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De 7 a 9 de março, com João Reis no elenco -“Nave pessoana” de Ricardo Pais “atraca” no Teatro Nacional São João

Uma das mais marcantes produções do Teatro Nacional São João (TNSJ) está de regresso ao palco onde se estreou, em 2007, para celebrar o Centenário da instituição

Depois de ter passado pela Comédie de Reims, pelo Teatro Paulo Autran, em São Paulo, e pelo Teatro Español, em Madrid, Turismo Infinito está de regresso ao palco onde se estreou, em 2007. A “nave pessoana” inventada por Ricardo Pais – uma das mais marcantes produções do TNSJ – volta a ser apresentada no preciso momento em que a instituição celebra o Centenário do edifício projetado pelo arquiteto Marques da Silva. O espetáculo estará em cena de 7 a 9 de março e inclui o elenco original, com nomes bem conhecidos do TNSJ, como é o caso de João Reis, Emília Silvestre, Pedro Almendra, José Eduardo Silva e Luís Araújo.

A partir de textos de Fernando Pessoa – o mais universal poeta português –, o espetáculo de Ricardo Pais e António M. Feijó lança em cena vários heterónimos do também filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, crítico literário e comentarista político. Em cena, é possível “conhecer” o guarda-livros Bernardo Soares e o seu visionário desassossego na Rua dos Douradores; a turbulência de Álvaro de Campos, engenheiro naval que ficou sem trabalho “depois de estar a Índia descoberta”; o Pessoa simbolista das interseções, mas também aquele que melancolicamente se revela em “Un Soir à Lima” e o outro Fernando que se corresponde com Ofélia Queirós – a mulher com quem o poeta teve o único envolvimento amoroso conhecido; Maria José, a corcunda que ama um serralheiro com toda a sua alma; e o bucólico Caeiro, o “mestre de toda a gente com capacidade para ter mestre”.

Visto por mais de vinte mil espectadores, Turismo Infinito apresenta um impressivo dispositivo cénico concebido por Manuel Aires Mateus e conta com figurinos de Bernardo Monteiro. Durante o espetáculo, Ricardo Pais tece um “poderoso enredo de estímulos auro-visuais, pondo-nos em contacto com a obra de um homem que, de modo heroico, pretendeu – e conseguiu – introduzir beleza no mundo”. A peça tem legendas em inglês e pode ser vista no sábado, às 22h00; e no domingo e segunda-feira, às 21h00. O preço dos bilhetes varia entre os 7,50 e os 16 euros, sendo que, no dia 7 de março, a entrada é gratuita, mediante o levantamento de bilhetes (máximo dois por pessoa), a partir das 14h30.

 

Texto e foto: Central de Informação / EeTj

01mar20

 

 

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