Para proporcionar aos visitantes que em tempo de férias de Verão procuram conhecer o país, a região, património cultural e etnográfico, o Museu de Ovar continua a recorrer privilegiadamente ao seu espólio, retirando do “baú” relíquias cuidadosamente preservadas que compõem a “exposição de trajes tradicionais portugueses” do continentes e ilhas, que foi inaugurada no dia 22 de junho e vai estar disponível até 28 de setembro.
Nesta exposição de trajes, a Beira Litoral está representada pelo Pescador e Varina, como elementos indissociáveis do património etnográfico da região e imagens típicas representativas de profissões que ficaram na memória de várias gerações ao visitarem o Museu de Ovar, como lembrou na cerimónia de abertura a vereadora da Educação do Município de Ovar, Ana Cunha, ao referir que o “peixeiro”, é uma das “imagens que tenho das visitas ao Museu de Ovar”. A autarca referiu ainda a importância da vertente pedagógica que os trajes podem transmitir, porque, “diz muito do que é o povo”.
Com a presença dos membros da direção, António Dias, Manuel Cleto e Emerenciano Rodrigues, a inauguração da exposição contou ainda com os elementos da assembleia geral desta Instituição, Manuel Brandão e Esmeralda Souto, que se dirigiu com ternura às técnicas Leonor Silva e Lurdes Soares, reconhecendo que, “isto depende sobretudo de duas velhotas”, referindo-se ao trabalho apaixonante e de visível dedicação desta dupla, para se poderem realizar exposições que resultam da valorização do espólio do Museu de Ovar, que continua a surpreender.
A significativa coleção de trajes do Museu de Ovar foi mais uma vez tema para a sua programação cultural, neste caso “trajes tradicionais portugueses, que, como traje popular, “é uma consequência do meio físico, social e também um produto natural da região a considerar”, lê-se na apresentação do certame, em que, “as formas e as cores do traje popular ajustam-se com uma evidência muito marcada à situação geográfica. A orla marítima veste-se de cores garridas do Minho ao Algarve”, já na faixa territorial interior, “a visualidade exprime a austeridade e a severidade dos costumes que vão de par com a dureza da vida e do trabalho e com o próprio clima, mais rigoroso e mais gélido”.
Nas duas salas de exposições temporárias podem-se assim, admirar durante esta época de maior fluxo turístico na região, alguns exemplares de trajes tradicionais portugueses representativos de regiões do continente e ilhas da Madeira e dos Açores, que fazem parte do espólio do Museu de Ovar.
Texto e fotos: José Lopes
01jul19



