REPÓRTER X
(texto e fotos)
O jornalista, ao contrário do que muita gente pensa, não está só pronto para relatar os factos, as situações, negativas. Se, há pouco tempo, se salientou, neste jornal, a situação crítica e, obviamente, lamentável que se vivia – e à vista desarmada – no Viso, precisamente na estação do Metro, “Via Rápida”, com a venda, passe, de drogas durante o dia e sem qualquer tipo de condicionalismos, e mesmo ao domingo à tarde (altura em que foram tiradas as fotos que acompanham esta comentário), a verdade, é que a situação mudou.
Recentemente, não se vê, à descarada, grupos de toxicodependentes na área. Ainda não sabemos o que terá acontecido, para que o ambiente, a segurança, na referida estação, melhorasse significativamente. A verdade, contudo, é que melhorou, e este é um facto a ter em conta, e que deve ser destacado.
RIBANCEIRA PERIGOSA NA “DIOGO BOTELHO”
Encontra-se junto a uma paragem de autocarros da STCP, na Rua de Diogo Botelho, e é um declive que pode levar qualquer incauto, principalmente crianças ou invisuais, a um valente e perigoso trambolhão até à Rua da Quinta, junto à urbanização “Foz River View”, paredes-meias com o Bairro da Pasteleira. E logo, como referi, junto a uma paragem de autocarros.
Colocar ali um resguardo não seria mal pensado, tendo em conta o perigo da ribanceira. Fica o aviso de quem anda pela cidade atento a certas situações, algumas das quais podem criar embaraços desnecessários… como esta!
TOXICODEPENDENTE VIAJA DE GRAÇA EM AUTOCARRO COM O BENEPLÁCITO DO MOTORISTA! HOUVE QUEM NÃO GOSTASSE, E…

Entram sem pagar, e muitas das vezes com o conhecimento do motorista que, para não se incomodar, deixa a coisa rolar. Estamos a falar de uns passageiros habituais de linhas da STCP, que passem em Lordelo do Ouro, para onde se deslocam à procura de drogas.
São toxicodependentes e conhecidos de quem frequenta periodicamente, pelo menos, e no caso a que me refiro, a 207 (Campanhã-Mercado da Foz-Campanhã).
Só que há semanas, a “coisa” ia dando para o torto: um toxicodependente, ao entrar na Praça D. João I, reparou que o motorista tinha dado fé que não tinha validado nem “bilhete” (andante), nem passe (não o tinha), abeirou-se dele e pediu-lhe que o deixasse continuar na viatura, fazendo a habitual viagem até Lordelo do Ouro. O motorista deixou!
Bem!… Houve quem não gostasse, e depois do jovem toxicodependente sair, contestou junto do motorista a sua atitude. “Temos que pagar o passe para andarmos aqui, e vem esta gentalha, que nada paga e anda aqui de graça todos os dias, o pior é que ainda, por cima, com o seu consentimento. Vou fazer queixa à STCP!”, referiu, exaltado, o passageiro.
Ninguém mais se manifestou, nem o próprio motorista.
A verdade, porém, é que o gesto não caiu bem a muitos dos que presenciaram a situação. E, terá sido este, um gesto isolado?
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