A exposição apresenta na Alfândega do Porto, 121 imagens icónicas do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson. Entre elas, estão retratadas personalidades como Marilyn Monroe, Coco Chanel, Pablo Picasso, Simone de Beauvoir, Robert Kennedy, Che Guevara ou Martin Luther King. Fica em exibição até dia 12 de abril.
Baseada no livro Tête à Tête (1998), a exposição “Henri Cartier-Bresson: Retratos” condensa 70 anos de trabalho que refletem muito da biografia do século XX. Uma memória coletiva que junta quer personalidades marcantes da sociedade quer indivíduos anónimos da narrativa histórica.
Entre eles, um denominador comum: todos os rostos expressam o olhar sensível de Henri Cartier-Bresson. Na verdade, a eterna Leica que acompanhava o também pintor, realizador e documentarista parecia sempre invadir a intimidade dos retratados, oferecendo uma sensação invulgar de familiaridade. Aliás, é dele uma abordagem completamente nova na cobertura de acontecimentos de massas quando, em 1937, Cartier-Bresson fotografou a coroação do rei George VI de Inglaterra, inovando na atenção que deu, não ao rei, mas à multidão aglomerada nas ruas.
Arquitetada, produzida e realizada pela empresa portuguesa Art For You, em estreita parceria com a Fundação Henri Cartier-Bresson (que o emblemático fotógrafo fundou em 2000 com a mulher e a filha), a exposição tem curadoria de Aude Raimbault, membro da fundação.
Ainda no âmbito da exibição “Henri Cartier-Bresson: Retratos” decorre, paralelamente, uma mostra com 12 trabalhos fotográficos sobre a cidade do Porto, numa perspetiva contemporânea focada nos recantos que o também fundador da Agência Magnum Photos fotografou em 1955. É nesse sentido que surge a exposição “Retratos – Porto: Um Olhar Contemporâneo”, cujo valor das vendas será entregue na íntegra à Associação O Joãozinho.
Texto e foto: Porto. / EeTj
01fev20