Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“O convento dos franciscanos, começado a edificar em 1233, com a sua igreja gótica (1383-1410, mais ou menos), interiormente revestida d mais bela talha barroca de «rocaille», que lhe mereceu a denominação de «igreja de oiro», foi, como o de S. Domingos, seu vizinho, fulcro de uma intensa urbanização no local.
Uma das ruas junto dele se abriu, não sabemos desde quando, mas certamente de tempos antigos, foi a chamada do Reguinho. Rua que, em grande parte, desapareceu com as demolições para a Rua Nova da Alfândega, no terceiro quartel do século XIX, chama-se hoje, na parte subsistente, Rua de S. Francisco.
Apenas teve de notável, cremos – mas notabilidade grande -, a de nela ter nascido o Dr. Joaquim Guimarães Gomes Coelho – Júlio Dinis, o imortal criador de «Morgadinha», das «Pupilas do Senhor Reitor», dos «Fidalgos da Casa Mourisca», de «Uma Família Inglesa, obra admirável que ficará tempo em fora, e de que seria descabido fazer aqui elogio”.
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense.
Na próxima edição de “RUAS” DO PORTO destaque para a “RUA DE SÃO GONÇALO”
Foto: pesquisa Google
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