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“Nada será como dantes, teremos de nos saber adaptar…”

José Gonçalves

(diretor)

 

O “Etc e Tal jornal”, no cumprimento das regras relacionadas com o Estado de Emergência devido à pandemia criada pela Covid-19, e respeitando o confinamento domiciliário a que todos estão sujeitos, teve no passado mês de abril, tal como em março último, condicionalismos de diversa ordem, no normal desenvolvimento do seu trabalho, designadamente no de reportagem.

Não sendo apologista do recurso a videochamadas para a realização de entrevistas de fundo, e respeitando as reservas de deslocação no que concerne a trabalhos no exterior – a nós permitido – mesmo salvaguardando as regras sanitárias, e não querendo colocar em risco a saúde dos nossos colaboradores, vemos, assim, o nosso trabalho limitado e a léguas da dinâmica que carateriza este jornal nesse campo.

Independentemente desse facto, os nossos leitores não ficam privados, nesta edição, tal como aconteceu na anterior, da informação que normalmente relevamos em termos metropolitanos e regionais, nem tão pouco dos espaços de opinião, ou seja, de todo o trabalho que , por aqui, sempre foi feito “em casa”.

Esperando que as coisas melhorem, prometemos, mesmo assim, continuar a desenvolver o nosso trabalho a pensar em si, se bem que, nem só de condicionalismos jornalísticos viva este jornal, pois outros há a ter em conta, como o nulo registo de inserção publicitária e o contínuo adiamento de uma iniciativa potencialmente lucrativa, como o são as excursões, que realizamos há cerca de seis anos, todos os meses de Primavera e de Verão.

Ora, assim sendo, há dificuldades de ordem financeira algo significativas e que poderão agravar- se caso a situação se mantenha tal como está, ou tenha pouco desenvolvimento positivo.

Recordamos, entretanto, as palavras da ministra da Saúde, Marta Temido, a 11 de abril último e que são, além de elucidativas, merecedoras do nosso aplauso pela sinceridade das mesmas, e que nos levam, desde já, a repensar o futuro…

O que sabemos, neste momento, é que as previsões que gostávamos de fazer relativamente ao futuro são caracterizadas por grande incerteza. É no equilíbrio entre a incerteza e a esperança que temos de nos mover. O que enfrentamos é novo e tem uma evolução ainda desconhecida. Temos de equilibrar o futuro que desejamos com a necessidade de adaptar a nossa vida ao contexto de cada momento”.

“ A expetativa de retomar a normalidade vai ter sempre de ser temperada, até se descobrir a vacina, por medidas de proteção e restrição. Nada será como antes e teremos de nos saber adaptar. Tenho a certeza de que os portugueses têm a resiliência para isso”, disse a ministra

Pela nossa parte, tudo faremos para a manter (a resiliência), prometendo, a si em especial, todo o esforço possível para que este jornal continue vivo, mesmo passando pelas dificuldades anteriormente referidas e que, além de condicionarem o nosso trabalho, criam também, quer queiramos quer não, algum desânimo a quem nele trabalha diariamente, para que, ao princípio do mês, seja apresentado um produto com o mínimo exigível de qualidade.

Continuaremos a nossa dupla batalha: contra o vírus e pelo jornalismo independente, sério, rigoroso e credível. Neste mês de maio, estão previstas melhorias quanto a uma liberdade, ainda que condicional, de circulação, pelo que a aproveitaremos ao máximo.

Obrigado, desde já, pela vossa compreensão. Ajude também a dar cabo deste inimigo invisível e traiçoeiro, e fique em casa aproveitando para nos ler… e divulgar os nossos trabalhos.

Uma vez mais um muito obrigado!

Agradece toda uma equipa que está pronta a dar cabal resposta aos desafios colocados, desejando a todos osTrabalhadores, e porque hoje é 1.º de Maio,um Dia de Esperança.

01mai20

 

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