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Porto e Região Norte registam taxas de atratividade superiores às do resto do País quanto a investimento estrangeiro

Talento e competências, boas infraestruturas, qualidade de vida e um contexto macroeconómico favorável colocam o Porto no topo das preferências dos investidores estrangeiros. A aposta tem reflexos expressivos ao nível da criação de emprego.

É esta uma das conclusões de um estudo levado a cabo pela Predibisa para o setor imobiliário, que diz que “o Porto e a Região Norte apresentam taxas de atratividade superiores às que se verificam no centro e sul do país”.

Ao longo da última década, assinala a empresa, “a região tem conseguido captar investimento diversificado e de elevado valor, acabando por atrair talento. Esse investimento é notório em setores tradicionais com componentes de inovação, que diferenciam o Porto de outras cidades, com a procura imobiliária alavancada em quatro indicadores: macroeconómicos, talento e competências (know-how), boas infraestruturas e qualidade de vida”.

Comparativamente a Lisboa, os valores também pesam na balança. Os preços por metro quadrado são, na generalidade, mais baixos no Porto (o valor de referência é de 3.500 euros por m2 contra 5.800 euros em Lisboa), mas no que toca ao valor das yields – diferença entre o valor investido e o que realmente retorna ao investidor, em forma de lucro – a cidade Invicta dá mais garantias.

Não menos importante é o fator emprego. A criação de postos de trabalho é superior no Porto. Em termos absolutos, por cada projeto de investimento estrangeiro são, em média, gerados 115 postos de trabalho no Porto, ao passo que em Lisboa apenas menos de metade (47), analisa a Predibisa.

“O Porto tornou-se ponto de atração para o investimento internacional. Falamos de uma região cada vez mais conhecida como destino para a instalação de empresas com serviços de valor acrescentado, uma vez que os seus argumentos são fortíssimos para este tipo de ocupantes. Além dos custos competitivos do imobiliário, há ainda uma força de trabalho altamente qualificada, um ecossistema académico e de Investigação & Desenvolvimento (I&D) muito forte, um clima mediterrâneo e um custo de vida acessível, tudo isto num país que é considerado um dos mais seguros do mundo”, afirma João Nuno Magalhães, diretor-geral da Predibisa, que acrescenta que, na última década, a região do Grande Porto tornou-se mais apelativa para a maioria das empresas do que noutros destinos europeus concorrentes.

Relativamente aos efeitos da pandemia no setor, os especialistas acreditam que será superado quando a crise sanitária estiver estabilizada, e que nessa altura o mercado retomará a tendência de crescimento registada nos últimos anos.

Em junho deste ano, um estudo do Município do Porto, desenvolvido através do InvestPorto, analisou os efeitos da pandemia no tecido de empresas estratégicas da cidade. Concluiu que o investimento estrangeiro mantém a tendência positiva e antecipava até reforçar a atividade na cidade.

Já em julho de 2019, um outro estudo sobre a Atratividade do Porto e da Região Norte no domínio do investimento Direto Estrangeiro (IDE), encomendado pela autarquia à EY Portugal, concluía que o IDE na Região Norte alcançou um crescimento na ordem dos 11,4% por ano, entre 2013 a 2018.

 

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

01jan21

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