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CINEMA ASIÁTICO DOMINOU (EM TODAS AS FRENTES) A 40.ª EDIÇÃO DO “FANTASPORTO”

Ghostmaster” de Paul Young, uma comédia fantástica, com uns toques de gore, foi o grande vencedor da 40ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto.

Uma equipa de filmagens em ação. O assistente de realização é constantemente humilhado por todos. Mas o que estes não sabem é que ele escreveu o argumento de um filme com forças maléficas. Muito humor, alguma influência da Manga japonesa e um ambiente delirante que lembram os primeiros filmes gore de Peter Jackson.

Para o nosso conhecido Sabu, já vencedor do Fantas por duas vezes o júri constituído por Francisco Bendomir, realizador argentino, Pedro Farate, produtor português e Julian Richards, realizador de distribuidor “Dancing Mary” viria a conquistar o Prémio de Melhor Realização. De novo uma comédia fantástica que se passa em torno de do fantasma de uma dançarina que assombra um velho teatro que uma Câmara pretende demolir para construir um grande empreendimento.
O prémio de Melhor Actor foi para Leif Edlund em Koko-Di Koko-Da, uma co-produção entre a Suécia e a Dinamarca. O Prémio para a melhor atriz volta ser para a Ásia, concretamente para as Filipinas, Christine Reyes no filme Untrue.

O nosso conhecido Roderick Cabrido, das Filipinas, leva também o importante prémio de Melhor Realizador pelo seu fantástico e terrífico filme Clarita.Nos anos 50, um caso de possessão faz notícia nos jornais.

A vítima é uma jovem. Os padres debatem mas Clarita é um enigma. Com brilhantes efeitos visuais, muito pouco usuais no cinema filipino, este é o novo filme de Roderick Cabrido que já apresentou, em 2015 e em pessoa, o duríssimo “Children’s Show” com que ganhou o Prémio Especial do Júri da Secção Oficial Orient Express.

Chris Bavota e Lee Paula Springer realizadores do filme Dead Dicks vindo do Canadá, são igualmente os argumentistas do filme a quem o Júri Internacional lhes atribuiu o Prémio de melhor argumento. Depois de receber uma chamada do irmão Ritchie que tem tendências suicidas, Rebecca encontra-o no apartamento bem de saúde mas rodeado de mortos iguais a ele. Um dos mais originais filmes dos últimos tempos, onde o fantástico se cruza com uma história dramática e terna entre irmãos, não muito longe dos filmes de David Lynch.

O Prémio doas Melhores Efeitos Visuais foi para o russo de horror sobrenatural, The Soul Conductor, de Ilya Maximov. Rodeada de fantasmas a vida toda, Katya anda à procura da sua irmã gémea, Larissa, que desapareceu.  Mas parece não ter ajuda de ninguém da aldeia, nem da própria polícia. Afinal, não foi só a irmã que desapareceu, foram mais pessoas. O segredo começa a revelar-se. O filme é distribuído pela Fox.

A Melhor Curta Metragem foi para Espanha, para Moros en la Costa de Damiá Serra Cauchetiez. No fundo a história de um encontro amoroso entre um muçulmano e um jovem na casa deste que se torna num autêntico pesadelo.

O Júri considerou ainda que deveria referir um outro filme que se destacou na competição através da atribuição de um a Menção Honrosa. Desta vez destinada à Coreia e ao filme Fallen, cuja equipa do filme que se deslocaram de Seoul, se manteve no Porto durante todo o festival, sendo motor de uma festa contínua que envolveu organização e muitos dos convidados do Festival.

TAIWAN E COREIA VENCEM ORIENT EXPRESS

O primeiro filme que o festival exibe a concurso vindo de Taiwan, Detention de John HSU é o vencedor do Prémio Especial do Juri da secção oficial Orient Express. Por sua vez Bring Me Home de Seung-Woo Kim, cuja protagonista já tinha vencido o Prémio de Melhor actriz, na Semana dos Realizadores, vence aqui o Grande Prémio Orient Express do Fantas 40 anos.

BUNKER, VENCE FILME e ETIC, MELHOR ESCOLA, no PRÉMIO DO CINEMA PORTUGUÊS

O Júri do Prémio de Cinema Português constituído pela atriz Susie Filipe, a produtora Regina Machado, bem como por Danyel Guerra, escritor e Rui Jorge Oliveira, ator decidiram atribuir o Prémio de Cinema Português 2020 ao filme de João Estrada, “Bunker”, dando ainda uma menção ao documentário de Luis Moya, “Por Detrás da Moeda”, filme que viria igualmente a receber o Prémio do Público. A curiosidade deste filme de Moya é que nos traz para o grande écran o que se esconde atrás dos músicos que acuam nas ruas do centro do Porto. Luís Moya renova aqui o seu estilo de imersão em mundos que se revelam difíceis mas também cheios de humanidade, e vive o dia-a-dia destes músicos e personalidades originais que poucos conhecem.
O Prémio destinado à Melhor Escola de Cinema foi para a EPI/ETIC e o Prémio de Criatividade destinado a filme de escola foi para “Leo” de Maria Eduarda Rodrigues.

Texto e foto: Fantasporto / EeTj

01abr20

 

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