Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“Como é geralmente sabido, uma senhora viúva, que fora mulher do desembargador Gonçalo Borges Pinto, instituiu em 1672, um recolhimento para damas nobres e pobres, sob a invocação do Anjo da Guarda, no próprio local onde hoje está a Praça de Lisboa. Este recolhimento foi extinto e mandado demolir para nele se instalar o Mercado do Anjo, em 1837 (…).
Frente ao edifício na parte virada para a Porta do Olival e ao Campo da Cordoaria, havia um largo que, em 1792, encontramos com a denominação de Terreiro de Recolhimento do Anjo, casas da cerca do Colégio dos Órfãos e Largo do Anjo, em 1810. Conservou este chamadouro pelo menos até meados do século XIX. Em 1864, porém, já se chamava Rua de S. Filipe. Assim nos informa o «Elucidário do Viajante no Porto», de Ferreira Barbosa.
A denominação de Rua de S. Filipe de Nery, provém da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Misericórdia, S. Pedro ad/vincula e S. Filipe de Nery, do Socorro dos Clérigos Pobres da Cidade do Porto, que desde 1707 funcionava, em precárias condições, na Igreja da Misericórdia, e que por doação feita pelos padres Bento da Silva e Manuel Machado, em 1731, de um terreno no baldio então denominado lugar da Cruz da Casaca, e Campo das Malvas, veio a edificar ali, sob o risco de Nicolau Nasoni, a grandiosa torre e Igreja dos Clérigos”.
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense.
Na próxima edição de “RUAS” DO PORTO destaque para a “RUA DE SÃO FRANCISCO”
Foto: pesquisa Google
01abr20
