Consignada em maio, a empreitada de “Requalificação da envolvente à Estação e Jardim Almeida Garrett” na cidade de Ovar, decorre numa primeira fase a norte do Largo Serpa Pinto (da Estação), numa área que incluiu alargar a Rua Sociedade Mercantil em parte dos terrenos da antiga fábrica de descasque de arroz com o mesmo nome, que entretanto tinha sido demolida. Bem como a cedência de terreno, por parte da Refer ao Município de Ovar, em que chegaram a funcionar instalações de cargas e descargas de mercadorias na Estação da CP, já alguns anos desativados, também para alargamento da Rua dos Ferroviários.
Intervenção que visa criar o principal acesso rodoviário de ligação aos transportes públicos, nomeadamente o caminho-de-ferro, por onde circularão autocarros e táxis com respetivas paragens e estacionamento automóvel. Pondo assim fim à primazia que sempre foi dada ao automóvel no Largo Serpa Pinto ao longo de décadas, propondo-se devolver ao peão este espaço público com ligação da “Rede Ciclável do Concelho” à Estação de Ovar.
José Lopes
(texto e fotos)
Esta obra tem um custo superior a um milhão de euros (1.083.347 euros), e conta com apoio financeiro da União Europeia no valor de 920. 845 euros, no âmbito do “Centro 2020”, com objetivo de “Revitalizar as Cidades”, intervenção que tem um ano para a sua conclusão. Esta é mesmo uma das preocupações de quem tem vivido as consequências do não cumprimento de prazos em várias outras obras de requalificação de espaços públicos, inseridas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), neste caso tratando-se de uma das portas de entrada na cidade de Ovar, e de “uma obra estruturante que visa o fomento da mobilidade suave, a dinamização da nossa economia local e a melhoria da qualidade de vida das nossas Gentes”, como realçou na apresentação do projeto o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro.
A obra em curso nos vários arruamentos envolventes, segundo informação do Município, “perfaz um total de 1,00 quilómetro, numa área de cerca de 1,50 hectares, englobando a zona nascente do centro da cidade, que intercala habitações, estabelecimentos comerciais e de serviços, destacando-se a Repartição das Finanças e a Estação de Caminhos-de-ferro”.
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