto da comunidade escolar completa-se com o projeto H2Out, que consiste em levar os laboratórios às escolas uma vez por semana.
Construído pela Unicer – Bebidas de Portugal, SPGS para a Expo’98, de que foi um dos espaços mais visitados, o Pavilhão da Água tinha a duração prevista de apenas três meses, mas acabou por estar 18 anos em operação, 14 dos quais de forma ininterrupta ao serviço da pedagogia e da sensibilização ambiental na cidade do Porto, onde recebeu mais de 450 000 visitantes.
Texto: Porto. / EeTj
Foto: Miguel Nogueira (Porto.)
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