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Big Brother Costa

Miguel Correia

 

Apesar do que pode parecer à primeira vista, as câmaras de filmar são um dos equipamentos mais perigosos dos nossos dias. Principalmente, quando não as utilizam corretamente. Vinte anos depois, um canal de televisão (sem qualquer publicidade, pois a publicidade tem custos) voltou a apostar num programa televisivo que, pura e simplesmente, consiste em juntar, numa casa bem apetrechada de câmaras, várias pessoas e registar o que fazem e dizem. Gastaram tanto dinheiro num edifício e esqueceram completamente que existem locais bem interessantes e aptos a receber este formato televisivo. Tal como, por exemplo, a Assembleia da República.

Confesso que me divirto com as trocas de galhardetes durante os debates quinzenais e, mais recentemente, na votação sobre a eutanásia, ver tanto deputado gaguejar sem saber muito bem como votar sabendo que o país estava atento! Penso que alguns falaram nesse dia pela primeira vez… Ora, se alguns têm medo de aparecer no ecrã, outros fazem disso o seu “modus operandi”. Refiro-me a António Costa. O mestre da propaganda e aritmética aparece constantemente nos órgãos de televisão nacional e em alguns do cabo. Recuso fazer zapping porque, tem alturas, que aquela fronha aparece repetidamente! Por vezes, dou por mim a pensar que os órgãos de comunicação social devem ter algum regime de parceria submissa com o governo. Mas, é apenas uma parvoíce minha!

A verdade é que, cada vez mais, a imagem é essencial para a promoção individual e, segundo as estatísticas, a maioria absoluta será um dado adquirido nas próximas eleições. Quer se goste ou não, ou por muitas cambalhotas que a cena política revele, a força da geringonça – que agora atua sozinha – é cada vez mais reforçada. E por falar em trapalhadas recordo que numa das últimas aparições (verbo sem qualquer conotação de santidade!) revelou as diretrizes que vão regulamentar o nosso Verão! Pelo que pude perceber, com tanta restrição, haverá morenos falsos (descolorados) e branquelas com fartura!

As praias, deste pobre pedaço de terra, serão geridas como um parque de estacionamento: com lotação máxima e olhos postos num semáforo! No entanto, a parte mais divertida deste discurso, tem a ver com a fiscalização. Segundo este homem – que vive numa realidade paralela onde os guarda-costas encobrem a realidade deste país – todos seremos os polícias de nós próprios! Lamento, mas pedir civismo ao povo de Portugalinegrado é o mesmo que ensinar um mudo a cantar o fado! Mas, para não ser acusado de populismo, vou aguardar pela abertura das praias e ver o que acontece. E, para mais informação, basta que liguem os vossos televisores. Mais cedo ou mais tarde, sem qualquer sombra de dúvida, o António Costa vai aparecer…

 

Foto: pesquisa Google

01jun20

 

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