Menu Fechar

VENHA DAÍ UM “ATIRA-TE AO RIO”, UMA CALÇADA RADICAL E UM “ZR”… QUE DEIXOU DE SER “ZeRo”!

Repórter X

(texto e fotos)

Chegou a Primavera, o que já não é novidade, e com ela umas passeatas mais demoradas pela cidade, neste caso particular, do Porto. E por aqui não faltam, em boa verdade, atrativos para belos passeios em família, com os amigos e amigas, com o namoro ou até mesmo só…

Mas, atenção, há certos cuidados a ter, durante essas saudáveis caminhadas pela Invicta, principalmente se as fizer pela marginal do Douro e zonas adjacentes.

O “X” foi, então, pela marginal, do Freixo até ao Largo do Calém, deparando, logo de início, com uma agradável surpresa…

ZeRo” COM PASSAGEIROS

Durante alguns meses vi, com estranheza, a linha/carreira ZR da STCP, que liga, percorrendo a estrada marginal do Douro, a Estação de Campanha à Alfândega e vice-versa, circular sem um único passageiro, ou, raras vezes, com um ou dois.

E estranhava-se mais pelo facto de a carreira poder ser utilizada por alguns dos muitos pescadores desportivos que procuram “poiso” em locais da marginal, assim como por moradores de certos bairros situados na encosta do Douro.

E, não é que, com a chegada da Primavera, a coisa compôs-se!

O repórter já não sabe bem se foi por causa da estação do ano, ou pelo novo tarifário agora em vigor, mas, neste particular, só mesmo a partir de hoje é que a “coisa” funciona, e este meu passeio realizou-se no dia 25 de março, no início da semana?!

Será que a STCP fez alguma campanha a chamar à atenção da importância desta linha? Não vi!

Seja como for, e já com alguns turistas entre os “andantes”, o ZR levava gente. Fiquei satisfeito por isso, pois ver algo a andar só por andar não é agradável para ninguém e, principalmente, para quem investe nos transportes públicos de pessoas e não de moscas ou mosquitos. Havia já quem apelida-se esta carreira de ZeRo…

UM DESCUIDO E… “CHARCO!”

Ao contrário do que era habitual no ZR, a 500 da STCP anda quase sempre à pinha, e foi nela que da Alfândega me desloquei até ao Largo do Calém. Não fui, concretamente, para observar a passarada num local predestinado a tal, mas para dar uma caminhada com toda a atenção de repórter.

E as atenções do repórter começaram por ser fazer sentir ao nível dos cheiros; sim, dos “cheiros”, junto à foz da Ribeira da Granja, que desagua no Douro, precisamente naquele local.

Os maus cheiros eram provenientes dos muitos detritos que por lá boiavam.

Bem, é caso para se perguntar se a respetiva Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) está a funcionar em pleno, ou encontra-se com algum problema? Aliás, a questão vem já de Ramalde do meio, e à qual este jornal fez destaque na passada edição de dezembro.

Depois, fica aqui outra chamada de atenção.

Quem atravessa a ponte sobre a foz da Ribeira da Granja (último afluente do Douro na sua margem direita), está devidamente seguro com as grades que impedem dela cair, mas o mesmo já não acontece para quem se encontra nas margens.

É certo que, de dia, se vê bem o “fosso” criado pelo canal da ribeira, mas à noite, esse pode ser um caso sério. Não que um adulto ou jovem corra ali o risco de morrer afogado (não tem profundidade para tal), mas no que diz respeito a uma criança, a situação não é assim tão segura quanto isso.

Custaria muito aos cofres da Câmara Municipal a instalação, nas duas margens da Ribeira da Granja, ao Largo do Calém, de umas barreiras metálicas de proteção?

Atenção também ao facto de por lá andarem muitos petizes de bicicleta e que, sem querer, podem precipitar-se na ribeira; assim como para um ou dois bares existentes na zona que não sei se servem a memorável bebida “Atira-te ao Rio”, que já saboreei na Ribeira, e, assim, todos eles saírem de lá, além de encharcados (como é obvio), com uma carrada de porcaria na roupa… de cheiro insuportável.

Mais: atenção ao que aconteceu a um jovem, de 24 anos, que este domingo (31mar19), embriegado, se precipitou ao Rio Douro dele tendo sido resgatado sem vida…

Fica o registo!

CALÇADA RADICAL

De regresso à zona Oriental do Porto, e uma vez mais no ZR que já não é ZeRo, decidi sair junto à Calçada das Carquejeiras, a das tais mulheres que, no século passado, a subiam, diversas vezes ao dia, carregadas de… carqueja transportada por barcos que por ali aportavam.

Muita gente conhece a história real das carquejeiras – o nosso jornal está periodicamente a divulga-la – mas ninguém apoia a colocação de uma estátua – já projetada – para homenagear essas mulheres escravas, a quem o Porto deve muito… respeito!

Ora, o que me impressionou, não foi só o declive da encosta, mas também o facto de a Calçada, que é mais uma longa rampa, não ter um corrimão.

Sim, um corrimão, para ajudar quem a sobe, mas também quem a desce das Fontainhas à marginal. É que descer também cansa e por lá não passam só turistas, mas também muitas pessoas que residem nos bairros que lhe são contíguos e que já não têm propriamente idade para fazerem desportos radicais.

Pergunto se a colocação de um corrimão ao longo da rampa é assim tão caro à Câmara Municipal do Porto ?

Ah! Logo de início – perto das Fontainhas – ainda há um corrimãozinho a lembrar a coisa, mas depois é o “agarra-te onde puderes” e pronto!

01abr19

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.