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Fonoteca Municipal do Porto já está de portas abertas! Ao dispor encontra-se um arquivo sonoro com mais de 35 mil discos de vinil…

A Fonoteca Municipal do Porto abriu as suas portas no passado dia 26 de setembro.  O evento de abertura incluiu os DJ sets de Renato Cruz Santos, membro da Suave Geração que tem tocado em diversos contextos recorrendo a diferentes heterónimos, e Xico Ferrão, DJ com uma carreira de três décadas, membro do coletivo “7 Magníficos” e responsável pela loja de discos usados Muzak. Entre eles, foi apresentada uma seleção de discos resultante de um trabalho de pesquisa desenvolvido a partir do espólio da FMP.

Inserida no complexo da Arda, em Campanhã, a Fonoteca Municipal do Porto é, simultaneamente, um arquivo sonoro da cidade, composto por uma coleção de mais de 35 mil discos de vinil, e um espaço público de apreciação musical que, desde 26 de setembro, está disponível a todos que o queiram descobrir. Além de disponibilizar um arquivo representativo de grande parte da produção discográfica em Portugal, na coleção também se encontram discos importados, de artistas internacionais e obras de conteúdo não musical, como poesia ou discursos políticos.

O acervo é composto, maioritariamente, por duas grandes doações, da Rádio Renascença e da Rádio Difusão Portuguesa, mas também de outras instituições e particulares que reconhecerem a importância do projeto e cederam gentilmente as suas coleções. Dando continuidade a essa missão de arquivo e documentação, a Fonoteca Municipal do Porto continuará aberta a doações de todos os interessados.

O projeto assume um compromisso divulgativo e pedagógico através da produção de podcasts, artigos e mostras visuais sobre artistas, temas, géneros, entre outros, dos materiais que integram a coleção. A longo prazo, e assim que as regras impostas pela Direção-Geral da Saúde o permitam, a FMP oferecerá uma agenda de atividades, aberta a todos os públicos, que refletem a intenção de relacionar a história da música com a cultura contemporânea.

Estão previstos concertos de artistas convidados, enquadrados na criação e produção musical atual, construídos a partir do arquivo existente; programas de escuta ativa semanal, tendo como ponto de partida a proposta de um disco e partilha de experiências pessoais e históricas musicais de vários convidados; visitas escolares articuladas com instituições educativas; uma residência artística anual.

 

Texto: GCPCMP / Etc e Tal jornal

Fotos: Filipa Brito (GCPCMP)

01out20

 

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