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“Autárquicas” já mexem no Porto! Nuno Cardoso regressa à política ativa e anuncia candidatura à presidência da Câmara Municipal! PSD-Porto tenta “frente de direita”, incluindo independentes de Rui Moreira…

A cerca de meio ano das eleições Autárquicas – serão realizadas entre meados de setembro ou princípios de outubro, isto se não houver qualquer alteração até lá -, no Porto, já aparecem as primeiras movimentações políticas, com destaque para a disposição de Nuno Cardoso – recentemente infetado com a Covid-19, mas em franca recuperação – de voltar a concorrer à presidência da Câmara Municipal, lugar que ocupou entre 1999 e 2002, quando foi chamado a substituir Fernando Gomes.

Nuno Cardoso, que já foi candidato independente em 2013 (Nuno Cardoso-Porto de Futuro), não conseguindo, porém, mais que 1 255 votos (1,08%), referiu, há semanas, em entrevista à Rádio Renascença, que a sua ideia é a de “agregar pessoas para um projeto conjunto. Isto nunca pode ser um projeto de uma pessoa, isso não existe. O que existe é um projeto de um conjunto de pessoas que tenham uma motivação positiva par a cidade e para a região. E, portanto, é isso que me disponho a começar a trabalhar”.

Cardoso reafirma-se socialista, mas PS-Porto não irá apoiar a sua candidatura

Foto: Luís Navarro

Cardoso referiu também que gostaria de contar com o apoio do Partido Socialista, do qual já foi militante – “eu não sou uma pessoa estruturalmente de partido. Não sou. Mas sou socialista e sempre serei. É óbvio que seria o espaço que eu gostaria de ocupar, seria uma candidatura do Partido Socialista, mas isso dependerá do partido”,, mas um dirigente do PS-Porto (não identificado pela fonte) salientou, a propósito, que “não temos nenhum comentário a fazer, sendo certo que o engenheiro Nuno Cardoso não será o candidato do PS à Câmara Municipal do Porto”.

O pré-candidato defende, acima de tudo, que “tem de haver efetivamente um certo renovar da visão política, dos políticos da região, que têm de trabalhar muito mais em conjunto, e haver um propósito conjunto de relançar a economia da região”, e “vem aí uma oportunidade para o país todo com toda esta crise económica, fruto da pandemia e, portanto, é preciso que a região trabalhe em conjunto, que não seja um «Porto-centrismo» nem casa um a olhar para o seu umbigo, mas sim uma região que tem um potencial brutal de Bragança a Chaves, a Monção a tudo. O que é preciso é trabalharmos em conjunto para a potenciarmos. E penso que o Dr. Rui Moreira não tem conseguido”, considerou.

“Um projeto agregador de vontades, que consiga galvanizar a população portuense com o objetivo de uma candidatura vitoriosa”

Foto: Luís Navarro

Já na sua página no Facebook, Nuno Cardoso reafirma a sua vontade em recandidatar-se à presidência para Câmara do Porto, escrevendo que “é verdade que vou começar a trabalhar num Projeto Agregador de Vontades que consiga Galvanizar a População Portuense com o Objetivo de uma Candidatura Vitoriosa à Câmara do Porto.

Temos a Ambição que o Porto volte a ser uma Capital Europeia, uma Capital Europeia como o foi em 2001 – Capital Europeia da Cultura. Queremos o Porto Capital Europeia da Liberdade, Cidade que foi a motora da Revolução Liberal de há 200 anos e a promotora da Primeira Constituição Liberal de 1822. Queremos o Porto Capital Europeia da Solidariedade aonde não seja possível concidadãos nossos “habitem” na rua e haja pessoas com carências alimentares. Capital Europeia da Integração onde todos os cidadãos terão condições de desenvolver as suas famílias em dignidade. Queremos o Porto como um Grande Dínamo da Economia da Região Norte, de Portugal e da Europa”.

Foto: Luís Navarro

O pré-candidato defende ainda um Porto “alicerçado num Forte e muito competente tecido Universitário, onde ganha particular destaque a Universidade do Porto e o Instituto Politécnico do Porto, secundados pelas importantes Universidades Privadas, quais Fontes de Novos Talentos e de Ideias Inovadoras fundamentais para o relacionamento do Porto no Mundo da Nova Economia, do Digital e da Sustentabilidade”

Mais: “trabalho em rede com as instituições e com o Tecido Empresarial e a Iniciativa Criativa conseguiremos criar riqueza que nos faça sair da cauda da Europa em termos de PIB per capita.

Queremos um Porto Liderante que assuma também os anseios da Região e que lhe dê Voz. Queremos um Porto Vintage. O Bom Povo do Porto Merece”, escreveu já em “tom” de pré-campanha.

DEPUTADOS MUNICIPAIS DO PSD LANÇAM IDEIA DA CRIAÇÃO DE UMA COLIGAÇÃO À DIREITA PARA CONCORRER À CÂMARA MUNICIPAL

Alberto Lima (foto: PSD)

Entretanto, e na última semana do passado mês de janeiro o PSD-Porto, por intermédio do líder da Concelhia, Miguel Seabra, veio a público defender a ideia apresentada por três deputados municipais sociais-democratas, Pedro Duarte, Alberto Lima e Pedro Osório, para uma ampla coligação à direita, ou seja, um “entendimento alargado entre as forças democráticas, humanistas e não socialistas”, que é como quem pode dizer entre o PSD, CDS, Iniciativa Liberal e até mesmo o movimento independente de Rui Moreira (?).

Ao “Jornal de Notícias Miguel Seabra fez questão de frisar que “o PSD sempre fez coligações à direita essencialmente como CDS só não aconteceu nas últimas autárquicas porque os centristas apoiaram Rui Moreira. Agora, para nós, a linha vermelha é que o PSD, coligado ou sozinho, tenha uma candidatura à segunda maior autarquia do país”.

Miguel Seabra (Foto: “Público”)

Já ao “Público”, Pedro Duarte, um dos mentores da coligação, afirmou que o objetivo é “criar uma frente não socialista” que englobe, eventualmente, a Iniciativa Liberal, o CDS e outras forças da cidade, bem como movimentos políticos independentes, entre os quais se inclui o movimento de Rui Moreira”. Seja como for, Miguel Seabra, acrescenta que a “última palavra, assim como a escolha do nome do candidato” caberá a Rui Rio que chamou a si todo o processo para as autárquicas.

SANTANA LOPES DEFENDE ADIAMENTO DAS “AUTÁRQUICAS” POR… MEIO ANO

Em entrevista ao “Diário de Notícias” o regressado à cena política, Pedro Santana Lopes considerou que as eleições autárquicas, que decorrerão em setembro ou outubro do presente ano, devem ser adiadas e que isso deve ser tratado “com tempo”, apontando que adiar as autárquicas “não é inconstitucional.

O ex-presidente das câmaras de Lisboa e da Figueira Da Foz refere que “nas Autárquicas, por muito que sejam conhecidos, os candidatos têm de ir correr as capelinhas todas, têm de ir a todas as freguesias, aos cafés, às coletividades, e isso é impossível nas circunstâncias atuais e que são previsíveis para os próximos meses.”

Ainda de acordo com Santa Lopes, “o país tem de saber decidir essas coisas com tempo. A duração dos mandatos autárquicos está estipulada por legislação ordinária, e pode ser encontrada justificação nacional para o adiamento de seis meses. Era muito sensato dentro do que se prevê do tempo de vacinação e criação de imunidade para o regresso à normalidade, e todos os especialistas dizem que até ao verão ou até ao final do ano isso será impossível.”

Santana Lopes defendeu, por último, que “há um trabalho enorme a fazer e o parlamento tem obrigação de o fazer imediatamente” e que, “nestas circunstâncias”, “nunca seria candidato”. Já um adiamento das autárquicas poderá levar a uma nova candidatura a uma câmara municipal.

“Fui presidente de câmara e vereador em Lisboa por gosto. É o trabalho na vida política de que mais gostei dos vários cargos que já desempenhei. É fantástico o trabalho autárquico! Por essa razão admito que isso volte a acontecer, ser candidato a uma câmara, se houver juízo!”

 

Texto: José Gonçalves

Foto de destaque: Luís Navarro

Fotos: pesquisa Google

 

01fev21

 

 

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