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PORTO FOI PIONEIRO NA APLICAÇÃO DE IMPORTANTES MEDIDAS DE COMBATE À “COVID-19” AINDA QUE NÚMERO DE INFETADOS NO CONCELHO TENHA SIDO (EM MARÇO) PREOCUPANTE! A LUTA CONTRA A PANDEMIA TAMBÉM PARTE DE CADA UM…

Num mês de março histórico pela pior das razões em termos de saúde pública, no País e em praticamente todo o mundo, com a propagação do novo coronavírus, através da doença Covid-19, com um número crescente de infetados e mortes devido à pandemia, a verdade é que a cidade do Porto foi exemplar e pioneira em Portugal na tomada de medidas contra a progressão do vírus, com os portuenses a responderem massivamente, e com responsabilidade, às medidas impostas, as quais começaram pelo “Estado de Alerta” e depois, por decisão do Presidente da República – para agrado de Rui Moreira que já tinha apelado para ser dado esse passo -, para o de “Emergência”.

O Porto que foi a primeira cidade do País onde se detetou um paciente infetado pelo coronavírus em Portugal, e foi também a primeira a determinar o encerramento de serviços municipais (10mar14), nomeadamente museus, teatros e serviços suplementares, adotando um plano de contingência interno para os trabalhadores do Município.

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Rui Moreira anunciou, a 13 de março (ler intervenção na íntegra, na secção “Tribuna Livre”, na presente edição deste jornal), medidas mais duras, enviando para casa muitos dos funcionários municipais – ficando os mesmos vinculados a teletrabalho-, encerrando mercados de rua não alimentares, parques infantis, parques públicos e outras estruturas municipais, nomeadamente com atendimento público.

Estava iniciado um ciclo histórico, que a cidade jamais esquecerá, e que será, por certo, perpetuado para as gerações vindouras. O Porto reagiu. Meteu-se em casa. Desertificou-se profilaticamente. Deu um exemplo ao mundo…

 

Tudo o que de mais importante aconteceu na cidade no mês de março de 2020, será publicado de seguida, neste “Especial” dedicado a todas as medidas tomadas para a contenção da propagação da Covid-19, através das notícias publicadas no “Porto.”…

Tem muito para ler, aí EM CASA…

 

ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS

Mapa do trânsito no Porto… dia 07 de março
Mapa do trânsito no dia 14…

As medidas contra a propagação da pandemia, assim como a mensagem de Rui Moreira, deram resultados positivos. Pese embora haja ainda público pouco avisado, as diferenças de comportamento dos portuenses para outras paragens tem sido notável, tendo-se feito logo sentir nos primeiros dias de “Estado de Alerta”. Ainda assim, a Polícia Municipal ajudou a sensibilizar a população, afastando a possibilidade de concentração de pessoas em locais em que isso acontecia.

A quarentena voluntária, ou profilática, nesta guerra contra a pandemia, surtiu, desse modo, os seus positivos efeitos como comprovam as imagens que se seguem, registadas ao princípio de uma sexta-feira à noite (13mar20) em “Estado de Alerta”, e numa quinta-feira à tarde, já em “Emergência”.

Numa sexta-feira à noite (13 de março)…

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

Numa quinta-feira ao princípio da tarde (19 de março)…

Já depois de declarado o “Estado de Emergência”, a 18 de março, pelo Presidente da República, aprovado pela Assembleia da República e aceite também pelo Governo, foi ainda mais significativo o recolher social dos portuenses em suas casas, deixando vazios espaços que, ainda há bem pouco tempo, se enchiam de gente….

Foto: JG
Foto: JG
Foto: JG

 

AS NOTÍCIAS QUE MARCARAM A VIDA DA CIDADE

 

E foi já no final do mês, e isto depois de outras ações pioneiras e dignas de registo, que o Porto se mostrou na linha da frente no camobate à propagação da Covid-19…

 

PROJETO DA CÂMARA DO PORTO TESTA MAIS DE 1500 IDOSOS E FUNCIONÁRIOS DE TODOS OS LARES DA CIDADE

Ideia da mega operação partiu do Município, é inédita em Portugal e tem o apoio do Hospital de São João e dos Centros de Saúde, implicando a montagem de unidades de cuidados na Pousada da Juventude e no SuperBock Arena / Pavilhão Rosa Mota com o apoio do Exército, que ali montará 300 camas.

Todos os cidadãos idosos a residir em lares ou residências coletivas na cidade do Porto vão ser testados nos próximos dias para a COVID-19, assim como os funcionários dessas instituições, através de um rastreio sistemático e inédito no país. A iniciativa partiu da Câmara do Porto e conta com o apoio do Hospital de São João, que garante a análise das amostras e resultados em cerca de 24 horas, e dos Centros de Saúde na recolha das amostras, além do Exército Português, que apoiará a montagem de camas e dos bombeiros municipais, que ajudarão no transporte e assistência pré-hospitalar. Esta resposta está também articulada com o Centro Hospitalar Universitário do Porto e Hospital de Santo António, o outro grande hospital público da cidade do Porto.

A mega operação de rastreio implica a segregação consecutiva da população infetada dos que resultarem negativos no teste e que serão transferidos pelos meios dos próprios centros e com o apoio do Batalhão de Sapadores dos Bombeiros do Porto, para espaços “limpos” que estão a ser preparados pela Câmara do Porto. Entre esses espaços está a ser preparado o SuperBock Arena / Pavilhão Rosa Mota, onde o Exército Português apoiará a montagem de um espaço de cuidados continuados, e a Pousada da Juventude.

Para o efeito, o Município do Porto está a recrutar soluções de pessoal auxiliar em regime de voluntariado ou mobilidade, que possam ajudar e melhorar a resposta no auxílio à população não infetada, deslocalizada e em acompanhamento. A ideia é segregar completamente cidadãos idosos infetados e não infetados e acompanhar ambos.

A concretização do projeto é também possível graças à disponibilização de 5 mil testes para COVID-19 ao Município por parte da Fundação Fosun e da Gestifute, com origem em Xangai, cidade geminada com a do Porto.

A operação nunca feita implica a coordenação e articulação com várias entidades, envolvendo delicadas operações de análise, transporte, proteção e acompanhamento e só é possível graças a vários apoios articulados pela Câmara do Porto.

Rui Moreira acredita que este contributo pode realmente salvar vidas, aliviar a pressão sobre os hospitais e permitir uma melhor e mais permanente monitorização sobre esta população particularmente fragilizada. “Não podemos abandonar os lares e estas populações neste momento e tudo faremos, até ao limite das competências municipais e das nossas próprias forças para salvar todos os que pudermos salvar”, refere o presidente da Câmara. “limpos” que estão a ser preparados pela Câmara do Porto. Entre esses espaços está a ser preparado o SuperBock Arena / Pavilhão Rosa Mota, onde o Exército Português apoiará a montagem de um espaço de cuidados continuados, e a Pousada da Juventude.

 

Dia 18 de março foi outro dos marcos na história do pioneirismo que o Porto teve a nível nacional, em relação a muitas atitudes tomadas contra a propagação da pandemia…

 

CENTRO DE RASTREIO MÓVIL À “COVID-19” ABRE NO QUEIMÓDROMO

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

A 18 de março abriu o centro de rastreio para a doença CoVid-19, o primeiro modelo piloto “drive-thru” montado em Portugal. Tem capacidade, nesta primeira fase, de fazer cerca de 400 testes diários, com resultados, também numa primeira fase, em 24 horas. Destinado exclusivamente a pacientes suspeitos de infeção pelo coronavírus e previamente referenciados pelo SNS, a entrada é feita de carro no interior das estruturas, montadas em menos de 72 horas, no “Queimódromo” do Porto.

Já outras cidades portuguesas manifestaram interesse em replicar esta operação, desencadeada pela Câmara do Porto, Unilabs e ARS-Norte, e a cidade de Lisboa vai avançar também com um modelo idêntico, afirmou Rui Moreira, que visitou o local, acompanhado dos parceiros que, com o Município, ergueram o centro de rastreio móvel, nomeadamente o CEO da Unilabs Portugal, Luís Menezes, o diretor clínico da Unilabs Portugal, António Maia Gonçalves, e Carlos Nunes, presidente do Conselho Diretivo da ARS-Norte.

A ideia partiu da Unilabs Portugal, informou o presidente da Câmara do Porto, que logo averiguou ser o Queimódromo “a melhor solução” para receber um laboratório de campanha desta envergadura “por ser uma zona reservada e ótima em termos de acessibilidade” e que, efetivamente, à quarta-feira de manhã já recebia pacientes suspeitos, a quem são feitos os testes sem terem de sair do carro.

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

“A Câmara do Porto imediatamente verificou ser este um modelo muito importante, que tem vindo a ser implementado com sucesso noutros países”, referiu Rui Moreira.

No centro de rastreio móvel ao novo coronavírus, o primeiro no país, o acesso só é permitido a quem venha referenciado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a entrada é controlada pela Polícia, funcionando apenas por marcação prévia junto das autoridades de saúde.

Os utentes não têm de sair dos seus carros e o teste demora, aproximadamente, entre 5 a 7 minutos. São profissionais de saúde que asseguram a colheita, devidamente equipados e protegidos para o efeito. Não há qualquer custo associado para os pacientes.

De acordo com CEO da Unilabs Portugal, há disponibilidade da empresa de montar um modelo semelhante noutras cidades, sempre em cooperação com autoridades de saúde. “Temos capacidade de montar mais alguma unidades, mas tendo em consideração aquilo que as autoridades nos disserem”, frisou Luís Menezes.

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

O sistema de rastreio, assegurou diretor clínico da Unilabs, António Maia Gonçalves, reúne todos os requisitos de segurança. “Este sistema não foi inventado por nós. Foi definido pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos”, e também na Coreia do Sul foi implementado com sucesso na fase 3, a mais aguda da pandemia, assinalou.

 

Antes, a 17 de março, era dado a conhecer uma importante e invulgar parceria da Câmara Municipal do Porto com uma empresa que produz qualquer coisa como…  mil máscaras de proteção pessoal do tipo cirúrgico… por dia!

 

EMPRESÁRIO DE CAMPANHÃ E CÂMARA DO PORTO MONTAM UNIDADE DE MÁSCARAS CIRÚRGICAS

A Câmara do Porto e uma empresa local desenvolveram nos últimos dias um projeto para iniciarem imediatamente a produção de máscaras de proteção pessoal, do tipo cirúrgico, suficientes para os funcionários municipais que contactem com público e que poderão também vir a ser distribuídas pela autarquia à rede social, corporações de bombeiros voluntários e às empresas de transporte, como STCP.

A ideia surgiu quando um empresário de Campanhã contatou o gabinete do Presidente da Câmara do Porto, para dar os parabéns ao Município pelo seu trabalho no combate à COVID-19 e disponibilizando-se para ajudar a cidade. Contactado pelo gabinete da presidência, acabou a conversa por conduzir à ideia de produzir material de proteção.

Em 24 horas, o empresário conseguiu a matéria-prima adequada, disponibilizando-se a parar a sua produção para clientes, que eram sobretudo da indústria hoteleira, reconvertendo a unidade produtiva, com cerca de 20 funcionários, numa linha de produção de máscaras. A quantidade que conseguirá produzir não está ainda apurada, mas calcula-se que possa produzir o suficiente para alimentar as necessidades básicas dos operacionais do Município e ainda ceder equipamentos a outras instituições, assegurando a Câmara do Porto os custos inerentes à operação. Em estudo está também a possibilidade da produção na mesma unidade de equipamentos de proteção individual para os hospitais, caso estes venham a escassear e a entrar em rotura.

Desta forma, a Câmara do Porto evita pagar preços especulativos (que já se praticam no mercado em materiais importados) e espera poder ajudar a proteger também os muitos voluntários que em instituições de solidariedade ou bombeiros voluntários estão nesta altura a ficar expostos à doença. É também uma forma de manter uma unidade fabril da área do Porto em funcionamento e a economia a funcionar, substituindo importação por produção nacional.

A proximidade da fábrica do empresário de Campanhã ao local onde os materiais serão consumidos encurta, por outro lado, os tempos e custos de transporte e permitirá entregas diárias que possam satisfazer as necessidades do Município a custos mais reduzidos do que encontraria no mercado inflacionado.

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

 

E a tradicional solidariedade tripeira foi, sem sombra de dúvidas, algo que marcou este mês de constrangimentos e condicionalismos por causa do novo coronavírus e da guerra a ele decretada. O voluntariado não se fez esperar

 

HÁ VOLUNTÁRIOS NA CIDADE A FAZER COMPRAS E A LEVÁ-LAS A CASA DOS IDOSOS

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

A Impac’tu, associação sem fins lucrativos de jovens universitários que vivem e/ou estudam no Porto, lançou o projeto Porta de Impacto. Através de uma rede de voluntários, disponibiliza-se a fazer as compras e a entregá-las nas casas de idosos e de outros grupos de risco moradores na cidade.

O Porta de Impacto nasce fruto da situação excecional de combate ao novo coronavírus e tem a solidariedade como princípio basilar, num momento difícil que toda a sociedade portuguesa atravessa. Em anúncio publicado no Facebook, a associação refere que “vai, dentro do possível, reunir voluntários que se dediquem a fazer as compras aos nossos vizinhos do Porto que façam parte de grupos de risco”.

Se conhecer quem necessite deste apoio, entre em contacto com a associação através do email portadeimpacto@gmail.com. A Impac’tu é uma associação sem fins lucrativos, que tem como missão apoiar e acompanhar pessoas e famílias carenciadas do Centro Histórico do Porto, quer numa vertente social quer numa vertente jurídica, com a intenção de criar impacto nas suas vidas.

 

E em termos de solidariedade as coisas não ficaram por aqui, já que do ramo hoteleiro vieram boas notícias para o pessoal médico…

 

QUARTOS DISPONÍVEIS PARA PESSOAL MÉDICO SUPERAM OS 300 E CÂMARA MUNICIPAL FACULTA LISTA AOS HOSPITAIS DA CIDADE

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

O número de quartos disponíveis para o pessoal médico dos hospitais da cidade já ultrapassa os 300. A Câmara do Porto está a coordenar a ação enviando, diariamente, a lista atualizada às administrações hospitalares e à Ordem dos Médicos. A iniciativa partiu dos estabelecimentos hoteleiros e de proprietários de Alojamento Local, que se têm mobilizado e disponibilizado as suas unidades a estes profissionais.

Cabe a cada profissional de saúde que necessite de alojamento solicitar ao seu hospital o acesso à listagem para que, deste modo, possa contactar os estabelecimentos hoteleiros ou AL e aferir a existência de vaga. A ponte ou coordenação é feita pelo Município do Porto que, numa base diária, articula a disponibilidade de quartos com os hoteleiros da cidade, reportando as atualizações na lista que depois envia às administrações hospitalares.

Em apenas quatro dias, o número de quartos disponibilizados pelos empresários do setor do turismo subiu mais de uma centena de unidades. De cerca de 180, ultrapassa agora os 300 quartos disponíveis, evidenciando o elevado sentido cívico destes empresários e proprietários neste momento de emergência.

Todavia, não têm sido os únicos. Também as grandes empresas da cidade têm feito chegar à presidência da Câmara disponibilidades financeira e logística para ajudar a combater a doença, numa demonstração de solidariedade sem precedentes.

 

E por falarmos em pessoal médico, registe-se, por parte do hospital central com maior número de doentes infetados do País, uma ação extremamente importante em tempos de “guerra”…

 

HOSPITAL SÃO JOÃO DÁ APOIO PSICOLÓGICO A DOENTES E FAMILIARES

Foto: pesquisa Google

Os doentes infetados pelo novo coronavírus, bem como os seus familiares, estão a ser acompanhados diariamente no Centro Hospitalar Universitário de São João por nove psicólogos com experiência ou formação em situações de crise.

Perceber se as famílias estão em casa acompanhadas e estáveis, saber o que reserva o futuro, sendo este um cenário ainda desconhecido, ou até mesmo preocupações e desabafos relacionados com a culpabilidade de eventuais transmissões da doença são as questões mais abordadas e que apoquentam os doentes infetados que estão a ser acompanhados no CHUSJ, afirmou Eduardo Carqueja, diretor de serviço de psicologia do hospital.

“Querem saber se as pessoas estão estáveis em casa também. A dimensão da família é muito importante. Manifestam dúvida sobre o que lhes vai acontecer. E há doentes que manifestam uma culpabilidade por terem transmitido [o vírus] a familiares e amigos”, apontou o clínico, citado pela Lusa. “O que temos transmitido é que a culpa é do vírus. Pode ter existido, eventualmente, alguma irresponsabilidade das pessoas, mas cabe-nos explicar e normalizar. O que está a acontecer é decorrente de uma situação extraordinária e desconhecida”, explicou ainda o diretor.

Pelo menos 20 doentes já solicitaram ou autorizaram a intervenção psicológica e a equipa está a trabalhar desde o início da semana passada com nove especialistas, podendo vir a ser concretizado um reforço se assim se justificar. O apoio psicológico é prestado por telefone para evitar usar recursos que possam vir a ser necessários noutro nível de intervenção, bem como para reduzir o contacto ao estritamente necessário.

O serviço de psicologia do CHUSJ dispõe atualmente de 28 psicólogos e está a trabalhar em conjunto com o serviço de infeciologia do hospital, tendo sido criado um protocolo específico de intervenção psicológica dedicada ao surto de Covid-19.

 

Entretanto, e pelas ruas da cidade – praticamente desertas – a Polícia Municipal relembravam uma medida profilática a ter em conta…

 

VIATURAS DA POLÍCIA MUNICIPAL CIRCULAM COM A MENSAGEM “FIQUE EM CASA!”

As viaturas da Polícia Municipal do Porto estão a circular pelas ruas da cidade, desde a manhã deste domingo (15mar20), partilhando as seguintes mensagens: “Fique em casa“, “Nós não podemos, mas você pode!”. O apelo está traduzido em inglês, francês e espanhol.

A consciência cívica dos portuenses tem sido exemplar, já ontem elogiou o Presidente da Câmara do Porto, mas nunca é demais lembrar que todos, individualmente e sem exceção, somos responsáveis por travar a disseminação do Coronavírus na cidade e no país.

Foi nesse sentido que a Polícia Municipal lançou o repto “Fique em Casa”, reforçando assim a comunicação que o Município do Porto tem feito em diversas plataformas. Neste caso, a mensagem que se repete em quatro idiomas é comunicada a partir de um display (ecrã) colocado no tejadilho das viaturas.

Um apelo que, de resto, desde a primeira hora está a ser acatado pelos habitantes do Porto, que não só por duas noites consecutivas se recolheram durante a noite, como demonstram as imagens de uma Movida deserta, como também durante este dia de domingo se recolheram nas suas casas, deixando as ruas da cidade e espaços públicos vazios.

Por ti, por nós, agora #FicaEmCasa” é também a mensagem que começou a circular, em vídeo, hoje de manhã nas redes sociais e nos painéis digitais da cidade. No vídeo, a Câmara do Porto recorda alguns dos eventos mais emblemáticos da cidade, comparando-os com as imagens atuais das suas ruas desertas. Porque agora tem de ser assim, para amanhã voltar a ser como era antes.

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

 

Mas, as medidas profiláticas contra a propagação do “novo coronavírus” levadas a cabo pela edilidade não ficaram por aqui…

 

PARQUES E JARDINS MUNICIPAIS FECHADOS E PRAIAS INTERDITAS

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

São medidas duras, mas reflexo da guerra que o Porto, o País e o Mundo travam contra um vírus, de seu nome Covid-19. Na cidade Invicta, desde sábado (15mar20), todos os parques e jardins municipais murados estão encerrados e as praias atlânticas interditas. Por um bem maior, esta e outras decisões estão a ser acatadas pelos cidadãos e empresários do Porto.

O Jardim das Virtudes, o Jardim de São Lázaro (Jardim Marques de Oliveira), o Jardim de São Roque, o Jardim do Covelo, a Quinta de Bonjóia, os Jardins do Palácio de Cristal e o Parque da Pasteleira correspondem ao grupo dos sete parques e jardins, delimitados por muros, que estão interditos ao público desde dia 14.

Também após audição da autoridade marítima, o presidente da Câmara do Porto determinou, há dois dias, a interdição de acesso às nove praias do concelho: Praia das Pastoras, Praia do Carneiro, Praia do Ourigo, Praia dos Ingleses, Praia de Gondarém, Praia do Molhe, Praia do Homem do Leme, Praia do Castelo do Queijo e Praia Internacional. De igual modo, todos os parques infantis estão encerrados.

 

Mas, nem só os parques, jardins e praias foram alvo da ação da Câmara Municipal do Porto, já que…

 

FEIRAS E MERCADOS NÃO ALIMENTARES ENCERRAM COMO MEDIDA PREVENTIVA

Foto: Filipa Brito (Porto.)

Uma das medidas de combate ao avanço do coronavírus, ontem anunciadas pelo presidente da Câmara do Porto, é o encerramento de todas as feiras e mercados não alimentares da responsabilidade do Município, a partir de hoje (sábado) até dia 9 de abril.

A decisão, comunicada por Rui Moreira, entra em vigor neste fim-de-semana (15/16mar20) e abrange as seguintes feiras e mercados municipais:

– Feira da Vandoma – sábado de manhã, na Avenida 25 de Abril;

– Feira dos Passarinhos – domingo de manhã, no Passeio das Fontainhas;

– Mercado da Ribeira – de segunda a domingo, no Cais da Ribeira (junto ao pilar da Ponte Luís I);

– Feira de Artesanato de Santa Catarina – de segunda a sábado, na Rua de Santa Catarina;

– Feira de Antiguidades e Velharias – terceiro sábado de cada mês, na Praça de Francisco Sá Carneiro (Praça Velasquez);

– Feira de Numismática e Filatelia – domingo de manhã, na Praça de D. João I (junto às arcadas);

– Feira do Cerco – domingo de manhã, na Alameda de Cartes;

– Mercado de Artesanato do Porto – sextas e sábados, na Praça de Parada Leitão.

Recorde-se que, desde a passada terça-feira, dia 10, a autarquia decidiu encerrar, preventivamente, todos os equipamentos culturais e desportivos do Município. Dia 13 de março também as instituições de cultura e turismo da cidade seguiram os mesmos passos, decidindo pelo encerramento dos seus equipamentos.

O Município do Porto informou ainda que vai continuar a acompanhar atentamente a evolução da situação e as decisões que forem sendo emitidas, quer pelo Governo quer pelas entidades de saúde pública.

 

No que diz respeito, direta ou indiretamente, ao trânsito automóvel na cidade, registe-se a…

 

SUSPENSÃO DE PAGAMENTO DE PARCÓMETROS ATÉ (PELO MENOS) 09 DE ABRIL

Foto: Filipa Brito ( Porto.)

O pagamento de parcómetros na cidade do Porto foi suspenso, na sequência de indicações do presidente da Câmara, Rui Moreira, que quer que os cidadãos evitem o manuseamento das máquinas.

A suspensão, em vigor em toda a cidade, foi decidida no âmbito das medidas tomadas por Rui Moreira face ao surto da Covid-19, tendo o autarca apontado à rádio TSF que a situação sem pagamento vai manter-se até, pelo menos, 9 de abril.

Esta decisão inclui as zonas exploradas diretamente pela autarquia, mas também as que são geridas por uma empresa privada a quem o negócio está concessionado, que pediu autorização para suspender os pagamentos.

Rui Moreira explicou que pretende por esta forma evitar o manuseamento de máquinas e dar tarefas mais relevantes, nesta altura, aos serviços de fiscalização. Uma consequência positiva que poderá sair desta medida é afastar os utentes da concentração nos transportes públicos.

 

E como estamos em “guerra” declarada contra um perigoso “desconhecido”, eis que…

 

NASCE NO PORTO MOVIMENTO TECNOLÓGICO PARA COMBATER A COVID-19

Quando a tecnologia se alia à saúde pública, há um novo mundo de possibilidades que se abre sem que precisemos de sair de casa. O movimento tecnológico tech4COVID19  nasceu pela mão de empreendedores e startups do Porto no passado dia 14 de março, e apenas seis dias depois, já agrega 120 empresas e mais de 2.500 pessoas, que trabalham em cerca de 20 projetos autónomos de combate ao novo coronavírus. Já angariaram 26 mil euros para material hospitalar, disponibilizam serviços de entregas a familiares e amigos, consultas médicas online e estão a trabalhar numa aplicação que identifica as redes de contágio da Covid-19, em cooperação com as autoridades de saúde.

A conversa de Whatsapp iniciada no passado fim de semana entre um pequeno grupo de fundadores de startups do Porto, foi juntando o amigo do amigo, colegas de trabalho, empreendedores de diferentes áreas de formação – da tecnologia e do digital ao marketing, passando pelo direito, medicina, engenharia, gestão e logística, ao fundraising (financiamento) entre outros setores de atividade – e rapidamente escalou para um grupo maior de pessoas que passou a conversar através da plataforma Slack, para acertar o modo como havia de colocar o seu conhecimento e talento ao serviço da comunidade.

Foi assim que nasceu o movimento tecnológico tech4COVID19, uma rede “muito colaborativa”, organizada essencialmente nestas oito task forces, que coordenam e prestam todo o apoio necessário ao desenvolvimento e implementação de projetos que, pela mão de startups, empresas e grupos informais, nasceram com o intuito de abraçar esta plataforma tecnológica de combate ao novo coronavírus, conta ao “Porto.”, Liliana Pinho, coordenadora da comunicação e marketing do tech4COVID19.

E, na verdade, “ainda nem uma semana passou e parece que já estamos a trabalhar nisto há meses”, continua a relatar uma das impulsionadoras do movimento, que diz mesmo que o grau de adesão à plataforma tem sido extraordinário e que o tech4COVID19 está a escalar muito depressa, podendo assim chegar a mais cidades e pessoas.

Conheça alguns projetos e saiba como pode participar e/ou beneficiar

Entre os principais projetos em curso, destaque para “o objetivo de angariar 100 mil euros para compra de equipamentos médicos”, como ventiladores, pela mão da GoParity, plataforma de investimentos sustentáveis. Neste curto espaço de tempo, já angariaram 26 mil euros. “Em 24 horas, conseguiram 23 mil euros”, destaca Liliana Pinho.

Há também que contar com o apoio da LuGGit, empresa de recolha, armazenamento e entrega de bagagem, que se readaptou para assegurar um serviço de entrega de bens e artigos a familiares e amigos durante o tempo de isolamento. Por enquanto, opera no Porto e em Lisboa.

Na cidade do Porto, onde nasceu o tech4COVID19, já foi possível também fechar uma parceria com a aplicação “Too good to go”, que combate o desperdício alimentar através de encomendas de excedentes na restauração a preços reduzidos. Neste momento, já fazem entregas de refeições no Hospital de Santa Maria.

Em desenvolvimento está ainda uma aplicação para registar o número de pessoas infetadas ou potencialmente infetadas, que procura identificar e prever as redes de contágio, mapeando o estado da população relativamente ao novo coronavírus.

“Este tracking (rastreio) está a ser feito em contacto permanente com as autoridades de saúde (DGS, ARS-Norte) e com outras instituições, entre elas o Turismo de Portugal e a Startup Portugal”, informa a responsável pela comunicação da tech4COVID19. Aliás, existe mesmo uma equipa dedicada à interação com as entidades públicas, referia esta manhã à Rádio Observador, Filipe Ávila da Costa, porta-voz do movimento tecnológico.

Estes fazedores já conseguiram também reunir mais de uma centena de médicos disponíveis para vídeo-consultas gratuitas de cuidados primários de saúde e de várias especialidades. Liliana Pinho avança que há três plataformas que vão fazer essa ponte: Better Now, Knok e Zaask. A iniciativa abrange todo o território nacional, basta ter computador e Internet.

Entre mais de uma vintena de projetos em curso, o tech4COVID19 providencia ainda o matching (ligação) entre unidades hoteleiras e alojamento local e profissionais de saúde, para dar suporte a médicos e enfermeiros deslocalizados.

Além do site, o movimento tecnológico tech4COVID19 está nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram.

 

E, 24 horas depois de ser implementado o Plano de Emergência a nível nacional, a Câmara do Porto ativou, a 23 de março, o Municipal, sendo, contudo, de registar, no dia 22, a detenção de um indivíduo, e logo infetado com o novo coronavírus, por desobediência ao isolamento social…

 

ATIVADO PLANO DE EMERGÊNCIA MUNICIPAL…

Foto: Filipa Brito (Porto.)

A Câmara do Porto ativa à meia-noite de hoje (22/23março) o Plano de Protecção Civil, mais conhecido como Plano de Emergência Municipal, complementando dessa forma as medidas nacionais tomadas no âmbito do decreto presidencial de Estado de Emergência. A decisão foi tomada hoje, após conferência com os comandos dos bombeiros, da polícia municipal e da PSP, a nível metropolitano.

Com a ativação do plano municipal ficam definidas novas linhas de comando ao nível da proteção civil e de segurança e garantida a simplificação de procedimentos administrativos em contexto de ataque a uma situação de emergência que venha a ocorrer no Município do Porto.

A Câmara do Porto foi a primeira a decretar medidas restritivas relativamente aos seus eventos e serviços de atendimento ao público, cancelando espetáculos, exposições, concentrações e colocando em teletrabalho a generalidade dos seus funcionários.

 

E com a propagação do novo coronavírus a ser crescente no País, e em especial no Norte, pela Invicta a limpeza foi, uma vez mais, alvo de especial atenção…

 

EQUIPAS DE LIMPEZA REFORÇAM A LAVAGEM DO ESPAÇO PÚBLICO DA CIDADE

A empresa municipal Porto Ambiente está a aplicar um plano de reforço da lavagem do espaço público, que funciona também como um veículo para travar a propagação da Covid-19 no Município do Porto.

O reforço pressupõe a ação diária de equipas distribuídas por seis turnos, que efetuam a lavagem das ruas e arruamentos da cidade do Porto, auxiliadas por viaturas pesadas de 8.000 litros de capacidade, por viaturas ligeiras com equipamentos de alta pressão, por uma lavadora-esfregadora e por uma viatura dedicada à higienização de papeleiras.

A Porto Ambiente tem também programado o reforço da atuação na envolvente de locais com maior afluência de pessoas nesta fase, como supermercados, farmácias, padarias, centros de saúde, hospitais, entre outros.

De notar que os trabalhadores que intervêm na execução deste serviço estão, eles mesmos, sob medidas de proteção da sua integridade física, nomeadamente a utilização de equipamento de proteção individual adequado e reforço da higienização e desinfeção de todos os equipamentos utilizados.

De resto, a manutenção da higiene e salubridade da cidade do Porto tem constituído, nas últimas semanas, o centro das prioridades da Porto Ambiente, que já tomou medidas relativas à recolha de resíduos, à desinfeção de equipamentos e à proteção dos seus colaboradores.

 

Relativamente ao Centro de Rastreio, medida pioneira no Porto, os primeiros resultados quanto à sua utilidade foram os que se seguem… e só até ao dia 24 de março…

 

CENTRO DE RASTREIO MÓVEL À COVID-19 JÁ REALIZOU MIL TESTES A PACIENTES SUSPEITOS

O centro de rastreio móvel, instalado no Parque da Cidade, atingiu nesta segunda-feira os 1.000 testes a pacientes suspeitos com o vírus Covid-19.

Ainda nem há semana abriu e a capacidade de resposta da primeira estrutura móvel de rastreio à Covid-19 montada em Portugal, pela Unilabs, com o suporte da Câmara do Porto e o acompanhamento da ARS-Norte, superou um milhar de testes ao novo coronavírus.

Recorde-se que a ideia foi apresentada pela Unilabs ao presidente da Câmara do Porto e, em menos de 72 horas, o centro de rastreio móvel à Covid-19 foi montado no Parque da Cidade (Queimódromo), tendo Rui Moreira identificado o espaço como aquele que reunia as condições adequadas para acolher esta unidade.

O sistema funciona em drive-thru, ou seja, os pacientes suspeitos – apenas e só aqueles que são previamente encaminhados pela Linha Saúde 24 (SNS 24) – entram de carro nas estruturas e nem precisam de sair da viatura, enquanto os profissionais de saúde fazem o teste, que consiste em passar uma zaragatoa no nariz. O procedimento médico demora entre 5 a 7 minutos. Os resultados devem demorar entre 24 e a 72 horas, dependendo do volume de testes realizados.

A Câmara do Porto tem estado na primeira linha de apoio aos hospitais públicos da cidade e além do envolvimento na montagem do primeiro centro de rastreio da doença Covid-19 no país, desenvolveu um projeto com uma empresa local para iniciar a produção de máscaras de tipo cirúrgico.

 

Agora recorde, ou leia com atenção o seguinte…

 

QUE AÇÕES INTEGRA O “PLANO MUNICIPAL DE EMERGÊNCIA DE PROTEÇÃO CIVIL”?

Foto: pesquisa Google

Apoio logístico à população e às forças de intervenção são algumas das principais ações descritas no Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que entrou em vigor às zero horas do passado dia 23 de março.

No que respeita ao apoio logístico à população, o Plano dá poderes às forças municipais para que possam mobilizar reservas alimentares e para que possam garantir a receção e gestão de bens essenciais (alimentos, agasalhos, roupas), para apoio, em primeira linha, às vítimas, neste caso aos cidadãos infetados pelo novo coronavírus.

Outra das medidas que integra o Plano, e que pode ser acionada, é gestão de armazéns de emergência e a entrega de bens e mercadorias necessárias à população. Se preciso for, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil confere poderes para o Município para organizar a instalação e montagem de cozinhas e refeitórios de campanha para assistência a uma situação de emergência, entre outras.

Por outro lado, no tocante ao apoio logístico às forças de intervenção, o Plano prevê que se assegurem as necessidades logísticas das forças de intervenção, nomeadamente quanto à alimentação, combustíveis, transportes, material sanitário, entre outros artigos essenciais a missões desta natureza, sendo esta, neste momento, de ordem fundamentalmente assistencial.

Caso necessário, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil prevê a confeção e distribuição de alimentação ao pessoal envolvido em ações de apoio à população, bem como a disponibilização de meios e recursos para a desobstrução expedita de vias de comunicação e itinerários de socorro.

Noutra dimensão, este instrumento municipal intervém na gestão da informação, assegurando que a população é avisada e mantida informada, de modo a que possa adotar as instruções das autoridades e as medidas de autoproteção mais convenientes.

Com a ativação do Plano ficam, assim, definidas novas linhas de comando ao nível da proteção civil e de segurança e garantida a simplificação de procedimentos administrativos em contexto de ataque a uma situação de emergência que venha a ocorrer no Município.

Recorde-se que a Câmara do Porto foi a primeira a anunciar medidas restritivas ao convívio social e a anunciar o encerramento de espaços públicos como os teatros municipais, pontos de atendimento público e a passar a maior parte dos seus serviços para funcionamento em teletrabalho, antecipando dessa forma as medidas nacionais posteriores.

 

E depois de ter lido atentamente o anterior artigo, faça o mesmo com o seguinte…

 

COMO SE REORGANIZARAM E REFORÇARAM AS RESPOSTAS SOCIAIS NO PORTO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Os serviços de refeições nas escolas mantêm-se em funcionamento para as crianças que necessitem, as respostas às pessoas idosas foram reajustadas para o domicílio, o serviço dos restaurantes solidários está concentrado no Centro de Acolhimento Temporário Joaquim Urbano, que também reforçou a capacidade de resposta com mais camas, e na habitação municipal foram ajustadas algumas regras para fazer face a esta situação excecional. A síntese das respostas sociais que a Câmara do Porto continua a assegurar e outras que tem articulado com a rede social da cidade foi ontem partilhada pelo vereador da Habitação e Coesão Social, Fernando Paulo, na reunião de Executivo Municipal, a primeira realizada por videoconferência.

No que respeita às crianças, tem sido assegurado o serviço de refeições em 19 escolas do 1.º ciclo do ensino básico e jardins-de-infância, nas sedes dos Agrupamentos de Escola onde funcionam os serviços necessários: alimentação e acolhimento das crianças, cujos pais e encarregados de educação têm de assegurar serviços mínimos ou essenciais e não têm retaguarda familiar. Esta necessidade é sempre identificada pelos Agrupamentos de Escola, nos termos definidos pelo Ministério da Educação.

Por outro lado, neste período crítico para as populações mais frágeis, o trabalho passou, numa primeira fase, por garantir que todas as instituições públicas, privadas e solidárias, incluindo as de voluntariado, elaborassem e adequassem os seus Plano de Contingência, “de forma a garantir que nenhuma pessoa até aqui beneficiária de resposta social deixasse de a ter”, referiu o vereador.

Deste modo, com o apoio municipal, foram reorganizadas as respostas das instituições do terceiro setor, que passaram a ser prestadas às pessoas idosas que frequentavam os centros de dia e centros de convívio nos seus próprios domicílios, a par do apoio psicológico e do fornecimento de alimentação, e ainda na colaboração de outras necessidades, como as compras.

Num segundo momento, o Município articulou com diversas instituições, entre as quais Juntas de Freguesia, IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) e ONGs (Organizações Não Governamentais), estender o apoio a outras pessoas que não estavam inseridas em qualquer resposta, mas que face à sua fragilidade passam agora a necessitar. Neste processo, tem havido, aliás, “um enorme esforço no encaminhamento das disponibilidades de voluntários, de alimentos e de outros recursos”, destacou Fernando Paulo.

Pessoas em situação de sem-abrigo

Os restaurantes solidários passaram a estar concentrados no Centro de Acolhimento Temporário Joaquim Urbano, em modelo “take away”, por razões de segurança e em virtude da diminuição de voluntários, estando neste momento a beneficiar deste serviço cerca de 280 pessoas.

Quanto à disponibilidade de alojamento, entra hoje em funcionamento o Centro de Acolhimento de Emergência Covid-19, no antigo Hospital Joaquim Urbano, com capacidade para 40 pessoas, com todos os serviços idênticos aos do Centro de Acolhimento Temporário.

Para acudir a eventuais situações de quarentena destinadas a pessoas sem habitação regular e cuja fragilidade requer particular atenção, foi criada uma reserva de 10 camas, pela Misericórdia do Porto, no Centro Hospitalar do Conde Ferreira, em parceria com a Câmara do Porto e em articulação com a Segurança Social e a Autoridade de Saúde.

Regras na habitação municipal e no Porto Solidário

Em linha com as orientações do Governo, a empresa municipal Domus Social acompanha a suspensão de ações de despejo. Da mesma forma, ficam suspensos os processos judiciais de entrega de imóveis, quando o inquilino municipal possa ser colocado em situação de fragilidade por falta de habitação própria, sendo ainda promovida suspensão de denúncias de contratos de arrendamento efetuadas pela Domus Social.

Já no caso do programa de apoio ao arrendamento Porto Solidário, que exige a entrega mensal do comprovativo do pagamento de renda, o Município dispensa neste mês a entrega do respetivo comprovativo, sendo o pagamento efetuado automaticamente. Posteriormente, a situação será regularizada.

E como a solidariedade não tem fronteiras…

 

FUNDAÇÃO FOSUN E GESTIFUTE OFERECEM MILHARES DE EQUIPAMENTOS MÉDICOS À CIDADE DO PORTO

A Fundação Fosun, de Xangai, cidade chinesa geminada com o Porto, acaba de fazer uma doação ao Município portuense, de 53 mil máscaras cirúrgicas, 5 mil testes e ainda de 200 óculos de proteção e 200 fatos de proteção. O extraordinário apoio conta com a participação da empresa portuguesa Gestifute, do Haitong Bank e da Haitong Securities. Os equipamentos chegarão ao Porto nos próximos dias.

Para ajudar a cidade-irmã a travar a luta contra a pandemia, o Município de Xangai, uma das maiores e mais desenvolvidas cidades da China, uniu esforços com grandes empresas e vai enviar um verdadeiro arsenal de equipamento de proteção para o Porto. As cerca de 50 mil máscaras serão entregues pela Câmara do Porto aos hospitais para proteção do pessoal médico. “Na qualidade de presidente da Câmara do Porto, e falando em nome dos nossos cidadãos que enfrentam uma crise sanitária sem precedentes, quero agradecer calorosamente o apoio e assistência com os suprimentos médicos que tão necessários são e que ajudarão a salvar vidas. É também um extraordinário gesto de valor simbólico que jamais esqueceremos”, sublinhou Rui Moreira.

A Fosun, um grupo multinacional chinês na área da saúde, foi contactada pelo Departamento de Relações Exteriores da Câmara de Xangai e logo mostrou a sua disponibilidade para ajudar através da Câmara do Porto, para imediatamente entender as necessidades reais e formular um plano detalhado de doações. As relações próximas da Fonsun com a empresa portuguesa Gestifute, que participa nesta doação, facilitaram em muito esta operação.

“Estamos a passar por um momento muito complicado de saúde pública e todos somos poucos para ajudar neste combate. A Gestifute e eu próprio não podíamos deixar de participar nesta doação tão importante para a Cidade do Porto e é com orgulho e dever cívico que o fazemos. Não posso deixar de expressar o meu mais profundo agradecimento aos nossos parceiros da Fosun, designadamente ao Chairman Guo Guangchang”, afirmou Jorge Mendes.

Ontem decorreu em Xangai uma cerimónia da doação, em que participaram Liu Guangyong, diretor geral adjunto do Departamento de Relações Exteriores de Xangai, Israel Saraiva, cônsul geral de Portugal em Xangai, Li Haifeng, vice-presidente sénior da Fosun International e presidente da Fundação Fosun, e Qu Qiuping, diretor geral Haitong Securities.

Porto e Xangai são cidades geminadas e o presidente da Câmara do Porto tem ativamente promovido o estreitamento de relações entre as duas cidades. Rui Moreira visitou Xangai em 2018, onde foi recebido pelo presidente e vice-presidente de Xangai, tendo viajado a convite do embaixador português José Augusto Duarte.

Também têm sido frequentes as visitas de delegações de Xangai à cidade do Porto. No âmbito do estreitamento de laços nos domínios da cultura e do turismo, o presidente da Câmara de Xangai, Ying Yong, visitou o Porto no ano passado e foi recebido por Rui Moreira nos Paços do Concelho.

 

E continuando a tomar iniciativas pouco usadas em matérias de prevenção …

 

“DRONES” SOBREVOAM CÉUS DA INVICTA COM AVISOS DIRIGIDOS À POPULAÇÃO

Desde o passado dia 28, sábado, e durante o tempo que for justificado, dois drones vão sobrevoar a cidade do Porto, avisando a população que deve ficar em casa.

A ação, operacionalizada pela Proteção Civil Municipal, vai sobretudo incidir na zona marginal da cidade, desde o Freixo até Matosinhos. Através de mensagens gravadas, audíveis a significativa distância, os drones vão recomendar aos cidadãos para permanecerem no interior das suas casas, relembrando que o país está sob Estado de Emergência e que é necessário cumprir as medidas que dele emanam. Também a cidade do Porto tem ativo o Plano de Emergência Municipal de Proteção Civil.

“Estamos sob uma ameaça muito grave. Regresse a casa”; “Não permaneça no espaço público, se não por necessidade absoluta. Permaneça em casa”; “Não corra riscos desnecessários. Proteja-se da pandemia e regresse a casa”, são algumas das mensagens que se poderão ouvir.

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

 

Já perto do final do mês, e no dia (27 de março) que o Porto foi o concelho do País com mais casos de infetados, e com o fim-de-semana à porta, o presidente da Câmara Municipal não se esqueceu do trabalho da Polícia e de enviar alguns alertas a quem tutela a Administração Interna…

 

RUI MOREIRA ELOGIA TRABALHO DA PSP E DEIXA ALERTAS AO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA

Ao longo dos últimos dias e, num período particularmente crítico, a ação das forças de segurança interna na cidade do Porto tem sido inexcedível e disso dá nota Rui Moreira numa carta, enviada a Eduardo Cabrita, onde destaca a atuação dos profissionais da PSP e o seu “notável trabalho de presença na via pública, que tem sido determinante para garantir não apenas o controlo e restrição da mobilidade dos cidadãos mas também a sua segurança”.

Na missiva que Rui Moreira envia à tutela é também assinalada a perfeita articulação entre a Polícia Municipal e a PSP, numa clara demonstração de “capacidade de intervenção e competência na atuação”, essencial nesta altura de crise pandémica e em que a concertação entre instituições é imprescindível para a segurança e bem-estar das populações.

Porém, apesar do excelente trabalho desenvolvido até ao momento, antevêem-se grandes desafios no combate à pandemia e são os próximos dias que preocupam Rui Moreira, por serem “particularmente críticos pela chegada do fim-de-semana, pelo estado do tempo apetecível ao lazer e pela proximidade da Páscoa” e, como tal, deverão merecer, da parte do Estado, “medidas mais duras quanto à circulação e, sobretudo, entrada de cidadãos (nomeadamente emigrantes) no país”.

De igual forma, e num plano mais local, considerando que o Porto possui dois parques urbanos e frente de mar, que atraem cidadãos dos concelhos limítrofes, Rui Moreira insta o Ministro da Administração Interna a “criar um mais apertado cerco à cidade”, através da criação de check-points neste período pois estes poderão ser decisivos, uma vez que “fechar a cidade a estes movimentos pendulares típicos de fim-de-semana e feriados seria determinante para conter a transmissão descontrolada da doença”.

Para além da intervenção local, Rui Moreira aproveita para apelar a um maior rigor no controlo fronteiriço, considerando quer o fluxo de cidadãos emigrantes quer de espanhóis “que tendo uma situação epidemiológica pior neste momento e habituados que estão, no Norte do país, a passar a fronteira para Portugal nesta altura do ano, poderão sentir-se tentados a fazê-lo”.

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

 

Na passada segunda-feira, 30 de março, levantou-se a hipótese de cerco sanitário na região do Porto, devido ao elevado número de infetados (941), reagindo a Câmara Municipal do Porto, da  forma que lerão a seguir. O que não se sabia, nesta altura, e só no dia a seguir (ontem, 31mar20) é que foi reposta a verdade,  é que os números estavam errados, por exagero (duplicaram-nos)…

 

COMUNICADO: CÂMARA DO PORTO NÃO FOI INFORMADA NEM ACEITA CERCO SANITÁRIO QUE SERIA EXTEMPORÂNEO

A Câmara do Porto foi surpreendida por uma inopinada e extemporânea referência por parte da senhora Diretora Geral da Saúde de que estaria a ser equacionado um cerco sanitário ao Porto. Tal medida, absurda num momento em que a epidemia de COVID-19 se encontra generalizada na comunidade em toda a região e país, não foi pedida pela Câmara do Porto, não foi pedida pela Proteção Civil do Porto e não foi pedida pela Proteção Civil Distrital. Nenhuma destas instituições e nenhum dos seus responsáveis, incluindo o presidente da Câmara do Porto foi contactado, avisado ou consultado pela Direção Geral da Saúde.

Caso a medida, inútil e extemporânea fosse tomada, tornaria impossível o funcionamento de serviços básicos da cidade, como a limpeza urbana (cuja maior parte dos trabalhadores não reside na cidade), como a recolha de resíduos (cuja LIPOR fica fora da cidade), como o abastecimento e acessos a dois hospitais centrais, como os de Santo António e São João estariam postos em causa.

A Câmara do Porto não pode concordar com uma medida dessa natureza, baseada em estatísticas sem consistência científica ou fiabilidade, emitidas diariamente pela DGS e cujas variações demonstram a sua falta de fiabilidade. Muito menos faz sentido isolar uma cidade quando à sua volta a situação epidemiológica nos concelhos limítrofes é em tudo igual.

Assim sendo, a Câmara do Porto deixa de reconhecer autoridade à senhora Diretora Geral da Saúde, entendendo as suas declarações de hoje como um lapso seguramente provocado por cansaço.

 

E par acabar o mês de março, e esta cronologia, nada melhor que esta notícia e todos os desenvolvimentos que se seguem… esperamos que este nosso trabalho tenha sido do vosso agrado!

 

MONTAGEM DO HOSPITAL DE MISSÃO DECORRE A BOM RITMO E TEM CAPACIDADE PARA 300 CAMAS EM 27 ENFERMARIAS

A unidade hospitalar de missão que está a ser montada no Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota tem capacidade para 300 camas e ficará dividida em 27 enfermarias. Pode entrar em funcionamento já na próxima semana, mas apenas quando houver – e se houver – utentes para ela, já que o definido é que sirva acolhimento a doentes pouco sintomáticos ou assintomáticos sem retaguarda familiar.

A decisão caberá aos dois hospitais da cidade, Hospital de São João e Hospital de Santo António, que estão a colaborar neste projeto, resultante da conjugação de esforços entre a Câmara do Porto, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, a Ordem dos Enfermeiros, o Exército Português e o concessionário do equipamento, entre outros empresários privados.

Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira

 

A montagem das 27 enfermarias está a ser feita no piso superior, havendo lugar para mais algumas enfermarias e salas de contenção no piso inferior, num total de 300 camas. Os dados foram revelados esta manhã pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara do Porto, Nuno Nogueira Santos, numa visita de imprensa ao Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, que está agora a ser transformado num hospital de missão de combate à Covid-19, conforme anunciou esta manhã o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira

Entre o frenesim das dezenas de militares que estão a proceder à montagem das camas a um ritmo muito rápido, sob a coordenação da Ordem dos Médicos que auxilia com a montagem dos equipamentos médicos, o responsável assinalou que esta unidade está a ser erguida, também, para servir de suporte aos idosos institucionalizados da cidade que estão desde domingo a ser rastreados, tendo sido a Câmara do Porto a primeira entidade e até agora a única em Portugal a lançar um programa de rastreio sistemático a todos os idosos que vivam em lares ou residências coletivas.

Mas com o surgimento de um novo espaço para acolher a população sénior institucionalizada, em caso de necessidade, a sala de espetáculos transformada em hospital de missão, acaba por ter agora como prioridade a receção de doentes ligeiros.

“Cria-se aqui uma retaguarda com assistência médica, uma espécie de hospital de retaguarda que permitirá tratar desses doentes menos sintomáticos e que não precisam ainda, felizmente, de cuidados intensivos”, afirmou Nuno Nogueira Santos.

Foto: Miguel Nogueira
Foto: Miguel Nogueira

Embora sem revelar dados concretos quanto aos resultados dos rastreios que estão a ser feitos à população mais idosa, que prefere por enquanto manter confidenciais, o Chefe de Gabinete destacou que já muitos idosos que vivem em lares ou residências coletivas na cidade realizaram os testes e que “os primeiros dados são muito positivos”, ou seja, muito animadores.

Diocese do Porto disponibilizou Seminário de Vilar para acolher idosos institucionalizados

A esta novidade soma-se uma outra “boa notícia”, que vai permitir uma maior margem de capacidade de resposta do hospital de missão Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota. “A diocese do Porto disponibilizou-nos o Seminário de Vilar. Juntamente com a Pousada da Juventude, ganhámos assim capacidade para termos sempre, a cada momento, uma solução para cada lar, que entre eventualmente numa situação de contágio”, assinalou Nuno Nogueira Santos, aludindo que este espaço adicional servirá também para precaver problemas que se têm multiplicado por todo o país e noutros países, “de não haver de imediato uma solução para um lar que entre em rutura”.

Ordem dos Enfermeiros terá papel fundamental no projeto

Destacando o “papel relevantíssimo” da Ordem dos Médicos em todo este processo, o Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara do Porto informou ainda que foi pedida a colaboração da Ordem dos Enfermeiros, porque neste projeto o seu envolvimento será fundamental. “A maior parte dos utentes que aqui estiver vai ter até que ter muitos mais cuidados de enfermagem do que propriamente médicos”, referiu Nuno Nogueira Santos.

Caso a sua situação de saúde dos doentes que forem encaminhados para esta unidade hospitalar de retaguarda se agrave, também rapidamente poderão ser deslocados para o Hospital de Santo António, “que se encontra a três minutos daqui”, observou.

Na verdade, “seria muito bom sinal que não viéssemos a ocupar nenhuma cama neste hospital, mas temos de estar preparados para isso”, confidenciou o responsável municipal, uma vez que caberá aos hospitais de São João e de Santo António fazer esse encaminhamento, tendo em conta “o backup [suporte]” criado neste equipamento municipal concessionado, “que nos permitirá atuar de um dia para outro e começar a corresponder às necessidades”.

Projeto resulta de esforço conjunto

O processo de montagem deste hospital de missão foi “muito dinâmico” e Nuno Nogueira Santos destaca a “conjugação de esforços” de várias entidades para o erguer.

“Falamos com cada hospital, em média, dez vezes ao dia, portanto tem havido essa colaboração. A Câmara do Porto aquilo que tem feito é sobretudo encontrar respostas para os hospitais. Já o fez com os materiais de proteção, de ventiladores e, agora, neste caso, com um hospital”.

O pavilhão onde tudo acontece “encaixa na perfeição” para esta finalidade. Reabilitado há pouco tempo por privados, o Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota foi disponibilizado prontamente pelo concessionário “sem pedir nada e pelo tempo que fosse necessário”, deu nota o Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara do Porto.

Além do envolvimento do Município, dos hospitais da cidade, das ordens profissionais e do concessionário, têm ainda contribuído “para esta missão”, uma série de empresários privados.

 

Textos: José Gonçalves e “Porto.

Coordenação: José Gonçalves

Fotos: Miguel Nogueira e Filipa Brito (Porto.)

 

01abr20

 

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