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MANUEL CAMPOS: “A «LIGA DOS AMIGOS DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO» É UMA INSTITUIÇÃO PRESTIGIADA, MAS DEPENDE DE TERCEIROS PARA SOBREVIVER… O ESTADO NEM UM CÊNTIMO NOS DÁ!”

Existe há, praticamente, 43 anos. É uma referência do voluntariado hospitalar a nível nacional. Tem milhares de sócios e amigos, mas sem beneméritos, mecenas ou a realização de peditórios, não conseguiria sobreviver.

Estamos a falar da Liga dos Amigos do Hospital de Santo António (LAHSA), no Porto, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que desempenha um papel fundamental e notável no apoio ao doente; que é reconhecida pela administração do Hospital, e o seu papel valorizado pelo Presidente da República, mas, do Estado não recebe um cêntimo…

José Gonçalves                          Diogo Almeida

(texto)                                                (fotos)

Com 250 voluntários, a LAHSA é liderada, há seis anos, pelo doutor, e ex-diretor-adjunto do Serviço de Hematologia Clínica, Manuel Campos, que, connosco, e em salutar conversa, deu a conhecer algumas realidades de um serviço que precisa de apoios; de sócios, e de juventude. Tudo a pensar na “humanização hospitalar”.

Quando, hoje, se tem conhecimento de mortes nas urgências de alguns hospitais, e de agressões a profissionais da Saúde, e estando o Hospital de Santo António longe – muito longe! – dessas tristes referências, a verdade é que ainda há uma Liga de Amigos, que, além de ajudar a defender e promover a imagem do Hospital, está, acima de tudo, ao lado de quem mais precisa e que, neste caso é, obviamente, o doente.

Foto: pesquisa Bing

Antes da nossa conversa com Manuel Campos, fique a saber que a LAHSA nasceu na sequência de incêndio na ala Norte do edifício velho do Hospital de Santo António, isto em 1976, motivo pelo qual foram vários os donativos de gente anónima, e não só, para ajudarem à sua reconstrução.

E, de tal ordem foram esses apoios, que foi quase como que “obrigatório” o nascimento da Liga de Amigos, por onde passaram nomes importantes da medicina em Portugal, casos de Luís Roseira (fundador), Rocha Melo, Paulo Mendo, Benvindo Justiça e… Manuel Campos.

Etc e Tal jornal – Há seis anos à frente dos destinos da Liga dos Amigos do Hospital de Santo António, pergunto, o que é o levou à liderança desta instituição?

Manuel Campos – “Em primeiro lugar, tivemos no passado alguns vultos da medicina no Hospital de Santo António com a responsabilidade de liderar esta instituição. Eu fui, de alguma forma, motivado, pelo doutor Benvindo Justiça, que foi o anterior presidente, pelo facto de eu ter um pouco de tempo livre, e, acima de tudo, por uma questão de querer dar apoio a uma instituição de caráter humanitário e de voluntariado solidário. Foram, portanto, várias as motivações que me trouxeram a esta missão de presidir à Liga”.

Liga que tem, como objetivo principal, dar o apoio a doentes…

“Sim. A Liga dos Amigos do Hospital de Santo António foi fundada, em 1977, por um médico que, na altura, era uma figura importante da medicina, o doutor Luís Roseira. Um famoso anestesista. Um duriense com uma grande visão sobre o humanismo e sobre o voluntariado. A Liga foi, daí para cá, crescendo… foi evoluindo. Fundamentalmente, a missão da Liga é a humanização hospitalar: dar apoio aos doentes que precisam; dar aquilo que a medicina altamente tecnológica não chega a dar, como o carinho, a solidariedade, apoio humano e material – medicamentos, roupas, etc. –; e, diariamente, estar em todo o Hospital. São duzentos e cinquenta voluntários que dão o seu melhor…”

E é fácil desenvolver essa missão?

“Não, não é! É uma missão muito complexa por várias razões. Primeiro, a questão relacionada com a componente humana: precisamos de ter voluntários que queiram integrar-se nesta instituição. Normalmente inscrevem-se; fazem cursos de formação; e aprendem com os mais velhos o voluntariado hospitalar, que é diferente de um voluntariado qualquer. Depois, temos o complexo trabalho diário: todos os dias temos voluntários a apoiar os doentes, nas enfermarias, com pequenos-almoços …”

PRECISAMOS DE APOIOS!

E essa função não atrapalha o trabalho de médicos e enfermeiros?

“Não, porque nós temos regras muito bem estabelecidas e, de alguma forma, contratualizadas do ponto de vista formal com o Hospital, em que nós somos muito bem vistos e muito acarinhados pelo pessoal. Os nossos voluntários nunca interferem nas atividades de médios e enfermeiros com os quais – repito – têm bom relacionamento.

Perguntava-me se há dificuldades nesta instituição? Há! Há as dificuldades referentes a apoios monetários, Nós precisamos de apoios! Só através de mecenas, beneméritos, peditórios e eventos – como uma campanha, por exemplo-, é que conseguimos meios financeiros para apoiar esta organização; organização essa que é pesada.

No ponto de vista de instalações temos a área onde nos encontramos, no CICAP, mas temos uma outra, nova, que inauguramos há cerca de três/quatro anos, e que fica na parte central do Hospital, onde se encontra a direção do voluntariado e onde é realizado todo o trabalho diário.

Portanto, não é fácil que esta instituição se mantenha como uma das mais prestigiadas do País. Isso consegue-se com o trabalho diário das pessoas e com o apoio dos beneméritos, porque o Estado não nos dá sequer um euro. O Estado nada nos dá!”

E, pelo que sei, são cada vez mais os doentes que precisam do apoio desta instituição, ou seja, desta IPSS?

“O número tem, realmente, aumentado. O doente que entra no Hospital tem duas fragilidades: a sua própria doença, e também o natural facto de entrar num meio que lhe é hostil. As pessoas que são de fora da cidade; que vivem sozinhas; e os idosos, em particular, sentem essa hostilidade. Nós damos-lhes, então, o apoio possível de humanismo hospitalar. Se percorrer o hospital vê as nossas voluntárias, com o tradicional avental vermelho…”

“ESTAMOS A TENTAR REJUVENESCER A INSTITUIÇÃO”

São pessoas já com uma certa idade!

“Sim. Começamos a ter um problema, porque os jovens estão muito ativos nas suas profissões, e como tal têm alguma falta de tempo para se dedicar ao voluntariado. A verdade, todavia, é que estamos já no sentido do rejuvenescimento. Temos pessoas idosas, sim; mas também temos já grupos na faixa dos quarenta/ cinquenta anos. Este é um processo de aperfeiçoamento contínuo. Tentamos sempre o melhor, e conseguir pessoas disponíveis de grupos etários mais baixos para poder rejuvenescer a instituição é um dos nossos objetivos a ser concretizado”.

E como é trabalhar num hospital com um número crescente de pessoas a precisar de apoio, ou seja, do vosso apoio?

“Tentamos, sempre, que as necessidades básicas dos doentes sejam garantidas.”

Como é que têm conhecimento desses doentes e das suas específicas necessidades?

“Nós procurá-mo-los. A Direção do voluntariado está sempre atentas às necessidades dentro do Hospital e, portanto, é feita uma avaliação, e a Liga – verdade se diga – tem respondido de uma forma exemplar a esse nosso desiderato: a humanização hospitalar para os mais carenciados, pois há doentes que, por exemplo, têm uma consulta externa, e não precisam de apoio. Mas, mesmo assim, uma palavra de conforto, um cafezinho na consulta, é sempre importante”.

O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE ESTÁ NUMA FASE DE RECONVERSÃO, MAS HÁ DIFICULDADES…

O Serviço Nacional de Saúde é, em vosso entender, importante?

“O nosso Hospital é Universitário e está integrado na rede do Serviço Nacional de Saúde. As instituições de voluntariado estão, fundamentalmente, localizadas em hospitais centrais e ligados ao SNS, que, como sabemos, tem dificuldades. Está numa fase de reconversão; numa tentativa de melhoramento; mas sabemos que há dificuldades! Todavia, a Liga dos Amigos do Hospital de Santo António é apolítica e não-religiosa e, assim sendo, não tem como papel integrar qualquer movimento ligado a qualquer organização.”

Mas, como a Liga faz parte de um Hospital que, por sua vez, está ligado ao SNS, é natural que a instituição possa ter uma opinião sobre o assunto. O SNS foi, ou não, uma importante conquista?

“Foi uma conquista fundamental, lançada em 1976. Estamos numa altura em que SNS vive alguma crise, mas já tivemos tempos exemplares. É fundamental manter essa estrutura e essa atividade”.

O HOSPITAL SANTO ANTÓNIO É DE POSITIVA REFERÊNCIA A NÍVEL NACIONAL

Triste se tornará, por certo, e logo para uma Liga humanitária, pronta a ajudar os doentes, ter conhecimento de notícias que destacam a morte de pessoas em urgências de alguns hospitais do nosso País; ou as que dizem respeito a agressões a médicos por parte de familiares de doentes, entre outros casos…

“Estamos numa fase complicada! Há realmente notícias de pessoas que estão a ser maltratadas nos serviços de Urgência. Isso não é bom! Fui médico neste Hospital mais de quarenta anos, e o nosso objetivo era sempre o de tratar o doente da melhor forma possível, dentro das regras de medicina moderna. Se alguns aspetos falham… não é bom. Portanto, não é bom o que se tem passado em certas urgências hospitalares. É preciso aperfeiçoar.

Mas, o Hospital Santo António, no ponto de vista global, é de positiva referência a nível nacional. Todavia, tudo o que está a acontecer em outros lados incomoda. Estamos sempre atentos ao desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde, que deve continuar. Foi uma conquista importante e é fundamental que se mantenha, até porque nós já fomos cobiçados, a nível internacional, pelo exemplar Serviço de Saúde que temos. De momento, passa-se por uma fase de crise, também devido ao aumento do número de hospitais privados. As pessoas têm seguros de saúde, etc.… A medicina que se faz hoje nada tem a ver como que se fazia há vinte anos…

Como tal, há novas exigências e novas políticas que têm de ser instituídas. Por cá, a Liga tem, dentro do Hospital, desenvolvido aquela que é a sua missão, ou seja, melhorar sempre o papel do voluntariado e estar atento às dificuldades dos doentes, tentando, o mais possível, minorar o seu sofrimento.

Nós estamos mais na área do apoio e da solidariedade, e até do apoio psicológico, que é muito importante. Uma organização, nunca está sem problemas, sem crescimento e sem melhoramentos.”

A RELAÇÃO COM A ADMINISTRAÇÃO DO HOSPITAL É MUITÍSSIMO BOA!

Qual a relação da Liga com a Administração do Hospital?

“Temos uma relação muitíssimo boa. A administração do Hospital apoia-nos; dá-nos todas as condições para que o nosso trabalho seja feito dentro das regras.”

Quais são as regras?

“Não podemos interferir com a atividade médica, ou da enfermagem. Temos, normalmente, um plano estabelecido: visita às enfermarias; apoio aos pequenos-almoços; apoios à alimentação dos doentes e fornecimento de roupas. No Dia de Aniversário, e do Doente, damos uma prendinha, para que o doente se sinta bem…”

Falamos de doentes internados.

“Sim. No Natal, por exemplo, fazemos um acompanhamento mais próximo, porque nessa altura do ano, é difícil, para qualquer doente internado, encarar a data. No início, e frisando, as regras, quando o candidato a voluntário vem fazer uma formação, nós damos sempre a conhecer as regras de conduta.

Perguntava-me sobre a nossa relação com a Administração do Hospital?! Ela é, no fundo, uma relação de interpares. Eles não interferem na nossa atividade e nós tentamos interferir o menos possível na atividade diária hospitalar.”

DAMOS, AGORA, TAMBÉM APOIO AO CENTRO MATERNO-INFANTIL DO PORTO, QUE É A UNIDADE QUE TEM MAIS PARTOS EM PORTUGAL

O crescimento do Hospital é um objetivo comum?!

“Sim. O crescimento do Hospital, com os novos serviços que possam abrir… Por exemplo, agora, estamos a dar apoio ao Centro Materno-infantil, em pediatria e obstetrícia. Tivemos, recentemente, uma oferta de carrinhos de bebés, de fraldas, de cobertores, dados por uma grande empresa… uma grande superfície, como é o «Continente». É, absolutamente, fundamental termos apoios de outras grandes superfícies e de outras grandes empresas. Estamos, agora, a desenvolver – na tal questão do crescimento do Hospital – algo de acordo com o crescimento do Centro Hospitalar, que se modernizou. O Centro Materno-infantil do Norte, de acordo com as notícias, é a unidade que tem mais partos em Portugal, ultrapassando a Maternidade Alfredo da Costa. E isso para dizer que também damos muito apoio às crianças e às suas mães…”

Isso obrigará, por certo, a haver mais voluntários…

“Claro. Terá de ser. Isso será muito importante.”

COMO SER VOLUNTÁRIO

E se uma pessoa quiser integrar uma equipa de voluntariado da Liga, o que deve fazer?

“A Liga tem um sítio/site na Internet onde o interessado ou a interessada se pode inscrever. Pode contactar a nossa secretaria, ou dirigir-se aqui diretamente. Estamos a admitir pessoas que não sejam muito idosas. Mas, qualquer pessoa pode ser voluntária. Depois de se mostrar interessada, é sujeita a uma entrevista com as nossas responsáveis pelo voluntariado, depois há um curso de formação e a seguir pode ser voluntário, ou voluntária, cerca de três horas por semana”.

A aquisição de experiência, ou novas experiências, é interessante nestes casos?

“Sim. As histórias que se contam na relação com os doentes são muito interessantes. Criam-se empatias. Há aspetos muito interessantes nesta atividade”.

A PARCERIA COM O INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS ABEL SALAZAR TEM SIDO FUNDAMENTAL

Houve situações graves, ou mais complicadas, nas quais a Liga tenha sido importante para a sua resolução?

“No princípio da Liga houve uma área fundamental  do Hospital que foi consumida pelas chamas. Houve um incêndio na ala norte do velho edifício. Ainda a Liga não estava formada e houve logo quem desse apoio. Com a ajuda de beneméritos, acabaram por nos ser oferecidos blocos operatórios dotados pela instituição que nos apoiou. Foi essa situação de crise que deu origem ao nascimento da Liga dos Amigos do Hospital de Santo António. O doutor Paulo Mendo também foi diretor desta instituição, como o doutor Luís Roseira, o doutor Benvindo Justiça…”

O Hospital também é uma positiva referência por causa disso, ou seja da presença ativa desses importantes nomes da medicina portuguesa…

“É verdade! O Hospital de Santo António é conceituado, prestigiado, tem serviços de grande qualidade; tem um ensino ligado ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – esta parceria é fundamental -, e a nossa Liga tenta sempre acompanhar esse prestígio e essa posição de relevo do Hospital de Santo António”.

SÃO PRECISOS MAIS SÓCIOS

Quais são as metas da Liga dos Amigos do Hospital de Santo António, a médio, ou longo prazo?

“Manter a qualidade e excelência dos serviços. Acompanhar tudo o que de atual se faz no voluntariado hospitalar. Há uma coisa que nos preocupa muito: manter a Liga viável no ponto de vista financeiro. Isso é conseguido, por exemplo, através de sócios. Precisamos de mais sócios… que já são milhares, mas precisamos de mais!”

Quanto pagam de quota?

“A quota é livre, mas o mínimo é de sete euros anuais… uma coisa simbólica. Portanto, a angariação de sócios é uma das nossas preocupações. Depois, há que rejuvenescer o voluntariado para manter uma continuidade, e acompanhar o Hospital na sua evolução. A parte financeira é essencial para a sobrevivência da Liga, pois também temos funcionários, que o não são do Hospital… são da Liga.

Há ainda um aspeto importante que me ia esquecendo de referir: temos como que uma parceria com os alunos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, do Hospital de São João. Eles veem aqui fazer horas de voluntariado. Houve um contrato entre os responsáveis do Ensino, no São João e a nossa Liga, e eles vêm para aqui fazer voluntariado, o qual faz parte do currículo do curso de Medicina ”.

EUTANÁSIA?! SOMOS COMPLETAMENTE NEUTROS NESSA MATÉRIA

Falamos de evoluções na Medicina, e falo agora de exigências que podem surgir de acordo também com o evoluir da ciência. Refiro-me em concreto à Eutanásia. A Liga tem alguma posição sobre o assunto?

“Não. A Liga não tem posição sobre esse assunto. Há,  como é óbvio, uma consciência individual, mas coletivamente – como já referi – não intervimos em nada que seja de ordem política ou organizacional, no Hospital…”

Mas, a Liga poderá, no futuro, ter de dar apoio a outras pessoas que, na realidade, estejam decididas a ter uma morte assistida…

“Como lhe disse: nós, neste momento, não temos qualquer posição sobre a Eutanásia. Somos completamente neutros nessa matéria”.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE RECONHECE A NOSSA ATIVIDADE, MAS NÃO SE CHEGA À FRENTE EM NADA…

O Ministério da Saúde está informado do trabalho que a Liga tem vindo a realizar?

“Sim. Vou dar-lhe um exemplo: tivemos aqui, há três anos, ou seja, quando a Liga comemorou os quarenta anos de existência, o senhor Presidente da República, a fazer uma sessão solene no Salão Nobre. Portanto, o Estado reconhece o nosso trabalho, mas reconhece-o só do ponto de vista institucional…”

Não vos dá apoio em termos financeiros…

“Não dá apoio algum!”

Então, o vosso trabalho é considerado fundamental na vida do Hospital, e o Ministério não apoia essa função?

“Voluntariamente não dá apoio. Reconhece a nossa atividade, mas não se chega à frente em nada. Como é um trabalho voluntário, o Estado acha-se na razão de não apoiar”.

Mas não há qualquer tipo de relacionamento direto entre ambas as partes?

“Tivemos diplomas de uma instituição de caraterísticas excelentes para o voluntariado hospitalar, mas com o Ministério da Saúde nunca tivemos reuniões. A nossa atividade não tem a ver com políticas de Saúde. Agora, eles sabem que existe, não só aqui, como em outros hospitais, Ligas de voluntários, mas o voluntariado está desinserido do contexto ministerial. É assim”.

 

Pois é…

Para o(a) leitor(a) ter uma ideia do trabalho desenvolvido pela Liga dos Amigos do Hospital de Santo António, tenha em atenção alguns dados, relativos a 2018, quanto à atividade da instituição: serviram-se 50.802 pequenos-almoços a doentes de várias consultas externas; distribuíram-se aos mais carenciados 587 peças de vestuário; distribuíram-se 9.980 jornais a doentes internados, isto, entre outros atos, num total de 8.333 presenças de voluntário(a)s, que contribuíram com 24. 999 horas de trabalho.

É obra!

 

01mar20

 

 

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