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SONS DA ARTE MUSICAL EVOCADOS NA PINTURA FIGURATIVA DE ANTÓNIO CARMO

A cor e a evocação dos sons da arte musical, são elementos que de imediato despertam a atenção e o ritmo de observação dos visitantes em cada um dos quadros da exposição de pintura de António Carmo, “Pelas Pautas da Memória”, que foi inaugurada no Museu de Ovar no dia 18 de janeiro, e pode ser vista até 21 de março. Uma exposição em que este artista, na sua estreia no Museu de Ovar, dedica A Clara d’Ovar, de seu nome próprio Leolina Clara Gomes Dias Simões, que nasceu em Ovar a 04/11/1925 e é recordada como uma referência cultural, com uma vida dedicada às artes. Clara d’Ovar foi atriz, cantora e escritora, e António Carmo lembra-a como, “companheira das nossas tertúlias das artes da Brasileira do Chiado em Lisboa”.

No momento da inauguração da exposição de pintura, as primeiras palavras foram de agradecimento à disponibilidade do autor das obras apresentadas na Sala dos Fundadores, através de António Dias e Manuel Cleto da direção do Museu de Ovar. Seguiu-se um espontâneo diálogo sobre a arte, entre pintores de diferentes escolas, como são, António Carmo e Emerenciano Rodrigues, tendo como base ali bem realçada nas telas. A cor, o ecletismo criativo ou o traço do pintor, que falou dos seus quadros, em que representa enquadramentos de várias músicas e compositores, como, Richard Wagner, Chopin, Beethoven, Handel, Schubert, Stravinsky, entre outros mestres que se destacam na pintura e nesta coletânea de António Carmo. Emerenciano Rodrigues, concluiria que, “o significado da arte é plural”.

Sobre esta mostra de expressão artística, uma pintura figurativa em que, “existe uma fascinante simbiose entre a cor, sempre assumida em toda a sua verdade – (…) em toda a sua nudez – e a evocação dos sons da arte musical”, como realça o maestro António Victorino d’Almeida, na folha de sala da exposição, em que termina, a, “salientar o orgulho que para mim representa figurar nesta coletânea, prova igualmente inequívoca da velha amizade que me liga ao pintor”. Ficou certamente muito por dizer numa breve cerimónia de inauguração da exposição “Pelas pautas da Memória”, que, mereceu ainda palavras de satisfação, pelo momento de diálogo sobre arte ali proporcionado, como reconheceu Manuel Pires Bastos (Padre) e o presidente da Junta de Freguesia de Válega, Jaime Valente. Por fim a vereadora da educação da Câmara Municipal de Ovar, Ana Cunha, acrescentaria que, “a música é uma arte intemporal. Nunca tinha pensado ser apresentada desta forma”, referindo-se à pintura, em que, “a arte fica imortalizada” afirmou a autarca.

António Carmo, que nasceu em 1949, na Madragoa, em Lisboa, e estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio em Lisboa, onde tirou o curso de pintura. Desde 1968 que apresenta os seus trabalhos, nomeadamente em exposições individuais e coletivas de norte a sul do país. Em Ovar é a primeira vez que expõe, já no estrangeiro, expõe desde 1975, em países como: Inglaterra, Espanha, Holanda, Bulgária, Alemanha, Bélgica, ex-Checoslováquia, Luxemburgo, ex-U.R.S.S., Macau, Japão, Austrália, Guiné-Bissau, Marrocos, U.S.A., Canadá, Venezuela, Suíça, Suécia, Cabo-Verde, Brasil e Polónia. Participações internacionais, individuais e coletivas em bienais, feiras de arte e em vários outros eventos, galerias e instituições. O pintor está ainda representado em vários museus e instituições nacionais e internacionais.

Texto e fotos: José Lopes

01fev20

 

 

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