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CDU APELA À CRIAÇÃO DE “PROGRAMA DE EMERGÊNCIA SOCIAL” EM LORDELO DO OURO! TRASFEGA, COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO DE ESTUPEFACIENTES É À DESCARADA… Fomos lá e comprovamos a realidade!

O despovoamento do Bairro do Aleixo para o processo de demolição em curso, tem levado – como o “Etc e Tal jornal” fez questão de frisar na passada edição – ao propagar do “cancro” social de que era sobejamente conhecido (trasfega, comércio e consumo de estupefacientes) para outras zonas da cidade, como – e natural, pela proximidade -, certos bairros da freguesia de Lordelo do Ouro, facto que tem vindo a preocupar sobremaneira a CDU que, a propósito, realizou uma conferência de imprensa, com a presença da vereadora Ilda Figueiredo – acompanhada pelo deputado municipal, Artur Ribeiro -, defendendo, a propósito, a criação de um Programa de Emergência Social.

Zonas aparentemente pacíficas

“Após diversas visitas e reuniões em várias zonas da cidade, incluindo bairros municipais e do IRUH, em zonas de grande concentração, como acontece em Lordelo, de verificar que fenómenos que já se viveram, se estão novamente a intensificar. De constatar que, alguns elementos estranhos à população local, estão a apoderar-se de territórios, criando o medo nas populações. Consideramos que não se pode continuar indiferente ao que se passa”. Eis, o primeiro parágrafo do documento entregue à Imprensa, e que dá, por assim, dizer, o “lamiré” para a posição da CDU quanto a um problema social em crescendo na zona da Lordelo, ou seja a freguesia do Porto (hoje em união com Massarelos) que mais bairros municipais tem: oito.

De acordo com Ilda Figueiredo “a Câmara Municipal do Porto com o apoio de outras instituições deve tomar medidas urgentes para com as populações que se sentem abandonadas, face aos novos problemas com a segurança, como é o tráfico de substâncias ilícitas, e com o aumento do turismo no centro histórico.”

A vereadora da CDU refere ainda que “a reposição do policiamento de proximidade é importante, mas, por si só, não chega, é preciso uma intervenção diferente com a participação de outras instituições”, e sobre a presença das juntas de freguesia na tentativa da resolução de alguns desses problemas, considera que “devido à complexidade deste problema, mas não sabendo ao certo, qual o ppel que elas têm desenvolvido nesse sentido, essa intervenção tem de ser feita juntamente com outras entidades”.

Relativamente ao facto de o Bairro do Aleixo se encontrar em processo de demolição e de lá ter sido um centro de tráfico ilícito, Ilda Figueiredo é da opinião que “é preciso tornar claro que a cidade não pode continuar a política de que se resolve o tráfico ilícito com o abandono de bairros e a sua demolição, isso já aconteceu em Campanhã, antes de acontecer aqui em Lordelo, e nada resolveu. O que levou foi à alteração dos sítios onde esses fenómenos se passam. Não é por aí – aliás, como sempre dissemos -, que se resolve o problema”.

Policiamento de proximidade, mas não só…

Tendo em conta o documento entregue pela CDU à comunicação social, “na cidade do Porto, cerca de 14 por cento da população vive em bairros municipais, que se concentram, em especial, nas freguesias de Lordelo, Campanhã, Ramalde e Paranhos, a que acrescem ainda diversos bairros do IRHU. Na maior parte dos casos, devido ao tipo de construção, à escassez de equipamentos sociais coletivos e desportivos, ao envelhecimento da população e ao aumento das suas carências económicas e sociais, avolumaram-se problemas diversos, para o que também contribuíram muitos anos de abandono de intervenção pública estruturada nesses bairros, onde faltam equipas interdisciplinares, que promovam o diálogo social, animação cultural e desportiva, a educação social e que assegurem a manutenção e as pequenas reparações”.

A CDU realça também, e por outro lado, “os escassos meios para reforçar a segurança pública de proximidade; garantir a prevenção e dissuasão da criminalidade, sobretudo nas zonas de maior pressão de novos fenómenos urbanos, incluindo o comércio e consumo de substâncias ilegais e o maior afluxo de turismo”.

A coligação formada por comunistas e ecologistas considera, assim, “necessário informar o governo da gravidade da situação”, propondo “a criação urgente d um programa integrado de intervenção nas zonas de forte concentração de bairros municipais e do IRHU, que inclua a intervenção conjunta da Câmara Municipal do Porto, das juntas de freguesia e de vários organismos públicos, designadamente da Segurança Social, da Educação, da Saúde, do IRHU e da PSP”.

Para a CDU “é tempo de formar equipas multidisciplinares e de assegurar a sua participação permanente em zonas com maior concentração populacional, para apoiar a integração e inclusão, através do diálogo social com as populações e coletividades existentes.

“Estes temas não são novos. A CDU tem vindo a insistir neste tipo de medidas, só que achamos que, neste momento, isto atingiu um tal agravamento que são milhares de pessoas que se sentem abandonadas; que se sentem reféns de situações dramáticas que não podem sentir-se com medo. A Câmara, a cidade, o Governo, o País, não pode deixar que uma parte da cidade seja território onde alguém exterior que controla negócios ilícitos seja por esse alguém dominada”, concluiu Ilda Figueiredo.

Fomos lá…

Depois da passadeira, e junto ao semáforos, pode ver-se alguns dos “mirones” que vigiam a zona e controlam o tráfego. Ao lado (quem vira à direita) estavam mais cerca de seis indivíduos. Não registamos o facto por questões de segurança

O “Etc e Tal jornal”, que tem vindo, regularmente, a alertar para situações do género, sendo que os casos mais graves estão a verificar-se na freguesia de Ramalde, ou seja nas zonas do Viso, Francos e Ramalde do Meio. Entretanto, fomos a Lordelo do Ouro, mais concretamente ao Bairro Pinheiro Torres, onde a trasfega, comércio e consumo de drogas é feito à luz do dia, em plena via pública e com notória “segurança” dos vigias que acautelam a venda do produto. Algo de verdadeiramente horrível como pode confirmar uma das imagens (que repetimos), uma vez que não nos podíamos expor e, mesmo assim, ainda se ouviram umas “bocas”….

Texto e fotos: José Gonçalves

01ago19

 

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