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Rui Moreira recebeu organizações representativas dos trabalhadores da STCP

O encontro entre a Comissão de Trabalhadores e os sindicatos representativos dos funcionários da STCP serviu para o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, apresentar em linhas gerais o que reserva o futuro da operadora de transportes públicos agora que a intermunicipalização da STCP se concretizou a 1 de janeiro de 2021. Recorde-se que cabe ao Município do Porto, enquanto acionista maioritário da empresa, assegurar a gestão da empresa.

A reunião com as OTS (organizações representativas dos trabalhadores) da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto decorreu nos Paços do Concelho e foi amplamente participada. Entre os assuntos debatidos, o processo de intermunicipalização da STCP foi aquele que mais tempo tomou na agenda de trabalhos, dirigida por Rui Moreira e em que tomou parte também a vereadora dos Transportes, Cristina Pimentel. Em primeira mão, o autarca revelou que a intermunicipalização chegaria a bom porto ao primeiro dia do Ano Novo, uma vez que o Governo tinha já dado a sua palavra de que assumiria os 8 milhões de euros de dívida em falta até ao final de 2020, altura coincidente com a realização deste mesmo encontro.

Com o passivo zero, como sempre reclamou Rui Moreira junto da tutela, a gestão intermunicipal está agora nas mãos da Câmara do Porto, a quem cabe nomear dois de três membros do conselho de administração da STCP.

Uma das novidades transmitida na reunião prendeu-se ainda com a garantia do presidente da Câmara do Porto de que o contrato de serviço público da empresa que termina em 2024 será, durante este ano, alvo de uma reestruturação, para que seja renovado por um período de mais dez anos.

Esta decisão vem dar estabilidade à operadora de transportes exclusiva da cidade do Porto e aos seus trabalhadores, produzindo também efeitos ao nível das metas que a Câmara do Porto estabeleceu para os próximos anos: apostar na melhoria da oferta e da qualidade do serviço da STCP.

Entre os planos, Rui Moreira comentou também na reunião o desejo da Câmara do Porto em ver o projeto do futuro corredor metro-bus na Avenida da Boavista, que está inscrito no Plano de Resiliência que Portugal entregou na União Europeia, a ser operacionalizado pela STCP em regime de exclusividade.

A STCP assegura o transporte coletivo público rodoviário de passageiros na Área Metropolitana do Porto, em regime de exclusividade dentro dos limites do concelho do Porto, e no regime geral de concessão nos concelhos limítrofes – Matosinhos, Maia, Valongo, Gondomar e Vila Nova de Gaia. Explora preponderantemente o modo autocarro e, em menor escala, o modo carro elétrico, fator que, nos próximos anos e de acordo com o plano de descarbonização em marcha na cidade, o Município do Porto pretende inverter.

 

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

01fev21

 

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