O presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, solicitou ao ministro do Ambiente uma inspeção urgente ao Aterro da Recivalongo em Sobrado, exigindo também esclarecimentos sobre a ausência de dados de Portugal no relatório do Projeto SWEAP (Shipment of Waste Enforcement Actions Project), projeto cofinanciado pelo fundo LIFE da Comissão Europeia que pretende aumentar a eficiência e a eficácia das ações de fiscalização e impedir o transporte ilegal de resíduos.
“Visto que o relatório aponta para práticas sistemáticas de engano às autoridades em relação ao que era transportado, urge saber que tipo de resíduos foram escondidos das autoridades de inspeção, pelo que se solicita a Vossa Excelência que, por motivos de saúde pública, ordene uma inspeção urgente aos resíduos importados e enterrados no Aterro da Recivalongo em Sobrado, que, como sabe, tem sido um destino preferencial dos resíduos provenientes do estrangeiro nos últimos anos, nomeadamente de Itália, do Reino Unido e dos Países Baixos, entre outros”, sustenta o autarca, num ofício dirigido ao Ministro do Ambiente que ainda não obteve resposta, onde refere o “paralelismo incontornável” com o caso dos resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova, Gondomar.
“A fiscalização é a pedra basilar para garantir o sucesso do correto encaminhamento e destino dos resíduos transfronteiriços, no sentido de garantir um nível elevado de proteção do ambiente e da saúde humana. É por isso, fundamental ter a garantia de que a fiscalização nesta matéria não falhou e foi robusta e eficaz, pois face a este padrão de sistemático de engano das autoridades, ninguém pode ficar descansado”, salienta José Manuel Ribeiro, solicitando ao Ministro do Ambiente que “diligencie no sentido de que seja averiguado, e nos informe, por que razão os dados de Portugal não figuram no relatório do Projeto SWEAP, paralelamente aos dados dos outros 28 países da Europa que participam no projeto, e porque razão as entidades de inspeção nacionais não participaram, tendo em consideração o número de países envolvidos?”
PROGRAMA DE FÉRIAS DE VERÃO “TOK’A MEXER VALONGO” OFERECE ÀS FAMÍLIAS SOLUÇÕES SEGURAS EM TEMPO DE PANDEMIA
O programa TOK’A MEXER VALONGO – Férias de Verão está de regresso, agora num formato adaptado às novas exigências de saúde pública. Irá decorrer de 6 de julho a 28 de agosto. O cronograma das atividades foi adaptado à nova realidade, para garantir diversão com segurança e distanciamento físico, salvaguardando a segurança quer das crianças, quer dos monitores.
“O Tok’a Mexer Valongo tem sido um enorme sucesso. Em tempos de pandemia, não podíamos deixar de dar resposta às necessidades das famílias, disponibilizando um programa de ocupação de tempos livres com custos muito reduzidos, mas com muita qualidade e segurança”, salienta o Presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro.
“Temos obrigação de apresentar soluções aos pais que não têm quem acompanhe os seus filhos nos períodos de férias escolares, até porque nalguns casos os avós ou outros familiares que cuidavam destas crianças, agora fazem parte dos grupos de risco”, sublinha o autarca, acrescentando que muitas famílias também não têm possibilidades financeiras para recorrer a outras soluções.
Na edição de 2020 do Tok’a Mexer Valongo – Férias de Verão, cada semana apenas custa 27 Euros, valor que inclui as atividades, os seguros e as refeições (almoço e lanche).
Cumprindo as orientações da Direção-Geral da saúde foram privilegiadas atividades de ar livre, pelo que os cronogramas (agora quinzenais), preveem duas saídas de manhã para a praia e uma experiência de surf (atividade nova) e ainda duas saídas de tarde para explorar as Serras de Valongo, atividades como Eco Sustentabilidade, Estafetas Loucas, Geocaching e atividades radicais que privilegiam o contacto com a natureza e o território verde de Valongo.
“A segurança dos participantes e dos monitores é a nossa principal preocupação, por isso, este ano optamos por realizar as atividades em escolas, em grupos de participantes com número máximo de 12 crianças, entre os seis e os 15 anos, com um monitor por cada quatro crianças. As atividades realizam-se num espaço amplo e em várias salas, de maneira a que os participantes não se cruzem”, refere José Manuel Ribeiro.
Serão criados quatro grupos por semana, de 12 participantes cada (seis aos 15 anos), que vão ser acolhidos da seguinte forma: dois grupos de 12 na Escola Básica de S. Lourenço, em Ermesinde; um grupo de 12 na Escola Básica da Ilha e um grupo de 12 na Escola Básica do Susão, em Valongo.
VALONGO INTEGRA PROJETO “BIODIVERSITIES” DA UNIÃO EUROPEIA
O Município de Valongo foi selecionado para integrar uma rede de cidades europeias para o desenvolvimento de projetos que visam a cocriação de cidades mais verdes com o envolvimento dos cidadãos – o projeto Biodivercities da União Europeia. O principal objetivo é entregar um roteiro para melhorar a biodiversidade e a infraestrutura verde das cidades europeias até 2030.
Desenvolvido no contexto da Estratégia de Biodiversidade da União Europeia, este projeto pretende também aumentar a participação da sociedade civil na tomada de decisões locais e urbanas, levando à construção de uma visão conjunta da cidade verde de amanhã, compartilhada entre a sociedade civil, cientistas e decisores políticos.
“Estamos muito orgulhosos por integrar esta rede de BiodiverCities, onde trabalharemos em conjunto com outros cidadãos europeus para melhorar a natureza urbana. Esta partilha de conhecimento permite-nos ter ainda mais esperança no futuro”, considera o Presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, salientando que a integração desta rede também trará “vantagens para o Parque das Serras do Porto, uma autêntica infraestrutura verde metropolitana que Valongo integra juntamente com os concelhos de Gondomar e Paredes”.
O projeto vai recolher exemplos práticos de como envolver os cidadãos na construção da visão em torno da natureza urbana, monitorizando soluções para melhorar a biodiversidade urbana. Será também avaliada a forma como a infraestrutura verde urbana pode ser usada para fornecer benefícios locais para as pessoas e a natureza e como pode contribuir para melhorar a biodiversidade regional.
CONCLUÍDO PEDIDO DE INSCRIÇÃO DA “BUGIADA E MOURISCADA” DE SOBRADO NO INVENTÁRIO NACIONAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL
A Câmara Municipal de Valongo, a Junta de Freguesia de Campo e Sobrado e a Associação Casa do Bugio anunciam que se encontra concluído o pedido de inscrição, da festa da Bugiada e Mouriscada de Sobrado, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
O processo resulta de uma parceria estabelecida entre as três entidades e o Centro de Estudo de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho, que tem vindo a realizar o estudo da festa.
Rita Ribeiro, doutorada em sociologia e professora universitária, liderou uma equipa de investigadores que trabalharam no dossiê.
Encontrando-se submetido o pedido de registo, no Matriz PCI, o processo será ainda sujeito a várias fases, entre as quais a da consulta pública.
A efetivação do registo, desta singular festa sanjoanina da Bugiada e Mouriscada, da vila de Sobrado, concelho de Valongo, no Inventário Nacional, só ocorrerá no final de todo o processo que agora será gerido pela Direção-Geral do Património Cultural.
Texto: Lúcia Pereira (CMV) / EeTj
Fotos: CMV
01jul20

