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Quando há o dever de pagar um serviço às prestações, cai a primeira e as outras nunca mais aparecem na conta…

O Sr. Marco é dono de uma empresa, sediada na Buraca (Amadora) de venda e instalação, entre outros, de alumínios e estores, janelas, O “Etc e Tal” falou com ele depois de saber que vivia um problema, por certo comum a outros empresários, ou seja que tem cerca de 15 mil euros para receber de “vários vigários”, alguns deles alegados “clientes de boa-fé”.

Independentemente da empresa estar a funcionar “a 80 por cento”, mesmo em tempo de pandemia e com todas as restrições a ela relacionadas, o Sr. Marco só “lamenta profundamente” que certas pessoas se aproveitem da situação. Ou seja, pedem-lhe que faça determinado serviço, como, por exemplo a colocação de janelas, o trabalho é executado, prometendo o cliente um pré-pagamento de 500 euros para um total de três mil, que o faz normalmente, por transferência bancária.

Foto temática – pesquisa Web

“Se a primeira fase da transferência corre bem, o pior é receber o resto”, refere o nosso interlocutor, que, embora não se deixe cair na tentação de ser benemérito para com certos clientes dadas as vigarices de que já foi vítima, a verdade é que vai fazendo “um favor a um e a outro” voltando a cair no conto do vigário, que se aproveita da atual situação de pandemia para pedir favores quanto aos tais pagamentos faseados, ou às prestações, que depois – numa parte considerável dos casos – não é respeitado até ao fim.

“O charlatão apanha-se com o trabalho pronto. Os colaboradores metem o pé fora de casa, uma vez que o trabalho já se encontra terminado. Ai acabou… uma vez que quem fez o trabalho já não pode ir retirar as janelas, estores, etc., porque se não ocorre em crimes que, para serem resolvidos, na Justiça custam muito dinheiro.

A Lei que proíbe a imediata ação policiai sobre o vigarista, por ter de invadir residência privada, está assim ao lado do prevaricador, deixando, neste caso, o Sr. Marco “numa situação difícil”.

“Pagar a advogados para abrir processo e tudo mais; as dores de cabeça que isso cria, o tempo que demora e depois nada se resolver, mais vale ficar quieto e sem dinheiro”, remata o empresário.

Fica aqui um alerta para quem faz serviços em residenciais ou em qualquer sitio: peça 50 por cento do total do preço da obra, logo de entrada, e mais 25% a meio e no final, não saí do local onde foi efetuada a obra, sem receber o restante dos outros 25%

Não esqueça que não pagar não é crime.

É a Lei que temos.

 

Vítor Lagarto

(texto e fotos)

 

01fev21

 

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