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Rota do Românico atribuiu 66 “Selos de Qualidade”… e na maioria a restaurantes

A Rota do Românico distinguiu mais 66 unidades turísticas com o seu “Selo de Qualidade”. Nesta quarta fase de atribuição daquele reconhecimento de mérito, cujo período de candidaturas decorreu entre 10 de julho e 31 de agosto, foram certificadas 20 unidades de alojamento, 30 restaurantes e 16 produtores/comerciantes de produtos locais, como vinho, doçaria e artesanato.

Na distribuição territorial pelos 12 municípios abrangidos pela Rota do Românico, destaque para os 16 “Selos de Qualidade” atribuídos a Felgueiras.

O “Selo de Qualidade” insere-se no âmbito do Sistema de Valorização de Produtos e Serviços Turísticos da Rota do Românico, destinado à promoção de um patamar de qualidade uniforme dos produtos e serviços prestados aos turistas e visitantes da região.

O citado Sistema tem como objetivo concorrer não só para a criação de uma imagem de prestígio e de qualidade do produto e serviço em si, mas também para a melhoria da oferta turística do território da Rota do Românico, aumentando a sua atratividade e visibilidade, e reforçar a cooperação entre os agentes económicos e institucionais, locais e regionais.

O Comité de Avaliação das candidaturas ao “Selo de Qualidade” é constituído, para além da Rota do Românico, por representantes de dez entidades, do meio académico e associativo.

A Rota do Românico atribuiu, até ao momento, 191 “Selos de Qualidade”, em quatro fases de candidaturas.

Em 2016, foram entregues os primeiros 84 “Selos”, em dois eventos distintos: o primeiro teve lugar no Mosteiro de Ancede, em Baião, no dia 4 de abril; o segundo decorreu na velha Igreja de Sanfins de Ferreira, em Paços de Ferreira, no dia 7 de dezembro. No dia 5 de dezembro de 2018, o Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, acolheu a cerimónia de entrega de 41 “Selos de Qualidade”.

Em 2020, atendendo à situação pandémica, os 66 “Selos” não serão entregues em cerimónia pública.

A quarta fase de atribuição do “Selo de Qualidade” da Rota do Românico está enquadrada no projeto “Capacitação e Valorização Turística da Rota do Românico”, cofinanciado pelo Turismo de Portugal, I.P., através do Programa Valorizar – Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior.

A Rota do Românico reúne, atualmente, 58 monumentos, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega (Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende), no Norte de Portugal.

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

ESCULTURA DE BORDALO II VALORIZA CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA “ROTA DO ROMÂNICO

O Centro de Interpretação da Escultura Românica (CIER), localizado em Abragão, Penafiel, tem mais um motivo de interesse: uma escultura do artista plástico Bordalo II, produzida através do reaproveitamento de lixo.

A nova peça expositiva do CIER afirma-se como uma reinterpretação contemporânea da estética românica, recorrendo aos metais e aos plásticos como materiais de composição artística.

Uma obra tridimensional, colorida e original, com uma forte conotação ecológica e social, na linha dos conhecidos trabalhos do artista Artur Bordalo, nascido em Lisboa, em 1987.

Aberto ao público no passado dia 25 de julho, o CIER apresenta, como alicerce do seu projeto museográfico, uma reconstituição parcial e hipotética da fachada – destruída em 1668 – da vizinha Igreja de São Pedro de Abragão, com base nos cerca de 70 elementos pétreos com decoração românica descobertos, inesperadamente, em 2006, durante os trabalhos do arranjo urbanístico do Centro Cívico de Abragão.

Este centro de interpretação, constituído por uma superfície expositiva de cerca de 300 metros quadrados, oferece também ao visitante a possibilidade de conhecer o contexto temporal, social e cultural da arte românica, destacando a importância dos pedreiros e escultores na sua materialização.

O CIER representou um investimento total de cerca de 1,1 milhões de euros, cofinanciado em 85% por fundos europeus, através do ON.2 – O Novo Norte e Norte 2020.

Pode ser visitado à quinta e sexta-feira, entre as 10 e as 13 horas e as 14 e as 18 horas, e ao fim de semana apenas de manhã, enquanto vigorar o atual Estado de Emergência.

 

Texto e imagem: Rota do Românico / Etc e Tal jornal

01dez20

 

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