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Museu de Ovar expõe “Nu feminino”

Até meados de novembro o Museu de Ovar inclui na sua programação cultural, mais uma surpreendente coleção de pintura do seu acervo artístico, a que dá por título, “Nu feminino”. Uma exposição coletiva de pintura a óleo que foi aberta ao público no passado dia 12 de setembro e vai ser possível ser vista até 14 de novembro.

Este certame dedicado ao tema do “Nu” feminino, é o resultado de mais uma aposta em trazer a público, algumas das coleções do Museu de Ovar, que no âmbito desta temática, reuniu na exposição coletiva várias obras de diferentes autores, que na sua generalidade deram igualmente o “Nu”, como título das suas obras.

Nestes meses, a quem visita o Museu de Ovar e ali procura nos vários quadros temáticos das exposições permanentes, descobrir elementos museológicos do património cultural, religioso e etnográfico da região litoral e suas gentes, banhada pelo mar e a ria, que formam a sua paisagem natural, ambiental e humana. A exposição “Nu feminino” começa por destacar-se aos olhos dos visitantes, pelo conjunto de obras de pintura a óleo que assim voltam a ganhar vida, entre as várias exposições temporárias, sejam do trabalho de diferentes artistas plásticos, ou coleções de arte do acervo da Instituição, que vão da pintura, à cerâmica ou escultura.

Entre as obras de pintura apresentadas na exposição, que são o resultado de uma espécie de trabalho de curadoria, das técnicas do Museu de Ovar, Leonor Silva e Rafaela Carvalho, podem-se observar “nus” de artistas como, Henry Olivier, um pintor que nasceu em França em 1941, ou de vários outros nomes das artes, como, Jorge Brandeiro, Chantal Bernard, H. Fotion, ou Marisa, cujo quadro é de 1948, e A. Rodrigues com uma obra pintada em Paris, com data de 1898.

Do património artístico que é dado a conhecer sobre este tema, encontram-se ainda curiosidades da relação entre o vasto acervo do Museu de Ovar e muitos dos artistas, a exemplos de curiosidades e registos que perduram no tempo, como a obra de Jean Maurice Herault, com o título “Banhistsna Praia”, doada em 1967. Ou a pintura da artista Lydie Giscard, nascida em 1920, cujo “nu” do seu quadro tem como titulo “Mouloudje”, o nome de uma canção francesa de 1980, “Como uma pequena papoila”. Um outro titulo que não se cinge ao “nu” da obra, é “Mulher no varão” da pintora Giséle Prisant, nascida em 1939.

Estas são algumas das obras do acervo do Museu de Ovar sobre “Nu feminino”, reunidas na Sala de exposições, que numa homenagem a José Augusto de Almeida, Fundador e 1.º Diretor do Museu de Ovar, realizada em março de 2016, foi atribuído o seu nome. Sala em que estão expostas várias das obras que enriqueceram o acervo desta Instituição Museológica, devido ao empenho de José Augusto de Almeida na época de consolidação e concretização do sonho de formar o Museu de Ovar que assinala o seu 60.º aniversário em janeiro de 2021.

 

Texto e fotos: José Lopes

01out20

 

 

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