O executivo municipal aprovou, na reunião do passado dia 26 de setembro, a alteração do Plano de Urbanização da Póvoa de Varzim.
A este propósito, o presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, explicou que “iniciámos este processo com o objetivo de fazer alguns ajustamentos ao Plano de Urbanização que de alguma forma permitissem que fosse mais dinâmico, nomeadamente, na Via B e em algumas situações detetadas. Depois de todo o processo – tramitação e discussão pública – foi aprovada a alteração. Nesta alteração e por essa razão é que ainda não foi aberto o concurso público do prolongamento da Avenida 25 de Abril (Via B). Após a aprovação da Assembleia, que irá ocorrer durante o mês de outubro, estaremos em condições para lançar esse procedimento”.
Foram ainda aprovados dois apoios: para a Procissão de São José – que já decorreu – e para o projeto de recuperação da Cividade de Terroso levada a cabo pelo Grupo dos Amigos do Museu.
O executivo aprovou também a renovação dos protocolos que titulam a cedência ao Município de instalações desportivas escolares, com vista a permitir a sua utilização por parte das associações desportivas do concelho para o ano letivo 2019/2020.
O presidente informou o executivo que em janeiro de 2020 assinalam-se os 90 anos da Casa dos Poveiros do Rio de Janeiro, uma instituição que preserva as tradições e a memória da Póvoa de Varzim, e o Rancho Poveiro estará presente não só para comemorar este aniversário, mas também levará um bocadinho da Póvoa à Casa dos Poveiros de São Paulo, como forma de juntar as pessoas e continuar a ter uma referência da nossa cultura e tradições no Brasil.
MUNICÍPIO APOSTA EM OFERTA TURÍSTICA DIVERSIFICADA
De 10 a 13 de setembro, realizou-se, no Estela Golf Club, o 1.º Torneio Internacional de Golf da Póvoa de Varzim promovido pela ASGNP – Associação de Seniores de Golfe do Norte de Portugal com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Esta primeira edição contou com a participação de mais de 100 pessoas, durante três dias.
O +residente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, esteve presente no almoço de encerramento do evento a que se seguiu a entrega de prémios.
Aires Pereira agradeceu a presença de todos, muitos deles espanhóis, neste espaço que “a Póvoa vai continuando a manter e a criar esta oportunidade do turismo de desporto sénior, que cada vez faz mais sentido”.
Para o autarca, este torneio é também “uma forma de divulgação daquilo que são as potencialidades do concelho da Póvoa de Varzim. A Câmara foi parceira deste projeto desde o início, que continuará a apoiar, e o próximo já está marcado para setembro de 2020”.
O presidente não tem dúvidas de que esta “é uma área com tendência de crescimento e importante para aquilo que é a oferta turística diversificada que o Município tem vindo a apostar”.
Neste sentido, afirmou que “o golfe não se pode resumir ao sul do país e este campo – Estela Golf – é, sem sombra de dúvida, uma oportunidade e muito reconhecido para os amantes de golfe e por isso tem que fazer parte da nossa oferta e daquilo que é o desígnio da Póvoa de Varzim”.
MUNICÍPIO HOMENAGEIA SANTOS GRAÇA COM MONUMENTO
No passado 07 de setembro, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, inaugurou o Monumento de Homenagem a António dos Santos Graça, no lado poente da Avenida que já tem o nome deste ilustre poveiro.
O edil transmitiu, desde logo, que se tratava de um “momento especial na vida da Póvoa de Varzim e singelo face à dimensão do nosso homenageado”.
No seu discurso, Aires Pereira começou por confessar “o meu orgulho por presidir à Câmara Municipal que, finalmente, concretiza uma ideia que há muito estava na mente dos gestores municipais: a Póvoa salda, hoje, uma dívida de reconhecimento e de gratidão àquele que (como salientou, em oportuno estudo, o saudoso Prof. João Francisco Marques) «pelo atuante dinamismo, pela inteligência prática, pela férrea vontade, pelo humanismo solidário, terá sido a personalidade poveira mais marcante da 1.ª metade do século XX».
De facto, e conhecendo bem a história local, não encontramos ninguém, naquele período tão marcante da nossa história, que, como António Santos Graça, tenha estado empenhado em tantas frentes de luta para que a Póvoa crescesse e se desenvolvesse. Lutou particularmente pelos pescadores, num tempo em que a pesca era atividade económica dominante – e, portanto, a crise da pesca se refletia dramaticamente na crise da economia da cidade, designadamente do seu comércio”.
O presidente da Câmara transmitiu que “Santos Graça sentia como ninguém estes dois mundos e estas duas atividades económicas tão complementares: tinha origens na colmeia piscatória e era, desde os 21 anos, comerciante.
A sua generosidade e o seu dinamismo, por um lado, e o seu acendrado bairrismo levaram-no à luta pelo associativismo filantrópico e sócio desportivo como formas de intervenção e de elevação social e socioeconómica, de que são exemplo: a colaboração n’A Povoense, na Associação de Socorros Mútuos das Classes Laborais, nos Bombeiros, no Clube Naval (de que foi sócio n.º1 e onde a sua ação foi determinante para a construção do monumento ao Cego do Maio), na Beneficente (no lançamento da “sopa dos pobres”), na Santa Casa da Misericórdia, n’A Marítima – Associação da Classe dos Pescadores e Gente do Mar da Póvoa de Varzim, reclamando para os pescadores o exclusivo dos processos de captura intensiva, as chamadas “artes novas” e tantas e tantas outras iniciativas de carácter solidário”.
Aires Pereira referiu-se à presença militante de Santos Graça na imprensa: “aos 20 anos, criou “O Povoense”; pouco depois, foi fundador d’O Comércio da Póvoa, onde desempenhou, ao longo de duas décadas, os cargos de diretor, editor e proprietário e onde escreveu centenas de artigos, versando os grandes temas da atualidade poveira e “O Progresso” (sugestivo nome) foi outro jornal que fundou, no início da década de 1920. Nada do que à Póvoa dizia respeito lhe era indiferente – pelo contrário, tudo quanto interessava ao presente e ao futuro da Póvoa contava com Santos Graça na primeira frente de luta”.
Também na área cultural, Santos Graça foi um “Homem do presente, empenhado na luta por um futuro melhor para a terra que tanto amava, Santos Graça fez também “o registo da memória de uma comunidade marítima multisecular”, nesse livro icónico, que a Câmara se não cansa de reeditar – “O Poveiro”, publicado pela 1.ª vez em 1932”.
Com este livro, Santos Graça veio a revelar-se e a ser internacionalmente conhecido como um cientista de incontestável mérito no domínio da etnografia marítima…. Com este livro, e com o outro, que de algum modo o complementa: “A Epopeia dos Humildes”, cuja 1ª edição é de 1952.
É obra sua o Museu Etnográfico, fundado em 1937. Já fora obra sua a criação, um ano antes (em 24 de julho de 1936) do Grupo Folclórico Poveiro, que desde então vem apresentando ao mundo as danças e os cantares da nossa terra e a beleza do traje branco inspirado na típica indumentária de trabalho e de festa da classe piscatória.
E foi por efeito do eco nacional da obra de Santos Graça, mormente do seu livro O Poveiro, que germinou, em 1939, a ideia, que viria a ser concretizada dois anos depois, de realizar o filme “Ala Arriba”, com atores locais – filme que seria premiado no Festival de Veneza e que teve um efeito exponencial em termos de promoção da imagem marítima e piscatória da Póvoa de Varzim”.
O presidente da Câmara constatou que “a nossa cidade tem vindo, sobretudo desde há um quarto de século, a concretizar um plano de regeneração urbana em que a história e a memória assumem a função identificadora dos cidadãos com o seu território, integrando o passado no presente e humanizando o espaço público, onde as maiores figuras singulares da nossa história (Eça de Queirós, O Cego do Maio, Vasques Calafate, António Nobre, Rocha Peixoto, David Alves, Major Mota, Elísio da Nova), ou os seus principais símbolos coletivos (O Pescador, O Banhista, S. Pedro, A Evocação da Lota – homenagem às mulheres do mar, Às Gentes da Póvoa) onde tudo isto, dizia, nos lembra que a construção da cidade, sendo obra coletiva, teve lideranças, teve referências éticas, teve símbolos, teve, em síntese, valores humanos superiores que orientaram e moldaram a nossa caminhada coletiva.
Era gritante – mormente desde 1982, ano do centenário do nascimento de Santos Graça, assinalado com um oportuno Colóquio Internacional de Etnografia Marítima, que o teve como patrono –, já então e sobretudo desde então, a necessidade de, através da força impressiva de um monumento, prestar a António Santos Graça a expressão maior da nossa homenagem – aquela que se concretiza no espaço público e sob forma de arte pública.
O monumento que hoje inauguramos, e que nasceu da superior capacidade figurativa de Fernando da Silva Gonçalves (o nosso Nando, já de saudosa memória, que também brevemente evocaremos – a 2 de fevereiro, dia do seu nascimento, iremos perpetuar no espaço público aquele que durante muito tempo fez esculturas para toda a gente) –, vem resgatar a memória e lembrar a obra de quem, no seu tempo, conquistou o direito à imortalidade e à veneração dos conterrâneos, hoje e para o futuro”.
TRIBUNAL DÁ RAZÃO À CÂMARA MUNICIPAL NA RECUSA DE CEDÊNCIA DA PRAÇA DE TOUROS PARA A REALIZAÇÃO DE ESPETÁCULOS TAUROMÁQUICOS
Na reunião do executivo municipal realizada a 10 de setembro último, o presidente da Câmara informou o executivo da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto no âmbito do processo Intimação para proteção de direitos, liberdades e garantias: “que termina com um despacho da senhora juíza que diz o seguinte na Decisão: «Nos termos e pelos fundamentos expostos, julgo a intimação totalmente improcedente e, em consequência, absolvo as Entidades Requeridas.
Neste sentido, Aires Pereira transmitiu que “tal decisão significa que as decisões que a Varzim Lazer tomou, subscritas pelo Município, de impedir a realização da corrida de touros na nossa praça com os motivos aludidos – falta de segurança e estado de encerramento a que a praça já está sujeita – foram decisões legítimas tomadas por quem é a entidade administrante da Praça de Touros”.
O presidente da Câmara esclareceu ainda que “a Câmara e a Assembleia tomaram uma decisão política de impedir a realização de corridas de touros na Póvoa de Varzim”.
Aires Pereira informou ainda de outra decisão que “o Tribunal Cível da Póvoa de Varzim tomou relativamente a uma providência cautelar instalada pelos mesmos (Prótoiro – Federação Portuguesa das Associações Taurinas e Aplaudir, Lda) para o mesmo efeito (autorização para realização de corridas de touros na Praça de Touros) em que se declarou incompetente para a decisão dessa matéria, ou seja, todas as decisões que a Varzim Lazer tomou e que a Câmara subscreveu e que não possibilitaram a realização de corridas de touros no espaço que é propriedade do Município foram legítimas e bem decididas”.
Em relação aos pontos da reunião, foi aprovada a abertura de concurso público para a ampliação da Escola Nova da Póvoa de Varzim. O presidente da Câmara esclareceu que “a Escola Nova tem vindo a sofrer um conjunto de alterações e, agora, será feita uma sala polivalente onde as crianças possam estar e ter aulas de educação física. Trata-se de um investimento de 330 mil euros e prevê-se um prazo de execução de 10 meses.
O executivo aprovou uma proposta vinda da Varzim Lazer de alteração do tarifário a aplicar nos equipamentos desportivos cuja gestão está cometida a essa empresa local. O edil explicou que “esta alteração não tem qualquer implicação nos utentes, mas sim apenas na utilização feita por parte das associações e coletividades que utilizam os equipamentos”. Foi aprovado também o Relatório Semestral da Varzim Lazer.
No âmbito dos apoios, foi aprovado o pedido de isenção do pagamento de taxas por parte da Associação Regional do Minho das Testemunhas de Jeová para o processo de utilização de um edifício destinado ao culto religioso em Balasar.
PRESIDENTE RECEBEU NOVOS FUNCIONÁRIOS
O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, recebeu no passado dia 02 de setembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, os 45 funcionários que iniciaram funções no Município.
Após uma década sem novas contratações e em que o mapa de pessoal do Município sofreu diminuição ano após ano, a Câmara Municipal decide apostar no alargamento da sua equipa de trabalho com o intuito de melhorar o serviço que presta aos seus munícipes.
A primeira grande aposta é na educação, mais especificamente nos jardins-de-infância do concelho e no acompanhamento dos mais pequenos. Neste sentido, o edil apelou ao sentido de responsabilidade de cada um, sendo que muitos dos contratados irá trabalhar nas escolas e esta é uma área bastante exigente porque o público-alvo são as crianças e estas devem ser tratadas com o máximo cuidado e atenção.
O autarca deu as boas vindas e manifestou a sua disponibilidade a todos transmitindo que “a porta do gabinete do Presidente da Câmara está sempre aberta para vos receber”.
Aires Pereira revelou que existe um “bom ambiente de trabalho na Câmara Municipal e as chefias são relativamente novas”, desejando que “se sintam bem connosco”.
Texto e fotos: e-notícias / EeTj
Foto de destaque: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)
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