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VILA DO CONDE – CENTROS DE RETAGUARDA ESTÃO PREPARADOS COM 400 CAMAS PARA ACOLHIMENTO NO ÂMBITO DA COVID-19

O Pavilhão de Desportos, o Pavilhão do Parque de Jogos, o Centro Juvenil de Campanhã e a Colónia de Férias de Árvore estão equipados para receber, em situação de emergência, cidadãos que necessitem desta retaguarda de apoio, com especial incidência na população mais idosa, institucionalizada em lares ou residências.

Estes centros foram validados pela Autoridade de Saúde Local e serão servidos por equipas de profissionais de saúde, da Segurança Social e da Câmara Municipal numa estratégia de intervenção em curso, coordenada pela Autarquia.

Na reunião promovida pelo Gabinete de Gestão de Crise da Proteção Civil de Vila do Conde, com os parceiros diretamente envolvidos no processo de instalação destes centros de retaguarda, fez-se um balanço do ponto de situação atual no concelho. Foi definida, por sugestão de todos os parceiros, um plano de ação que permitirá assegurar o bom funcionamento destes equipamentos.

O “Programa Estamos Aqui”, criado desde o início desta Crise continua em plena execução, garantindo ajuda social e apoio psicológico a todos os munícipes que a ele têm recorrido.

No âmbito deste Programa foi, agora, criado um Banco Alimentar de retaguarda para dar suporte a eventuais necessidades de reforço destes bens essenciais. Estes bens têm sido ao longo dos anos disponibilizados pela rede social concelhia. No entanto, e face ao enquadramento atual, será reforçado o apoio a esta rede, de modo a garantir resposta às solicitações extraordinárias que possam surgir.

Também o Regulamento Municipal de atribuição de subsídios a pessoas ou famílias em emergência social foi reavaliado, de modo a que possam ser colmatadas questões que afetem de modo grave as estruturas familiares do nosso Concelho.

Para fazer face a este momento de calamidade pública, a Autarquia vilacondense tem apoiado financeira e logisticamente as Juntas de Freguesia, as Instituições de Solidariedade Social e as forças de proteção e segurança, de forma a reforçar a sua ação e intervenção direta, num papel que se reconhece de capital importância.

Ao nível da educação, foi feito um levantamento das necessidades no que às refeições e ao material informático dizem respeito, em articulação direta com os responsáveis pela educação no concelho. Esta coordenação entre a autarquia e os agrupamentos de escola é permanente dando garantia que, dentro da estratégia de cada agrupamento, se estão a implementar as medidas emanadas pelo Ministério da Educação.

VILACONDENSES CANTARAM, A PARTIR DE CASA, A “GRÂNDOLA” E VÁRIOS ARTISTAS DERAM ESPETÁCULO VIRTUAL

A partir de casa, os vilacondenses interpretaram e gravaram em vídeo “Grândola, Vila Morena”. A compilação das muitas interpretações enviadas foi apresentada, virtualmente, à 00h20 do dia 25 de Abril.

Desde 1975 que, anualmente, a população de Vila do Conde se reúne à 00h20 do dia 25 de Abril, no Largo dos Artistas, para cantar a emblemática “Grândola, Vila Morena”. Este ano, motivado pelas circunstâncias que vivemos, encontrou-se uma forma virtual da comunidade comemorar a data.

No dia 24, por volta das 23h50, foi transmitido, via Facebook da Câmara Municipal, o espetáculo virtual “Sentir Abril” da autoria de João Rei Lima com rearranjos e interpretações musicais de canções emblemáticas associadas à Revolução por Paulo Praça, André Lima e Pedro Zappa.

Associado a esta ação, foi lançado o trabalho produzido no âmbito do convite feito aos vilacondenses para que, em suas casas gravassem um vídeo a interpretarem “Grândola, Vila Morena” e o enviassem de forma a ser feita uma compilação com todas as interpretações.  Por isso, às 00h20 do dia 25, ecoou, virtualmente, através do mesmo meio, a emblemática canção de Abril pelos vilacondenses nas suas casas e em família.

Vila do Conde sempre comemorou este acontecimento. Anualmente, é assinalado com momentos de confraternização concelhia através de iniciativas desportivas, culturais e institucionais. Este ano, apesar das circunstâncias, a data foi comemorada com atos simbólicos para honrar a memória da instauração da democracia e da devolução a todos os portugueses desse bem inestimável que é a liberdade.

 

Texto: Teresa Sá (CMVC) / EeTj

Fotos: CMVC

01mai20

 

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