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FURADOURO: INTERVENÇÕES DE ÚLTIMA HORA PARA “ESTICAR” A JÁ CURTA “MANTA” DE AREAL NA FAIXA CENTRAL DA PRAIA…

Sendo uma necessidade, adaptar e ajustar as condições das praias para garantir o normal funcionamento das épocas balneares às diferentes realidades e consequências da erosão costeira. Para além das obras de maior dimensão correspondendo a cenários de fragilidade e reforço de sistemas de defesa no Litoral, que obrigam as autarquias a, assumirem anualmente o planeamento de intervenções cada vez mais exigentes e onerosas, em várias áreas críticas de zonas balneares. Não se compreende, assinalar a abertura da época balnear no caso do Furadouro (20 de junho) com máquinas em movimento, para à última da hora “esticar” a já curta “manta” de areal ao longo da faixa central desta praia.

 

José Lopes

(texto e fotos)

 

As ações de melhoria das acessibilidades, consolidação e segurança das praias, que não raras vezes são assumidas de forma pouco consequente, considerando mesmo os vários critérios de avaliação para atribuição do galardão de qualidade, através da “Bandeira Azul”, inçada em todas as cinco praias de mar do concelho de Ovar e do reconhecimento de “Praia Acessível”, nas praias de Esmoriz, Cortegaça e Furadouro. São cada vez mais, vividas com alguma ansiedade pelos tradicionais concessionários, quando surpreendidos na abertura da época balnear por intervenções, neste caso de máquinas pesadas, nas áreas concessionadas, sem prévia informação e envolvimento através de diálogo, tendo em conta as expetativas criadas, para, e nomeadamente, a montagem das típicas barracas que no caso do Furadouro, vêm reduzindo a quantidade, dada a curta faixa de areal disponível para esta atividade.

Apesar de todo o aparato e da tentativa de alguns dos concessionários do Furadouro surpreendidos pelas máquinas, a procurarem junto de responsáveis da Divisão do Ambiente da Câmara Municipal de Ovar, perceberem os objetivos da intervenção em pleno fim-de-semana.

Numa altura em que, considerando os limites das áreas autorizadas para a sua atividade balnear num ano atípico, já estavam a instalar-se, tendo em linha de conta as condições para receberem os banhistas, segundo as regras e orientações da DGS, com inevitáveis limitações resultantes do distanciamento que só por si reduz significativamente o número de “barracas” disponíveis para alugar em pouco mais de dois meses da época balnear.

As máquinas lá foram retirando areia de uma para outra zona da praia, tentando proporcionar as condições possíveis para, em período de acalmia marítima, se manter um cenário que valorize e dignifique a característica beleza natural desta antiga praia do Furadouro e seu povoado.

 

01jul20

 

 

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