Quando os períodos de férias continuam a exigir prevenção e cuidados acrescidos para evitar locais de grandes aglomerados turísticos, ainda que contidos, por mais contraditórias que sejam algumas das medidas sanitárias tomadas pelas entidades de saúde dos diferentes países. Sem fundamentalismos negacionistas e sem aventureirismos irresponsáveis, as opções para viajar proporcionadas no nosso país, são extraordinariamente irresistíveis para as diferentes opções de fins-de-semana ou períodos de férias, sob o lema, “vá para fora cá dentro”.
José Lopes
(texto e fotos)
Isto, mesmo quando nos limitamos a contemplar as maravilhas de que somos surpreendidos durante uma viagem, a exemplo da aldeia Terra Pequena, que mais parece uma tela pintada na paisagem de Mafra ou os efeitos de luz que projetam as silhuetas dos vários castelos e monumentos, como cenários mágicos suspensos na noite da Vila de Sintra.
Entre Mafra e Sintra, às portas de Lisboa, há roteiros para observar aldeias abandonadas, com ricas histórias da região saloia, situadas e em alguns casos camufladas pelo passar do tempo, por entre montes e vales.
Este não é naturalmente o caso da aldeia Mata Pequena em Mafra, que teve um destino turístico que a valoriza, depois do silêncio ditado pelo abandono que ditou o fim da vida do seu povoado de características rurais, de que ficaram memórias, mas também património, cultura, arquitetura e espaço para componente pedagógica, através do contato com alguma vida animal, a exemplo do porco que pode ser alimentado pelas famílias de turistas que ali vão fazendo férias nas típicas casas de campo, transformadas em alojamento local.
A Mata Pequena está assim localizada numa paisagem saloia de grande interesse histórico, turístico e cultural, que é particularmente usufruída por turistas, cujas matrículas dos automóveis não deixam dúvidas, de que são maioritariamente os espanhóis que ali procuram lazer e reconfortante descanso com a frescura do mar que só as montanhas separam.
Nesta viagem pela manhã com partida da metrópole habitacional da linha de Sintra, com destino a Mafra, procurando locais mais calmos e de ar mais puro e verdejante. Encontrar a aldeia Terra Pequena, é como sermos surpreendidos por uma tela pintada na paisagem, com vida própria do despertar do dia na aldeia com ruas devidamente identificadas em placas toponímicas de azulejo com as armas da Junta de Freguesia da Igreja Nova, que destacam a Rua S. Francisco de Areias ou a Rua dos Buganvilias…
Neste casario da aldeia turística, com traços coloridos pelas cores tradicionais da região. Destaca-se ainda a particularidade da designação de cada uma das casas desta oferta turística, como: Casa do Poço, Casa do Vinho, Casa da Avó Aurora, Casa do Ti Eduardo, Casa da Ti Jacinta, Casa do Forno, Casa do Feno, Casa do Jasmins ou Casa da Palha, entre outras.
A beleza paisagística e cultural da simpática aldeia Terra Pequena é usufruída fundamentalmente pelos turistas que ali passam férias, mas é um irresistível local de visita para quem por lá passa ou a procura para conhecer tal tesouro que o turismo deu vida e dignidade.
Procurar o silêncio nas noites de Sintra para respirar sem medos, que inevitavelmente nos assaltam em pesadelos de multidões nos transportes públicos, como os comboios nas linhas urbanas da área metropolitana de Lisboa, ou nos espaços públicos. É não só reconfortante e tranquilizador neste tempo de pandemia, mas também surpreendente.
Os efeitos de luz que projetam as silhuetas dos vários castelos, palácios e monumentos, são autênticos cenários mágicos suspensos na noite da Vila de Sintra, que nos proporcionam uma extraordinária experiencia de poder observar vários elementos do Património Mundial de Sintra, que assim ganham uma outra dimensão aos nossos olhos.
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