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Escola das Artes da Universidade Católica no Porto lança novas formações abertas à comunidade

A Escola das Artes (EA) da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, acaba de lançar novas formações abertas à comunidade. Os cursos de Práticas Artísticas para a Educação e Inclusão Social, Edição Digital de Som, Introdução do Design de Som para Vídeo e Cinema e, ainda, Cinema e Educação têm as candidaturas abertas e integram a oferta formativa da nova edição dos Cursos Livres da instituição – um programa de atividades que promove a formação nas áreas do Cinema, Conservação e Restauro, Escrita e Cultura e Som e Música.

A iniciativa destaca-se por abrir as portas da Escola das Artes ao público em geral, pela aposta na criação e divulgação de diferentes linguagens e realidades artísticas – além da vertente académica e de investigação – e, ainda, pelo corpo docente, composto por profissionais reconhecidos nas suas áreas e pelos próprios docentes da EA.

Levar as artes performativas até às salas de aula

Com o objetivo de promover a autonomia do aluno e a desfragmentação das disciplinas, a Escola das Artes acaba de anunciar o curso de Práticas Artísticas para a Educação e Inclusão Social. A formação, assente no princípio de que as artes performativas são ferramentas importantes para o estímulo à aprendizagem, visa capacitar profissionais deste setor para atuação em contextos de vulnerabilidade social e escolar, levando a dança, o teatro e a música para a sala de aula. As inscrições para esta formação, certificada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de professores, estão abertas e decorrem até 1 de fevereiro.

Aprender a editar som para criar arte

O curso de Edição Digital de Som representa um dos campos da pós-produção áudio, necessária nas diversas aplicações audiovisuais e musicais, e culmina no cruzamento e aplicação das diversas técnicas em forma de arte. Nesse sentido, procura introduzir diferentes técnicas e abordagens à edição de elementos sonoros sob diferentes linguagens e meios áudio. As inscrições para a formação estão abertas até 8 de fevereiro.

Workshop explora criatividade da aplicação do som ao vídeo

O curso de Introdução do Design de Som para Vídeo e Cinema cobre um campo fundamental na produção de som para projetos audiovisuais, combinando a criatividade e a aplicação das diversas técnicas de captação, edição e pós-produção para a criação de arte sonora aplicada a elementos visuais. Abordando conceitos como registo de voz para dobragens, criação de foleys e efeitos sonoros, escolha, edição e aplicação musical para produção de um elemento audiovisual, este workshop visa estimular e desenvolver capacidades estéticas e sensoriais dos participantes. As inscrições podem ser submetidas até 22 de fevereiro.

Ensinar através do Cinema

Ensinar o cinema, ensinar com o cinema, ensinar pelo cinema. Este é o mote do curso de Cinema e Educação, que explora a utilização do cinema como um meio relevante e rico para a formação didática de competências curriculares e não curriculares, combinando perspetivas teóricas sobre a sua importância educativa e um trabalho prático de produção e análise. As inscrições para a formação, certificada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de professores decorrem até 22 de fevereiro.

FACULDADES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA NO PORTO TÊM NOVOS DIRETORES

Nuno Crespo

Paula Castro e Raquel Matos – docentes e investigadoras da Universidade Católica Portuguesa no Porto – acabam de tomar posse enquanto diretoras da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) e da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), respetivamente. A cerimónia de tomada de posse, que decorreu online, no passado dia 18 de janeiro, ficou marcada, ainda, pela recondução de Nuno Crespo na direção da Escola das Artes (EA) da Católica.

Na tomada de posse, Paula Castro destaca “o papel ímpar que a Escola Superior de Biotecnologia assume nos campos do ensino, da investigação e, ainda, no que se refere ao apoio às empresas e à comunidade”. A nova diretora destaca, igualmente, “a metamorfose que a Escola conheceu nestes quase 40 anos, a inauguração do novo Edifício e a forte aposta na internacionalização”. A investigadora, que sucede a Isabel Vasconcelos, apostará num mandato pautado pela “capitalização de tudo o que já foi conquistado”. “Alavancar novas condições para a formação, que passem pela construção de uma real internacionalização da formação, e reinventar a ligação da ESB à comunidade e à rede alumni serão outras das metas desta nova direção”, conclui.

Já para Raquel Matos, que assume, agora, a liderança das áreas da Educação e Psicologia, “o grande objetivo deste mandato passará por dar continuidade ao trabalho de excelência da anterior direção”. A nova diretora da Faculdade pretende estimular o trabalho em cooperação, através da criação de pontes com todas as unidades académicas, para, assim, criar uma nova oferta formativa e, ainda, novos projetos e eventos. Para Raquel Matos, “os próximos tempos trarão muitos desafios diários. Trabalhar em conjunto permitirá, contudo, que a Faculdade de Educação e Psicologia seja reconhecida pela capacidade pedagógica, pela qualidade de ensino e pela aposta na internacionalização”.

Nuno Crespo assume novo mandato com selo “made in Escola das Artes”

Depois de um primeiro mandato que permitiu à Escola das Artes assumir uma nova centralidade, um novo projeto de internacionalização e, ainda, uma nova posição no panorama cultural local e nacional, Nuno Crespo acaba de ser reconduzido na direção da Escola das Artes. No momento da recondução, Nuno Crespo destaca os enormes desafios de 2020, “um ano em que fizemos mais do que alguma vez pensávamos”.

Nuno Crespo frisa que “depois de um primeiro mandato de crescimento – em que conquistámos mais alunos, em que criámos um cineclube, uma coleção de livros, exposições, em que ganhámos imensos prémios e que fizemos circular a arte made in Escola das Artes –, encaro este novo ciclo com otimismo e resiliência”. Relativamente aos desafios futuros, “aumentar o dinamismo e o reconhecimento da EA, continuando a reinventar o modelo de ensino, a estimular novos modelos de ensinar e de aprender, estão no topo das prioridades”.

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DA “CATÓLICA” ESTÁ ENTRE OS MAIS CITADOS DO MUNDO

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa é um dos centros de investigação mais citados do mundo. O Laboratório Associado da Católica está entre as 10 instituições que integram a lista da revista Global Health Research and Policy, que distinguiu os centros com maior impacto, a nível mundial, na investigação sobre a resistência a antibióticos no ambiente.

Num estudo em que se avaliou a atividade e o impacto da investigação realizada sobre esta temática, a nível mundial, entre 2000 e 2019, com base no número, na evolução e no índice de citação de publicações científicas, o CBQF ocupa o terceiro lugar no top 10 de instituições mais citadas. A lista conta com cinco instituições da China, uma do Canadá, duas dos Estados Unidos da América e duas de Portugal – entre as quais figuram a Universidade Católica Portuguesa e a Universidade do Porto.

No que diz respeito à análise do número de publicações, expressa por produto interno bruto per capita, Portugal ocupa o nono lugar, antecedido pela China, Estados Unidos da América, Índia, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Espanha, Brasil e seguido pela França. A preponderância de instituições chinesas neste ranking pode ser justificada, como os autores reconhecem, pelos graves problemas de resistência a antibióticos naquela região, designadamente devido à produção animal e, também, pelo ativo financiamento para a investigação neste domínio, concedido pela Fundação Nacional Chinesa para as Ciências Naturais.

CBQF e a importância do estudo da resistência a antibióticos

A resistência a antibióticos é uma ameaça à saúde global que requer uma abordagem de “Uma Só Saúde” (One-Health). Este conceito assenta no princípio de que a saúde humana está relacionada com a saúde dos animais e do ambiente, com forte interligação entre alimentação humana e animal, saúde humana e animal e contaminação ambiental. Na tríade “humanos, animais e ambiente”, a componente ambiental é a mais dinâmica, mas também a mais negligenciada.

Aqui, destaque-se que a investigação realizada no CBQF, desde 2004, neste domínio, tem incidido em abordagens de Ecologia Bacteriana, através do estudo da diversidade bacteriana, da influência dos fatores ambientais ou da ocorrência de resíduos de antibióticos no ambiente, e tem-se focado na procura de soluções que vão desde o tratamento de águas residuais a abordagens de vigilância epidemiológica ambiental.

Docente da Católica é uma das cientistas mais citadas do mundo

Recorde-se que Célia Manaia, investigadora do CBQF, foi distinguida, recentemente, como uma das cientistas mais citadas do mundo. A docente encontra-se entre os 12 portugueses que integram a lista elaborada pela empresa norte-americana Clarivate Analytics – “Highly Cited Researchers 2020” –, que, no final de 2020, distinguiu mais de 6.100 investigadores, ou seja, cerca de 0.1 por cento de todos os cientistas do mundo, em 21 áreas de investigação.

PROJETO DA “CATÓLICA” INCENTIVA ESCOLAS A REALIZAR AULAS NA NATUREZA

A aprendizagem fora da sala de aula e em pleno contacto com a Natureza é uma metodologia em crescimento nas escolas, a nível mundial, e à qual se reconhecem benefícios para o desenvolvimento físico, psicológico e social das crianças e dos jovens. Com origem na Dinamarca e na Suécia, nos anos 50, a chamada “Educação na Natureza” – que tem práticas e princípios próprios – abrange atualmente milhares de crianças espalhadas por todo o mundo. Em Portugal, os primeiros passos neste sentido começaram a ser dados em 2017, com o surgimento de projetos baseados no modelo pedagógico da Forest School.

Com o objetivo de impulsionar a adoção desta metodologia de ensino em Portugal, surgiu o projeto “A Natureza é a melhor Sala de Aula” (NSA) – uma iniciativa promovida pelo Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto), uma rede composta por entidades públicas e privadas, coordenada pela Área Metropolitana do Porto e pela Universidade Católica Portuguesa, no Porto. O projeto NSA, que arrancou em 2018/2019 e encontra-se atualmente na sua terceira edição, tem desafiado os docentes de vários contextos educativos a levar os alunos, desde os que frequentam o ensino pré-escolar até ao secundário, para fora das salas de aula e a procurar na Natureza novas formas de ensino/aprendizagem.

Como resultado, na presente edição, 78 docentes de 43 escolas de 17 municípios da AMP implementam a metodologia da “Educação na Natureza”, envolvendo mais de 1500 alunos nas aulas na Natureza. A Escola Básica de Recarei (Paredes), o Instituto Nun’ Alvres (Santo Tirso), a Escola Secundária de Valongo são algumas das Escolas que integram este projeto.

Quais os benefícios da Educação na Natureza?

Na Natureza, encontra-se uma miríade de estímulos, desafios e recursos pedagógicos necessários para educar crianças e jovens de uma forma integral, autónoma, estimulante e positiva. Uma metodologia de ensino harmonizada com a Natureza visa colmatar uma lacuna que é comumente associada às sociedades atuais, em que crianças e jovens passam cada vez menos tempo ao ar livre, o que tem levado a um evidente aumento do sedentarismo infantil. Além dos problemas de saúde física relacionados com um estilo de vida sedentário, uma vida desconectada do mundo natural está relacionada com um maior défice de atenção e maior prevalência de problemas emocionais e comportamentais, como concluiu Richard Louv, autor da teoria “Transtorno do Défice de Natureza”. Já o contacto com espaços verdes em contexto académico tem revelado um impacto positivo na capacidade de aprendizagem, bem como de processos cognitivos (atenção, resiliência e sentido de autoeficácia) e socioemocionais (autorregulação emocional e comportamental, resolução de problemas e cooperação).

 

Texto e fotos: Central de Informação / Etc e Tal jornal

01fev21

 

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