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CENTRO MULTIMEIOS DE ESPINHO – DEGRADAÇÃO EXTERIOR POUCO COERENTE COM PROMOÇÃO CULTURAL NO INTERIOR

Construído pela Câmara Municipal de Espinho, então, presidida por José Mota, o Centro Multimeios de Espinho que foi cofinanciado pelo Fundo de Turismo e inaugurado em 16/06/2000 pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a presença do secretário de Estado do Turismo Vítor Neto, representa para o concelho de Espinho, como é afirmado no portal do município, indiscutivelmente, “um espaço destinado a acolher e proporcionar o que de melhor existe a nível nacional e internacional nas mais diversas plataformas de interesse cultural.

Pelas suas caraterísticas, o Centro Multimeios, apresenta condições ideais para realizar eventos em campos como o da Música, Artes Plásticas, Literatura, Cinema e simultaneamente funcionar como um meio de estudo e pesquisa, no campo da astronomia, graças ao seu planetário”. Mas quase vinte anos depois o estado de degradação que apresenta na estrutura metálica que envolve o edifício no exterior, é pouco coerente com a promoção cultural desenvolvida no seu interior e nada dignificante para uma obra de referência urbanística, considerada, “a mais recente provocação” do arquiteto Nuno Lacerda Lopes.

José Lopes

(texto e fotos)

O estado lastimoso que resulta do desmazelo a que está votado, neste caso no seu exterior, em que, em vários pontos exteriores são visíveis os efeitos do vandalismo, com a retirada de peças de chapa metálica que vão agravando a imagem deprimente desta obra arquitetónica na cidade de Espinho. Há mesmo um aviso que chama atenção para o risco de queda de objetos, nomeadamente no topo da parte sul do edifício em que é forrado a madeira. “Devido ao estado do exterior do edifício alertamos para o risco de queda de objetos que pode resultar em ferimentos graves ou morte”.

A imagem exterior do Centro Multimeios é tanto mais irónica, quando, num espaço cultural em que se realizam exposições, concertos, conferências, festivais, palestras ou se realizam apresentações de projetos urbanísticos para a cidade, como a do Projeto de Requalificação da denominada Alameda 8 sobre a superfície liberta pelo enterramento do canal ferroviário, que decorreu em fevereiro de 2016, na Sala António Gaio, no Centro Multimeios de Espinho, com a presença do presidente do Município, Pinto Moreira, no exterior deixa-se avançar os inquietantes sinais de degradação e descaraterização de, uma “obra de referencia da arquitetura atual”, como destaca ainda o portal do município.

Mas, a falta de coerência entre os vários elementos envolventes, vão ao ponto de, ali mesmo ao lado do Centro Multimeios com os “espelhos” de água à muito secos e os vários buracos que se realçam aos olhos de transeuntes e turistas, com a falta das chapas metálicas. Haver há muito um antigo edifício em ruinas, que acabou por ser temporariamente revestido por tarjas alusivas aos 120 anos da Elevação de Espinho a Concelho 1899/2019. Uma solução prática para camuflar um cenário também pouco coerente com a área envolvente, em cuja tela estão expostas fotografias históricas com memórias de diferentes épocas. Solução para envolver as ruinas de um elemento do património arquitetónico, que acaba por fazer realçar ainda mais as ruinas exteriores do Multimeios, que felizmente não afetam o seu interior.

01set19

 

 

 

 

 

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