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RUI MOREIRA: “SE NÃO AVANÇAR O PLANO «A» AVANÇARÁ O «B»… O PROJETO DO MATADOURO TERÁ MESMO DE SER CONCRETIZADO!”

“O Matadouro Municipal é um projeto que depois de ter sido estabilizado entre todos nós, depois das muitas discussões e de termos aperfeiçoado aquilo que é o programa, é indispensável. Nada disto é possível sem o Matadouro Municipal. Aquilo que vos quero garantir é que seja de uma forma, seja de outra, nós vamos fazê-lo, e se, muito rapidamente, não tivermos resposta, por parte do Tribunal de Contas, relativamente ao «plano A», assumo o compromisso, que nós apresentaremos um «plano B» e avançaremos com esse projeto”, palavras do presidente da Câmara Municipal, do Porto, Rui Moreira, numa sessão pública, realizada no Auditória da Junta de Freguesia de Campanhã, no passado dia 04 de abril, sobre o Plano Estratégico para a Zona Oriental do Porto, e da operação de reabilitação da zona da Corujeira.

Sobre o projeto para o antigo Matadouro Municipal, Moreira referiu que essa “é uma matéria que nos tem prendido nos últimos dias; temos tido muitas reuniões; temos tido muitas reflexões, falado com muitas pessoas: nós encontraremos forma de o fazer. Este é um compromisso que aqui assumo. Se não conseguirmos caçar com um cão, caçaremos com um gato, mas nós temos de concretizar o projeto do Matadouro. Não temos outra solução! Tudo isto aqui não pode funcionar sem o Matadouro. Por razões de coesão social, do urbanismo, do desenvolvimento económico, sem aquele território nada podemos adiantar. Portanto vamos fazer!

Relativamente ao Masterplan Estratégico, e de acordo com Pedro Baganha, vereador com o pelouro do Urbanismo, está prevista a criação da Praça do Matadouro e de um novo arruamento de ligação à Praça da Corujeira. Há também um plano para criar um corredor verde de enquadramento paisagístico da VCI e de uma ciclovia até ao futuro Terminal Intermodal e à Quinta de Bonjóia, bem como a requalificação da rua da Fábrica “A Invencível” e a melhoria das ligações pedonais sob o viaduto da VCI.

Destacando Campanhã como “uma prioridade um conjunto de projetos, de ações e de programas” que já estão no terreno. Entre eles, a ARU da Corujeira, criada há um ano e que o Executivo pretende agora expandir; a requalificação do Rio Tinto e a extensão do Parque Oriental; ou ainda “a reabilitação permanente, ano após ano, do conjunto dos bairros camarários”.

Neste enquadramento, faltava “um elemento agregador que fixasse o nosso pensamento a médio prazo: que identificasse tendências, vocações e potencialidades para o desenvolvimento urbano”, disse Pedro Baganha, frisando que o Masterplan “nasce de uma vontade política” e, por esse motivo, não é um plano vinculativo.

Por outro lado, continuou, “a urgência que reconhecemos na reabilitação desta zona, levou a que a Câmara Municipal avançasse, em simultâneo, com a ORU da Corujeira”. Com projetos concretos para “o coração da zona oriental”, esta Operação de Reabilitação Urbana estende-se durante os próximos 10 a 15 anos, e pretende atrair investimento público e privado.

“É nesta ORU que se joga o sucesso da nossa política para o Porto Oriental. Se formos bem-sucedidos na reabilitação desta área, teremos sucesso na nossa estratégia para a cidade e para Campanhã em particular”, declarou o vereador.

Nas linhas gerais do Masterplan estratégico para o Porto Oriental, apresentados por Elisa Babo, da Quaternaire, estão identificados um conjunto de projetos-âncora, com capacidade de induzir e multiplicar efeitos positivos ao nível da coesão territorial da freguesia de Campanhã. Estes motores da mudança são a reconversão do antigo Matadouro Industrial; a duplicação do Parque Oriental; a construção do Terminal Intermodal; a da linha de metro entre Campanhã e Parque Nascente/Circunvalação; e o aumento das capacidades associadas ao sistema de equipamentos coletivos do Bairro do Cerco do Porto e às potencialidades do Programa AIIA Porto – Abordagem Integrada para a Inclusão Ativa.

O vereador socialista, Manuel Pizarro, fez também questão de estar presente

Estes projetos, cada um à sua medida, serão capazes de corresponder a uma série de desafios e objetivos traçados pelo Executivo municipal para esta grande área do território, correspondente a 1/5 do concelho do Porto.

Para cumprir o desígnio de afirmação do Porto Oriental, dentro da cidade e fora dela, o estudo aponta que o Município lançar um conjunto de novos conceitos, para trabalhar consoante a implementação dos projetos que lhes derem corpo. São eles o Eco-district, o Laboratório Social Urbano, o Hub de Campanhã, os Ecossistemas Criativos de Campanhã e da Corujeira e o Porto Innovation District Satellite.

Operação de Reabilitação Urbana (ORU) da Corujeira

Praça da Corujeira (Foto: Pedro N. Silva)

A resposta operacional para a Corujeira/Campanhã assenta em 10 projetos estruturantes, materializados em 42 ações, arquiteto Leonel Ferreira, da SPI.

São eles o Matadouro Industrial do Porto; a Praça da Corujeira; a Rua de São Roque da Lameira e o eixo complementar a sul; a reabilitação do edificado e do parque habitacional público municipal; o corredor ecológico da Corujeira; o Monte da Bela; a Alameda de Cartes / Contumil; o parque de recolha dos STCP e a Fábrica “A Invencível”; o fortalecimento da coesão social e económica e o Laboratório Vivo para a inovação no espaço urbano.

Pedro Baganha anunciou ainda que a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) será a entidade gestora da operação e que o Município está a terminar o processo de delimitação da futura Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Azevedo/Campanhã. No documento, a maior fatia dos 177,6 milhões de euros de investimento estimado diz respeito à reabilitação do edificado, cujo investimento ultrapassa os 124 milhões de euros.

Segundo o diagnóstico apresentado, 18,4% do edificado, na ARU da Corujeira, está em mau estado de conservação e em ruína e cerca de 52,8% dos edifícios tem mais de 50 anos. Esta ARU integra ainda oito bairros sociais, com 2.543 fogos e cerca de 6.000 residentes e cerca de 70 ‘ilhas’, com 468 fogos habitados.

Segue-se a intervenção no espaço público, rubrica na qual estão orçamentados 32,7 milhões e os equipamentos que vão absorver 9,2 milhões de euros do investimento previsto.

Museu de Bonjóia: uma realidade para breve

Já relativamente ao Museu de Bonjóia, Rui Moreira informou que “também por causa do atraso inevitável do Matadouro, vamos avançar muito rapidamente com o projeto de um Museu na casa de Bonjóia. Acontece que a Fundação António Mota saiu do edifício e isso vai permitir-nos libertar a Casa de Bonjóia, antecipando, assim, o projeto museológico para o local, pois para nós é fundamental que a cultura, não fique, ela também, atrasada”. Entretanto, e no que diz respeito ao Palacete de São Roque, Rui Moreira salientou que as obras “estão a andar”, estando prevista a sua abertura “para outubro”.

Texto: EeTj / Porto.

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

01mai19

 

 

 

 

 

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