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Pela paradisíaca Região do Douro Vinhateiro ao encontro de uma “pérola escondida” num dos seus planaltos: a bela aldeia de Provesende…

A 15 de agosto último foram retomadas as excursões organizadas pelo “Etc e Tal”, isto após diversos adiamentos causados pelas restrições impostas, através das medidas de confinamento, devido à pandemia criada pela Covid-19.

Assim, finalmente, realizou-se o passeio, anunciado há cerca de sete meses, tendo como ponto central a aldeia de Provesende, no concelho de Sabrosa, em pleno Douro Vinhateiro, e com paragens em Amarante, Mesão Frio, Peso da Régua, Sabrosa e Vila Real.

 

José Gonçalves                  Francisco Teixeira

(texto)                                            (fotos)

 

E, como que começando pelo fim, foi um passeio que muito agradou aos 24 companheiros e companheiras de viagem, incluindo a mais jovem viajante da história (seis anos) de excursões organizadas por este jornal, a Rita, de dois anos. E isto tudo com as devidas condições de segurança e conforto, asseguradas pela “Transviagens”, e por um trabalho de condução digno de registo, e efetuado pelo motorista Sérgio Moreira, que foi muito aplaudido pelos excursionistas no final deste passeio.

Houve, ainda, quem – e por mais estranho que possa parecer – nesta excursão tenha como que viajado no tempo à procura da sua infância, precisamente em Provesende. A aldeia onde nasceu e dela a retiraram tinha seis anos de idade. Foram, desse modo, momentos de muita emoção os vividos por uma nossa companheira de viagem que, uma vez em Provesende reencontrou um pouco do muito que lhe diz a terra natal.

Entretanto, é importante realçar que esta excursão foi realizada ainda em tempo da pandemia criada pela Covid-19, independentemente de o estado ser somente de “alerta”. Mesmo assim, a organização fez cumprir todas as medidas impostas pela Direção-Geral de Saúde, como o distanciamento físico na viatura, e nela também, o uso obrigatório de máscara ou viseira, e ainda a desinfeção de mãos, todas as vezes que na camioneta se entrava. Todos os companheiros e companheiras de viagem cumpriram com as obrigações de higiene e segurança, facto que apraz aqui registar.

Por último, e ainda no que diz respeito a curiosidades, o facto de Francisco Teixeira, nosso assíduo companheiro de viagem, se ter transformado em repórter fotográfico do “Etc e Tal” e, diga-se em abono da verdade, que não se saiu nada mal nessa sua nova tarefa, tanto mais que passou a colaborar periodicamente com o jornal.

COM CAUTELAS E SEM “MEDOS” … LÁ FOMOS EM PASSEIO! O PRIMEIRO DO ANO…

E tudo começou pelas 08 horas do passado dia 15 de agosto, como é habitual,  com partida junto à estação de Metro do Heroísmo, à Rua de António Carneiro, no Porto.

Não estavam na altura os 24, mas 20 companheiro(a)s de viagem, uma vez que os restantes quatro entraram na paragem intermédia (que, em princípio, se irá manter nas próximas excursões) na Rua da Alegria, mais concretamente, na paragem da STCP de Aurélia de Sousa.

Todos juntos, e salvaguardando sempre a distância física profilática, partimos, então, rumo à aldeia de Provesende, e para a primeira paragem do passeio, em Amarante.

Pouco mais de 50 minutos de viagem, e antes das 09 da manhã, e com o Sol sem nuvens por perto, estávamos na cidade de São Gonçalo, e logo em dia de feira. Foi, então, a altura para uma curta caminhada para o pequeno-almoço, ou primeiro café da manhã, num dos muitos locais destinados para o efeito, que se encontram junto ao Interface de camionagem, e onde sempre costumamos parar.

Repostos, e já prontos para mais uns quilómetros no interior da confortável viatura da Transviagens (uma Mercedes de se lhe tirar o chapéu), rumamos para Mesão Frio. Íamos entrar na região do Douro e ter o primeiro contacto visual com o Rio, as íngremes escarpas onde o cultivo da vinha é de excelência, no fundo, preparávamos o desfrutar das maravilhosas paisagens que a região oferece.

E Mesão Frio recebeu-nos com a preparação de uma prova de Rally Paper, o que não deixa de ser curioso na vila que, em 2011, e segundo o Census realizado nesse ano, tinha somente quatro milhares e meio de habitantes. E não fosse o evento atrás referido, podemos dizer que íamos encontrar uma localidade, praticamente, deserta, pois foram poucas as pessoas vimos nas ruas da, mesmo assim, simpática Mesão Frio.

Daqui, partimos, então, para o Peso da Régua, já num primeiro contacto do “Paraíso” com e terra.

“APAGÃO” NO PESO DA RÉGUA

Já co algum calor, chegamos, então, ao Peso da Régua sendo de destacar, e logo no primeiro contacto visual com esta linda cidade do Douro, muita gente na marginal, com uma percentagem muito positiva de turistas, como viemos depois a constatar.

Mas, teria de haver algo de surpreendente neste passeio, aliás como acontece um pouco em todos os que realizamos: não havia eletricidade, devido, como viemos mais tarde a saber, ao “rebentamento” de um cabo de média tensão.

Quer isto dizer, que quem andou à procura de restaurante para almoçar – a paragem de três horas englobava isso mesmo – teve mais dificuldade que o habitual, já que a dificuldade, nesta altura do ano – seja com pandemia ou sem ela – é a procura de estabelecimentos de restauração, com mesas disponíveis, no imediato, para o repasto.

Os companheiros e companheiras de viagem que levaram farnel, disseram mil-maravilhas do local propício para o tipo de piquenique que fizeram.

Nós por cá – equipa de reportagem e o “homem do leme” desta excursão -, tivemos boas “Vistas para o Douro”, conseguindo comer, quentinho, um bom lombo assado no forno, com um arrozinho muito bem confecionado e uma sobremesa digna de registo. Foi o único prato que já estava pré-cozinhado, pelo que o problema do “apagão” não afetou o negócio, já que, depois de entrarmos – fomos os primeiros – a casa encheu-se de imediato.

Reposto o estômago, e ainda com tempo para fazermos uma visita – quase que uma obrigação – à estação de caminho-de-ferro da Régua, fizemos “malas” para viajar até ao “ponto central” desta excursão, a aldeia de Provesende, no concelho de Sabrosa, com passagem pelo Pinhão.

NO “PARAÍSO” PELA EN 222

Íamos – agora, sim -, entrar no “Paraíso” duriense, pela conhecida e “emblemática”, Estrada Nacional 222, ou seja, pela margem esquerda do Rio Douro, ocupada que a direita está, há séculos, pelo caminho-de-ferro.

A partir daqui, os olhos entram em atividade sem cansaço e, neste caso, sem letras…

PROVESENDE: UMA TERRA SINGULAR

Passada uma hora e pouco da partida do Peso da Régua, e passagem pelo Pinhão, chegávamos, finalmente, a Provesende.

Tarde agradável. Nada de calor como estava previsto. E logo a primeira caminhada (pequena) entre o interessante interface da aldeia e o centro da mesma.

E na Junta de Freguesia, tudo estava preparado para nos receber, com o jovem presidente da Junta, que representa uma união de freguesias (Provesende, Gouvães do Douro e São Cristóvão do Douro), Luís Fernandes, a dar a conhecer as potencialidades turísticas da terra vinhateira.

O crescimento turístico a par da excelência dos vinhos na região produzidos, são, por assim dizer, as “bandeiras” de uma atividade autárquica de um jovem, de esquerda eleito nas listas do Partido Socialista, e que (vejam só!), não se pode recandidatar – independentemente do facto de também não o querer fazer – por ter atingido o limite de mandatos (três – doze anos).

Sem se concretizar a tão desejada e esperada visita guiada à bela Provesende (como as imagens podem comprovar), Luís Fernandes, em estilo de conferência com os nossos companheiros e companheiras de viagem – uma das quais, como referimos – natural desta aldeia, e que nesta excursão reencontrou as suas raízes -, salientou os velhos solares e casas brasonadas que se encontram espalhadas pela aldeia, com destaque especial para a Casa da Calçada, assim como a simbólica Igreja Matriz – que se encontrava encerrada -, o fontanário datado do século XVIII, e o famoso pelourinho que é exibido em memória da autonomia municipal de que a aldeia usufruiu e que foi extinta no século XIX.

O combate à filoxera, por parte de Joaquim Leite Pereira, praga que no século XIX, destruiu praticamente a produção de vinho no Douro, e que iniciou, precisamente em Provesende essa luta com resultados positivos, é também uma das referências da aldeia e que, assim, terá, brevemente, um museu de dedicado à luta contra a praga e ao seu principal combatente.

Depois de servido um vinho de referência da terra, assim como uns bolinhos muito saborosos e que só lá são confecionados, a equipa de viajantes partiu satisfeita, ainda que sem ter tirado o devido e esperado “proveito” de uma visita-guiada –  e pré-anunciada pela autarquia de Provesende -, mas, depois, não realizada.

Mesmo assim, satisfeitos, rumamos para a sede de um concelho, Sabrosa, com pouco mais de seis mil e quinhentos habitantes, e onde nasceu Adolfo Correia da Costa, que criou o pseudónimo de Miguel Torga, e, dizem os registos, também Fernão de Magalhães.

E estava, praticamente no final esta excursão, sem que antes de chegarmos ao Porto, fizéssemos paragem na capital de distrito, Vila Real.

VILA REAL SEMPRE BONITA MESMO COM OBRAS NO CENTRO

Mesmo com o centro em obras – sinal de vitalidade de uma autarquia com perto de 30 mil habitantes -, Vila Real recebeu-nos, como recebe sempre quem a visita, com a beleza natural de uma cidade acolhedora e em franco desenvolvimento, principalmente a partir da altura em que lá foi instalada Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), facto que veio a concentrar muitos jovens na região.

E, pronto. Depois de percorrermos o Túnel do Marão, inaugurado há quatro anos, e de termos deixado o nosso repórter fotográfico em Amarante, regressamos sãos e salvos à cidade Invicta, não se tendo, assim, registado qualquer infeção de Covid-19, como muitos temiam, e que, por isso, e à última da hora (isso é que está mal) anularam a sua presença nesta excursão, impedindo, dessa forma, que outros potenciais interessados dela fizessem parte, e não se registasse o prejuízo financeiro que se registou.

 

01set20

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 Comment

  1. António ADA

    Parabéns pela iniciativa !
    O Norte é um Paraíso o Douro Vinhateiro é uma das mais bonitas zonas a vizitar ! Abraço Amigo

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