Toda a energia consumida pelo Município do Porto e pela maior parte das empresas municipais vai ser de origem 100% renovável. Esta é mesmo a principal exigência do concurso público que será brevemente lançado, após votação unânime do Executivo autárquico.
Um dos principais pilares na governação da maioria independente é a sustentabilidade e, nesse pressuposto, havendo agora a janela de oportunidade, com a aproximação do fim da vigência dos atuais contratos de energia elétrica, de fazer diferente, o Município do Porto vai exigir que os concorrentes garantam que o fornecimento da energia provenha somente de fontes renováveis.
Além do Município, o agrupamento do concurso inclui as empresas Ágora – Cultura e Desporto do Porto; Empresa Municipal do Ambiente do Porto – EMAP; GO Porto – Gestão e Obras do Porto; e CMPEA – Empresa de Águas do Porto.
Procurando aplicar, em todos os setores possíveis, os princípios da economia circular, a Câmara do Porto tem ainda em curso outros projetos e programas que reforçam o compromisso de práticas sustentáveis.
É o caso do projeto Porto Solar, que consiste na instalação de sistemas fotovoltaicos em 29 coberturas de edifícios municipais, com potencial de redução anual de 500 toneladas de CO2 e gases equivalentes; da substituição integral da iluminação pública por luzes LED ; do projeto “Florestas Urbanas Nativas do Porto” – FUN Porto, que promove, em várias frentes, a expansão do arvoredo na cidade; da substituição da frota municipal por veículos elétricos ou híbridos plug-in, sendo que a decisão de eletrificar 70% da frota já reverteu numa poupança financeira de 600 mil euros por ano em combustível, estimando a autarquia redução da emissão de 2,3 mil toneladas de CO2 para a atmosfera, em quatro anos; e o facto ainda de o futuro PDM, cuja primeira versão já foi aprovada, privilegiar a estrutura ecológica municipal.
São estes alguns exemplos das estratégias politicamente assumidas que canalizam esforços para o objetivo global de redução de emissões de gases com efeitos de estufa em 50 por cento até 2030.
Texto: Porto. / EeTj
Foto: Miguel Nogueira (Porto.)
01abr20