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Gaia – Câmara Municipal apoia, com perto de um milhão de euros, IPSS, bandas, ranchos e escuteiros

Depois de aprovado o regulamento do Fundo de Emergência Covid-19 em reunião do executivo de 1 de fevereiro, foram votados, favoravelmente, no passado dia 22 de fevereiro, os acordos de colaboração de apoio às associações locais, nomeadamente as IPSS, os ranchos folclóricos, as bandas musicais e os agrupamentos de escuteiros, num valor total que chega perto de 1 milhão de euros.

Este apoio financeiro da Câmara Municipal de Gaia destina-se não só a assegurar os encargos com despesas assumidas em virtude da situação pandémica causada pela covid-19, como também a fazer face à perda de receitas decorrentes do adiamento ou cancelamento de atividade regular.

Assim, o executivo aprovou um apoio de perto de 900 mil euros às IPSS do concelho, cujo trabalho ao longo da pandemia se tem revelado fundamental para centenas de pessoas.

Os ranchos folclóricos, que tantas vezes “assumem um papel de proximidade com o território e com as pessoas”, têm o trabalho dos dirigentes associativos dos 29 agrupamentos condicionado, assim como toda a atividade dos seus mais de mil membros, lê-se na proposta.  Neste caso, o apoio cifra-se nos 30 mil euros. Também o setor da música tem sido fortemente afetado pela pandemia. Neste contexto, as Bandas Filarmónicas de Gaia, que trabalham na promoção positiva dos valores e tradições do concelho, vão contar com um apoio de 10 mil euros.

Já aos agrupamentos de Escuteiros de Vila Nova de Gaia, que “estiveram sempre na primeira linha de atuação e serviço público”, serão destinados cerca de 13.500 euros, “com vista à continuação deste trabalho que se tem revelado um exemplo social de determinação e perseverança”, salienta a proposta.

REQUALIFICAÇÃO DO AUDITÓRIO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DECORRE A BOM RITMO

Vila Nova de Gaia contará, nos próximos meses, com um novo auditório da Assembleia Municipal, cujo edifício está a ser requalificado em homenagem a um dos nomes maiores da política local: Manuel Menezes de Figueiredo. A obra, que resulta de um investimento municipal na ordem dos 900 mil euros, está a desenrolar-se a bom ritmo.

O edifício onde está instalada a Assembleia Municipal de Gaia foi construído no início da década de 1990 e, com os constrangimentos decorrentes do tempo, já necessitava de diversas obras de reabilitação e adaptação a novas necessidades. Neste edifício, além do auditório, funcionam também alguns dos serviços técnicos da autarquia. Ao longo dos anos, esta estrutura foi objeto de pequenas intervenções interiores de adaptação às necessidades de funcionamento dos serviços municipais, mas a zona do auditório nunca teve qualquer intervenção de registo, pelo que apresentava um conjunto de desconformidades com a lei vigente, nomeadamente no âmbito das acessibilidades. Neste sentido, face à antiguidade da construção e tendo em atenção a legislação em vigor, em particular o regime da acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público, é fundamental criar as condições necessárias para a sua utilização.

Dotar o espaço de condições de conforto e funcionalidade, remodelar a entrada do auditório, orientando-o para um melhor aproveitamento da área para a realização de exposições, construir um novo hall para o público que assiste às assembleias municipais e remodelar os gabinetes de apoio são outros dos objetivos desta requalificação, que irá marcar uma nova fase no funcionamento deste órgão deliberativo do Município.

Além disso, a intervenção em curso vai permitir o alargamento das valências existentes, possibilitando a realização de seminários, conferências, pequenos congressos, ações de formação, entre outros eventos de caráter idêntico, abrindo espaço à comunidade e às instituições do concelho. Ao nível das áreas exteriores está a ser levada a cabo uma ação significativa, eliminando-se barreiras e dotando-as de uma imagem mais contemporânea e harmoniosa com o edifício Praça, local onde realiza o atendimento municipal.

Numa homenagem a Manuel Menezes de Figueiredo, na entrada do auditório estará inscrito o seu nome que, como afirma Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, “é uma evocação da liberdade, da honestidade e da democracia”. E conclui: “Manuel Menezes de Figueiredo sempre esteve dedicado a Gaia e aos Gaienses e essa ligação continuará, agora com o nome inscrito no betão, de cujo material era feito o seu caráter”.

CENTRO DE INCLUSÃO SOCIAL DE AVINTES TEM PREVISTA CONCLUSÃO DE OBRAS PARA O PRÓXIMO MÊS DE JUNHO

Está a nascer na antiga escola básica do Magarão, em Avintes, o novo Centro de Inclusão Social para jovens com deficiências, com o objetivo de criar as condições para a inserção socioprofissional de pessoas com incapacidades físicas e mentais.

Com conclusão prevista para o próximo mês de junho, o CIS de Avintes resulta de um investimento municipal na ordem dos 700 mil euros. A autarquia está a intervir no edifício da antiga escola, localizado na rua Dr. Adelino Gomes, reabilitando-o, ampliando-o e adaptando-o às necessidades do futuro equipamento, com a criação, ainda, de novas acessibilidades para pessoas com mobilidade condicionada.

O projeto contempla uma nova fachada, transmitindo uma nova imagem de uma cidade contemporânea e inclusiva. O equipamento estará organizado em três pisos distintos. No piso 0 funcionará o projeto LabIN, que prevê a capacitação de pessoas com deficiência com mais de 18 anos e a sua integração no mercado de trabalho, essencialmente na área da cartonagem. Este projeto contribuirá para garantir um menor consumo de recursos e uma maior reciclagem, possibilitando o reaproveitamento de recursos pela redução do uso de matérias-primas, através do ecodesign e da conceção de produtos finais com valor acrescentado. A comercialização destes produtos permitirá a sustentabilidade do projeto, em parceria com o investimento municipal. Todos os participantes terão, ainda, acesso a uma bolsa mensal.

No piso -1 estarão localizadas salas de ensaio, gabinetes dos professores e salas de construção e figurinos – onde se desenvolverão as atividades de teatro e projetos artísticos. Por fim, no piso -2 funcionarão duas salas de formação, uma destinada a técnicas de informática e outra a técnicas de luz e som. A escolha do mobiliário interior dos espaços comuns acompanha uma das premissas de intervenção no edifício, recorrendo à psicologia da cor como um elemento de bem-estar e integração.

O Centro de Inclusão Social de Avintes é, para Vila Nova de Gaia, uma iniciativa inovadora, dedicada à luta pela dignidade do ser humano e à promoção de uma cidade inclusiva, socialmente mais justa e mais acessível para todos, sendo a capacitação e a inserção no mercado de trabalho das pessoas com deficiência ou incapacidade uma prioridade. Através do CIS, será possível implementar o projeto LabIN, anteriormente mencionado, e o Companhia – Projeto Artístico. Este último tem como público-alvo pessoas com deficiência, maiores de 18 anos, residentes em Gaia e que tenham completado a escolaridade obrigatória. Assenta numa resposta social e artística, nas áreas de atriz/ator, cenografia, figurinos, luz e som, dando resposta a um problema grave da nossa sociedade: a insuficiência das medidas existentes na inclusão socioprofissional de cidadãos com deficiência mental.

O Município de Gaia preocupa-se com a igualdade de oportunidades, com o acesso ao mercado de trabalho e com a proteção e inclusão social da sua população com deficiência ou incapacidade, contribuindo para o seu bem-estar e para a qualidade de vida das suas famílias. O Centro de Inclusão Social de Avintes será reflexo desta aposta.

PLATAFORMA DE ACOLHIMENTO E TRATAMENTO ANIMAL COMEÇA A FUNCIONAR EM BREVE

A construção da Plataforma de Acolhimento e Tratamento Animal (PATA) está na reta final, estando em funcionamento nos próximos meses. A obra do edifício estará concluída em março, e a ela seguir-se-á a instalação dos respetivos equipamentos.

A PATA vem colmatar algumas necessidades há muito sentidas pelo Centro de Reabilitação Animal de Gaia (CRA), nomeadamente ao nível da falta de espaço e de celas. O edifício inclui, também, um espaço destinado à formação, bem como uma zona lúdica mais ampla onde os animais possam circular e fazer determinado tipo de treino. Esta infraestrutura, que resulta de um investimento municipal de 1,3 milhões de euros, vai, deste modo, acrescentar mais valências à atual oferta do Município de Gaia.

Enquadrada numa área verde, em Avintes, nas proximidades do Parque Biológico, com uma área de cerca de 36 mil metros quadrados (quatro vezes mais do que as atuais instalações do CRA), a PATA estará estruturalmente dividida em três grupos:

-Formar: tem acesso pelo interior e é independente pelo exterior, permitindo o seu uso mais flexível e autónomo dos horários de funcionamento do equipamento. Destina-se a um centro de formação vocacionado, sobretudo, para ações de sensibilização contra o abandono dos animais, bem como sobre os cuidados a ter com os mesmos;

-Cuidar: destinado a áreas administrativas, de tratamento e de apoio ao alojamento dos animais, incluindo, ainda, um gatil;

-Alojar: são os edifícios anexos que ocupam as posições mais reservadas e protegidas, de modo a garantir o bem-estar dos animais. Destina-se ao seu alojamento, oferecendo maior capacidade do que a atual e contando, ainda, com algumas novidades, como a maternidade, uma área de recreação e um parque canino.

A PATA terá, assim, as valências necessárias para os cuidados e tratamentos dos animais, contribuindo para uma melhoria das suas condições.

O Município de Gaia tem dado particular atenção aos animais, especialmente à problemática do abandono. A funcionar junto às oficinas municipais, até à abertura da PATA, o CRA tem promovido a adoção de cães e gatos que são recolhidos pelo Município, no decorrer das suas obrigações legais, bem como aqueles que são entregues pelos munícipes, porque se assume sempre que “todos têm potencial para serem adotados”. Porém, e uma vez que previamente é feita a sua reabilitação, quer a nível físico, quer comportamental, as suas estadias com os tratadores e veterinários são frequentemente prolongadas durante vários meses, enquanto esperam por uma nova família.

Paralelamente, são ainda promovidas iniciativas de interação com a comunidade, sensibilizando a população para a problemática do abandono dos animais, dando informação relativamente aos cuidados essenciais a ter com os animais e dando a conhecer aos respetivos detentores das obrigações legais a que se encontram sujeitos. Devido à pandemia, estas ações são mais pontuais, mas o objetivo continua a prevalecer: promover a adoção responsável de um animal de companhia, um companheiro para a vida.

 

Texto e imagens: Câmara Municipal de Gaia / Etc e Tal jornal

01mar21

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