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ATAQUE À COVID – Governo anunciou novas restrições e Presidente da República avisa: “O que fizermos até março determinará o que vai acontecer na Primavera, Verão e quem sabe até no Outono”

O Governo anunciou, no passado dia 28 de janeiro, manter todas as medidas de restrição já em vigor, mas também algumas novas Eis a lista dos anúncios, que vão vigorar até dia 14 de fevereiro de 2021.

NOVAS MEDIDAS DE RESTRIÇÃO

– Aulas vão regressar no dia 8 de fevereiro, mas apenas online. O Governo avaliará até dia 14 (e depois quinzenalmente) as condições para determinar uma data para o regresso das aulas presenciais – mas essas só chegarão quando a situação epidemiológica estiver sob controlo. Pelo meio não haverá férias no Carnaval, pelo menos dois dias das férias da Páscoa são para ter aulas e o calendário escolar vai ser prolongado (ainda não se sabe por quanto tempo);

– O Governo determinou a limitação das deslocações para fora do território nacional por qualquer via, apenas sendo possível a deslocação por motivos impreteríveis. Além disso, foi decidido, como tinha sido avançado pelo Expresso, o fecho de fronteiras terrestres com Espanha;

– Passa a ser possível um confinamento obrigatório de passageiros à chegada do aeroporto, quando se justificar.

OS AVISOS DE MARCELO REBELO DE SOUSA

O Presidente da República, no mesmo dia que foi aprovado o Estado de Emergência pela Assembleia da República e comunicadas pelo Conselho de Ministros as restrições que vão vigorara até ao próximo dia 14 de fevereiro, dirigiu-se ao País, e lacónico, frontal e de forma realista, deixou os seguintes recados, avisos, o que os portugueses bem entenderem, e que devem entender para cumprir com o que (alguns) não têm cumprido…

Temos mesmo de travar a escalada em curso. E já. Seguindo o exemplo dos nossos profissionais de saúde em caráter e firmeza”.

“Claro que ainda vamos a tempo, mas é o tempo de todos, portugueses, fazermos mais e melhor“.

“Temos de esgotar todas as hipóteses, não vale a pena esconder a realidade, fazer de conta ou iludir. É mesmo a pior situação que vivemos desde março. O que fizermos até março determinará o que vai acontecer na primavera, verão e quem sabe até no outono.

“Sabemos que o custo destas medidas mais duras é inferior ao custo de uma sociedade destruída por uma pandemia que vá até outubro deste ano”.

É preciso agir depressa e drasticamente. É esse o sentido das medidas que hoje aprovei. Temos de ser mais rigorosos, sair de casa só se imprescindível”,

Temos de continuar a vacinar, melhor e mais depressa. Ninguém no seu bom senso queria passar centenas ou um milhar de titulares de cargos políticos ou funcionários, por muito importantes que fossem, de supetão à frente de milhares de idosos, com as doenças mais graves e, por isso, de mais óbvia prioridade.

“Nenhuma das negações resolve as esperas infindáveis, o sufoco dos cuidados intensivos, o sofrimento dos doentes. O que mais importa é não perder a linha de rumo, a determinação, a capacidade de resistir e reagir. Se for verdade que somos dos primeiros nesta nova estirpe, é preciso agir depressa e drasticamente. Temos de ser mais estritos, mais rigorosos e mais firmes no que fizermos e não fizermos.”

CÂMARA DO PORTO ENCERRA PARQUES VERDES MURADOS, PARQUES INFANTIS E CEMITÉRIOS

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

A Câmara do Porto determinou, ao final da tarde desta terça-feira, um conjunto de medidas para mitigar a aglomeração de pessoas em espaços públicos. Já a partir de amanhã, todos os parques municipais murados e parques infantis ficarão encerrados, assim como os cemitérios, excetuando-se a realização de cerimónias fúnebres.

No naipe de novas medidas de combate à disseminação do novo coronavírus na cidade do Porto, o Município volta a adotar a interdição no acesso a vários espaços públicos, como forma de desincentivar ajuntamentos.

A Proteção Civil Municipal encabeça neste momento uma operação que, durante a noite de hoje, tem como missão o fecho dos portões de todos os espaços verdes murados da cidade, nomeadamente o Jardim das Virtudes, o Jardim de São Lázaro (Jardim Marques de Oliveira), o Jardim de São Roque, o Jardim do Covelo, a Quinta de Bonjóia, os Jardins do Palácio de Cristal e o Parque da Pasteleira.

Soma-se a esta medida o encerramento de todos os parques infantis, com colocação no local de painéis de interdição e vedação com fita.

O Município decidiu ainda encerrar temporariamente os cemitérios do Prado do Repouso e de Agramonte, que apenas abrirão portas para funerais.

Quanto aos jardins e praças, a autarquia vai colocar barreiras de mitigação, com painéis de sensibilização que elucidem os cidadãos de que não é permitida a sua permanência no interior. Nos passeios com mais movimento, avenidas atlânticas e ribeirinhas incluídas, serão de igual modo instaladas as mesmas barreiras de mitigação.

O mobiliário urbano presente nessas zonas, como bancos de jardim, contará com fitas a indicar a proibição do assento, e também as casas de banho municipais serão desativadas.

Nas ruas, os carros da Polícia Municipal voltam igualmente em força a difundir as mensagens “Fique em casa” e “Previna o contágio”.

PORTO COMBATE EVOLUÇÃO DA PANDEDMIA COM MEDIDAS PIONEIRAS DE ORGANIZAÇÃO INTERNA

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Numa altura em que o país se confronta com a fase mais aguda da pandemia, o Município do Porto cerra fileiras para garantir o regular funcionamento dos serviços, e assegurar, simultaneamente, a segurança dos trabalhadores em funções essenciais.

Em março do ano passado, foi uma das primeiras autarquias do país a adotar o regime de teletrabalho, nas atividades compatíveis, antecipando-se até ao primeiro Estado de Emergência nacional, como medida de prevenção e mitigação de risco da disseminação por Covid-19.

Face à evolução da pandemia, desde novembro, ainda antes da segunda e terceira vaga, implementou como medida obrigatória o regime de teletrabalho, no seguimento da resolução de Conselho de Ministros de 2 de novembro de 2020.

Desde então, o plano de regresso dos trabalhadores – que contempla medidas de organização do trabalho e de organização e desinfeção dos espaços de trabalho, garantindo todas as regras definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) – foi sendo sucessivamente ajustado face à evolução da pandemia.

No caso dos trabalhadores cujas funções implicam a modalidade presencial por não serem compatíveis com teletrabalho, o Município do Porto assegura todas as metidas de prevenção e mitigação do risco, nomeadamente através da: adaptação de horários (jornadas contínuas, desfasamento de horários nas entradas, saídas e horas de refeição; horários flexíveis); do fornecimento dos equipamentos de proteção individual (EPI) necessários e adequados à função do trabalhador; da colocação de soluções acéticas em todos os locais de trabalho; e na medição da temperatura corporal à entrada dos edifícios.

Vacina da gripe entre as medidas complementares

Em novembro, foi disponibilizada a vacina da gripr a todos os trabalhadores. E, desde dezembro, o município tem procedido a uma testagem aleatória dos funcionários em regime presencial para despiste de assintomáticos.

Aos trabalhadores dos serviços essenciais com funções presenciais foi ainda disponibilizado o acesso aos testes de imunidade. A par desta iniciativa, a Câmara do Porto acionou um conjunto de medidas complementares. São elas o acesso gratuito a apoio psicológico, uma linha de enfermagem e o acompanhamento e esclarecimento regular de dúvidas.

Uma visão transversal que encontra eco na certificação que o Município do Porto obteve recentemente, relativa à Norma 4552 – atesta a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal.

Só um pequeno grupo de autarquias a nível nacional é detentor deste certificado. E – caso muito raro – o processo de auditoria foi concluído no Porto sem qualquer desconformidade ou recomendação, informa o município, que vê neste reconhecimento externo a validação das boas práticas implementadas na gestão dos Recursos Humanos.

A comissão de trabalhadores do município e os representantes de higiene e segurança no trabalho têm sido regularmente ouvidos e informados de todas as medidas de segurança, saúde e higiene no trabalho preconizadas pela DGS e adotadas no Município do Porto.

RUI MOREIRA COLOCA MEIOS DA POLÍCIA MUNICIPAL AO SERVIÇO DA PSP

Foto: Filipa Brito (Porto.)

O presidente da Câmara do Porto vai colocar todos os meios policiais e logísticos da Polícia Municipal ao serviço do Comando Metropolitano do Porto da PSP, a partir da meia-noite do passado dia 23 de janeiro. Está em causa a união de esforços das duas forças policiais no combate à pandemia.

Em carta enviada nesta quinta-feira a Rui Moreira, o superintendente-chefe, Magina da Silva, sinaliza que “o agravamento da crise pandémica que nos assola exige das instituições uma cooperação próxima e aconselha que seja garantida a unidade de comando de toda a ação policial destinada a fiscalizar o cumprimento das medidas restritivas impostas pelo Estado de Emergência que vivemos”.

O diretor nacional da PSP refere que tomou a decisão de consultar o presidente da Câmara do Porto com a finalidade de requerer meios da Polícia Municipal, tendo em conta também a proposta da comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP, Paula Peneda.

Ao abrigo do contrato interadministrativo celebrado entre a PSP e a Câmara do Porto e do Decreto-Lei 13/2017, “a totalidade dos meios da PM Porto, que ficarão sob o comando e controlo operacional do COMPETPOR, iniciar-se-á às 00h00 do dia 23 do corrente mês e durará enquanto vigorar o dever geral de recolhimento domiciliário, imposto pelos decretos do Governo”.

Esta cooperação irá incidir, em primeira linha, nas ações policiais que visam a fiscalização e o cumprimento das medidas restritivas impostas pelo Estado de Emergência, decretado pelo Presidente da República.

Texto: Isabel Moreira da Silva (Porto.)

Foto: Filipa Brito (Porto.)


CIENTISTAS APRESENTAM SOLUÇÃO PARA AJUDAR NA DETEÇÃO PRECOCE DOS PICOS DE PANDEMIA

Um estudo internacional publicado na Scientific Reports, revista do grupo Nature, demonstrou que um novo formato de análise dos modelos matemáticos ajudaria na deteção precoce e previsão de diferentes tipos de cancro em desenvolvimento e pandemias.

Liderado por Paulo Rocha (na foto), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), e Lode Vandamme, da Universidade de Eindhoven (Holanda), o estudo fornece à comunidade científica que trabalha com este tipo de modelos matemáticos um novo formato de leitura dos dados, mais precisamente, numa escala logarítmica e linear, designada “log-lin”.

«Nós explorámos o modelo matemático mais frequentemente utilizado pela comunidade científica, um modelo proposto por Verhulst, e verificámos que, se interpretarmos os dados desta forma (“log-lin”) e não nos formatos convencionais, consegue-se obter informação que permite a deteção precoce não só dos picos de pandemias, mas também do desenvolvimento de vários tipos de cancro, embora em escalas temporais muito diferentes», explica Paulo Rocha.

O cientista da FCTUC afirma que «este artigo científico sugere à comunidade científica que trabalha com este tipo de modelos que passe a usar este formato de análise». Atendendo à situação pandémica que vivemos, este estudo pode permitir «detetar mais atempadamente quando os picos da pandemia vão surgir», salienta.

«O cancro e as pandemias são duas das principais causas de morte em todo o mundo e representam, atualmente, uma severa preocupação global. Para ambos os cenários, a deteção precoce e respetiva previsão são críticas. O nosso trabalho mostra que, em pandemias e cancros, problemas semelhantes podem ser resolvidos e sinalizados em tempo útil, usando modelos matemáticos e físicos análogos», nota o investigador, acrescentando que estes modelos «podem sinalizar, oportunamente, o aparecimento de picos epidemiológicos – atualmente importantes para a previsão do segundo e terceiro picos de Covid-19 -, além de resumir dados vitais para entidades governamentais e cidadãos».

Outro dado importante do estudo é o facto de o modelo de análise proposto por este grupo de cientistas revelar que o «movimento browniano explica as regras de comportamento numa pandemia e enfatiza a importância do confinamento, distanciamento social, máscaras, protetores faciais e ar condicionado».

Os resultados apresentados no artigo publicado, segundo os autores, definem um novo marco científico, «uma vez que a nossa investigação matemática entre cancros e pandemias revela uma correlação multifatorial entre ambas as fragilidades e ajuda a compreender, prever em tempo oportuno e, em última análise, diminuir o obstáculo socioeconómico de doenças oncológicas e pandemias».

Esta investigação matemática possui um amplo e importante impacto científico com relevância técnica e constitui uma relevante contribuição, tanto para a comunidade científica como também para a população em geral.

Texto: Cristina Pinto (AI UC-Reitoria) / Etc e Tal jornal

Foto: Universidade Coimbra (UC)

MUNÍCIPO DE BRAGA DISPONIBILIZA “LINHA DE APOIO 60+”

O Município de Braga disponibiliza uma linha telefónica gratuita de apoio a cidadãos com mais de 60 anos em isolamento ou em situação vulnerável, que necessitem de ajuda para a realização de tarefas como a compra de medicamentos urgentes e bens alimentares de primeira necessidade.

Ao ligar o número 800 210 094 (chamada gratuita) são identificadas as necessidades e as compras de supermercado e/ou farmácia serão depois entregues em casa do munícipe.

Esta linha telefónica gratuita funciona de Segunda a Sexta-feira, das 09h00 às 17h00.

Este é um serviço de proximidade direcionado para uma faixa da população que possui um risco elevado de infeção pelo novo coronavírus e que, por isso, deve permanecer em sua casa para evitar o contágio.

A Linha 60+ conta com a colaboração de todas as Juntas e Uniões de Freguesia do Concelho.

CÂMARA MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM REFORÇA APOIOS SOCIAIS

Desde o início da pandemia em março do ano passado, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim tem implementado medidas excecionais de apoio social, de forma a prestar o devido acompanhamento a todos os munícipes com carências socioeconómicas.

Através do Fundo Local de Emergência Social (FLES), têm sido apoiadas famílias e pessoas com especial vulnerabilidade, como é o caso dos idosos, de doentes em isolamento, de pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida.

O Centro Coordenador do Gabinete de Coesão Social da Câmara Municipal mantém-se inteiramente disponível para aceder a pedidos, entre as 9h00 e as 17h00, através do e-mail apoioaomunicipe@cm-pvarzim.pt e dos contactos 800 272 625 (Linha Verde) ou 252 090 173 (Linha de Apoio Psicológico).

Ainda no seguimento do que já foi feito no anterior confinamento, o Município da Póvoa de Varzim volta a associar-se às escolas do concelho na identificação dos alunos com escalão A e B, que necessitam das refeições escolares, as quais serão distribuídas e entregues gratuitamente pelos colaboradores da autarquia.

Quanto a apoios socioeconómicos, a Câmara Municipal decidiu, como medidas adicionais e temporárias, suspender o pagamento de todo o estacionamento tarifado à superfície (até 31 de maio de 2021) e de rendas dos espaços concessionados pelo Município, com atividade comercial suspensa.

 

Texto e foto: enoticia

 

01fev21

 

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