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As bestas que me sufocam!

Miguel Correia

 

É no sossego da madrugada que escrevo muitas das minhas crónicas, mas não se iludam porque não gosto de tanto silêncio. Torna-se propício para dar liberdade à minha inquietação e, caros leitores, quando isso acontece é como ter um carro sem travões. Mas vamos ao que importa.

A minha noção de regime democrático implica liberdade de escolhas, mas é a maioria que determina o que prevalece. Isto acontece desde aquele dia revolucionário – no qual implantaram uma coisa igual à que já estava. Contudo, nestes últimos tempos, os polos estão invertidos e, segundo as últimas notícias, as minorias conquistaram um poder nunca antes visto. Para a nossa cronologia fica o registo que (em Janeiro de 2021) uma candidatura presidencial criou um movimento antifascista, no qual pintaram os lábios de vermelho.

Sim, a tal cor que durante anos a fio simbolizou o comunismo, agora é um símbolo da luta contra as forças da direita. As minorias – que encontram apoio nesta candidatura – não perderam tempo e alguns amigos do bacamarte e senhoras de barba rija desataram a besuntar os beiços de vermelho! Tal como o fenómeno da Baleia Azul ou do asiático que nos impelia a saltar do terraço, não vejo nisto qualquer interesse, exceto para os que queiram realizar fetiches…

Tudo isto durante uma campanha eleitoral – cujo interesse é descobrir quem fica em segundo lugar – e, pasmem-se, durante um regime de confinamento que, devido ao desleixo de alguns, tem hospitais a rebentar pelas costuras e ambulâncias retidas durante horas. Porque – para este povo que não governa ou se deixa governar – a desgraça está sempre reservada aos outros. As regras também. Estas bestas são as responsáveis pelo aumento exponencial dos números de infetados e mortes! E mesmo sabendo (e admitindo) que grande parte das pessoas cumpre as normas do confinamento, revolta-me saber que uma singela minoria pode deitar tudo a perder.

Nas reportagens televisivas todos são amigos dos animais, têm velhinhos (que adoram) para cuidar, praticam ginástica e vão à missa! Querem ver que o pecado no mundo acabou e todos viraram santos?! Para a alegria ser plena só faltou legalizar as amantes… A situação tende a piorar e estes “artistas das exceções” deveriam ser repudiados e castigados pelos restantes membros da sociedade.

O governo, para além dos hospitais de campanha, deveria construir algumas prisões de campanha para albergar estes iluminados, depois de terem levado umas valentes traulitadas na espinha pelos agentes da autoridade! Algo perfeitamente aceitável num estado de emergência! Para que não haja dúvidas, a regra é simples: fiquem em casa! Na vossa, claro…

 

Foto: pesquisa net

01fev21

 

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