Os pontos mais visíveis e sensíveis que logo a após a inauguração em dezembro de 2014, das obras da Sociedade da Polis Litoral Ria de Aveiro, neste caso, no Cais do Carregal, em Ovar, que visaram a recuperação, consolidação das margens e navegabilidade do canal deste Cais. Assim ficaram sem resposta a todas as preocupações entretanto manifestadas publicamente por diferentes entidades e cidadãos inconformados com tão deprimente cenário a que este jornal chegou a fazer referência na edição de maio de 2015, com o título “Obras da Polis deixaram MARGENS FRAGILIZADAS”.
Permanecendo até aos dias de hoje sem qualquer intervenção de reforço e consolidação, que no mínimo viesse corrigir eventuais elementos do projeto a exigirem correspondência com os pressupostos da própria obra ali realizada, no âmbito do então designado “Reordenamento e Qualificação da Frente Lagunar de Ovar”, que incluiu beneficiar igualmente vários outros cais e margens da Ria no concelho de Ovar. A desvalorização dos identificados sinais de degradação só podem resultar na imagem atual de abandono do que era suposto, com recursos financeiros comunitários, dotar as frentes lagunares de condições de vivências e usufruto pela população através de uma ligação de qualidade, cada vez mais longe de tal objetivo deste projeto, em que a maré baixa poe a nu madeiras podres e a cederem das estruturas ainda tão recentes, resultantes das obras da Polis.
Se até aqui a maré baixa mostrava essencialmente um canal atolado em lama, com margens pouco consolidadas, e com todas as consequências para as atividades económicas que se propunha dinamizar, incluindo a componente lazer e da prática desportiva ali no Carregal. Cada vez mais, é também preocupante o estado de fragilidade das estruturas de madeira para acesso às pessoas, cujas madeiras que se encontram bem junto ao lodo apresentam em vários casos, avançado estado de decomposição agravado com a intensidade das correntes das marés.
Perante tal imagem de algumas destas estacas de madeira corroídas, fica a dúvida na segurança oferecida por estas estruturas de apoio, por exemplo aos pescadores ou mesmo a quem usufrui das condições ali criadas para uma mais acessível proximidade com a paisagem natural da Ria, numa espécie de miradouros em estruturas de madeira sobre as margens.
Texto e fotos: José Lopes
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