A Avenida Central do Furadouro (Ovar) tornou-se o palco “fixo” do Festival de Circo que vai na 6.ª edição depois do sucesso que teve na sua origem com a designação Circool, tendo como base a realização de espetáculo de rua no âmbito das artes circenses, mas fora da tradicional e característica tenda de Circo.
Como destacou à imprensa, Nuno Pinto, diretor deste Festival, trata-se de “novas técnicas” e de “reinventar” a arte de circo que se está habituado a ver numa tenda, neste caso na rua e “com alguma história”. Histórias que na opinião de alguns dos artistas participantes, “vão-se construindo”, em espetáculos em que a mimica está muito presente, sem palavras e muitas vezes sem texto, uma vez que as histórias se vão construindo com muita interatividade com o público e particularmente as crianças.
O vasto programa do 6.º Festival de Circo´19 decorreu como habitualmente em época balnear, nos dias 18 e 19 de agosto, como um evento cultural organizado pela União de Freguesias de Ovar, São João de Ovar, Arada, São Vicente de Pereira, que proporcionou 15 espetáculos de diferentes técnicas e artes circenses, desenvolvidas por grupos e artistas portugueses e de países, como: Brasil, Chile, Argentina, México ou Itália.
Com espetáculos deslumbrantes, articulados com o luar das noites junto ao mar, “O Lavrador” foi um dos espetáculos que veio dos Açores com a personagem típica “clown” muito interativo, que repetiu sessão em ambas as noites do Festival. Alternaram ainda nestas noites os espetáculos “Pepe´s Show” Los Pepe Show (Chile), “Tarzan Sin Jane” Nestor Martellini (Argentina), “OME” Ome Dual (Portugal/México) e “Dolce Salato” Circo Carpa Diem (Itália).
As artes circenses contagiaram os veraneantes, que pelo 6.º ano consecutivo disfrutaram de um modo diferente de ver circo, com que os artistas convidados animaram mais uma vez o Furadouro durante dois dias, com muitos aplausos ainda para, “Ôtovinu” Fusquinha de Porta Aberta (Brasil) ou o “Descartável” Diogo Duro (Portugal). Animaram também estes dias de Festival, os “Jogos do Hélder” que envolveram crianças e adultos em atividades e desafios que faziam lembrar jogos tradicionais, que funcionavam em simultâneo ao longo da Avenida Central do Furadouro.
Texto e fotos: José Lopes
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