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LIPOR reaproveitou cerca de 14 mil toneladas de bens materiais em 2020

A rede de municípios associados da LIPOR, na qual o Município do Porto se inclui, conseguiu no ano passado reaproveitar 13.719 toneladas de bens materiais. Esta ação correspondeu a uma poupança no tratamento destes resíduos de aproximadamente 700 mil euros, e ainda evitou a emissão de 2.872 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera.

A estimativa resulta do trabalho promovido pelo Observatório da Prevenção de Resíduos, criado em 2017 pela LIPOR, com o apoio de sete entidades parceiras, rede que hoje integra 15 entidades no total, mais do que o dobro dos parceiros de berço.

“Abrangendo os três pilares da sustentabilidade – social, ambiental e económico – em 2020 conseguimos que 13.719 toneladas de bens materiais fossem reaproveitadas, transformadas ou valorizadas localmente, correspondendo a 684.034 euros evitados com o tratamento destes resíduos, e a 2.872 toneladas de emissões de CO2 evitadas, o equivalente a 19.802 viagens aéreas, ida e volta, entre Porto e Lisboa”, compara a empresa intermunicipal em comunicado.

O Observatório está integrado na Estratégia de Prevenção de Resíduos encabeçada pela LIPOR, que tem como uma das principais áreas de atuação o combate ao desperdício e o incentivo à reutilização, e a consequente redução da produção de resíduos. A par desta área, também a circularidade dos biorresíduos constitui um dos vetores fundamentais da estratégia.

Para estes resultados, refere a empresa, contribuiu o esforço dos oito municípios associados da LIPOR, e as 15 entidades parceiras, nomeadamente Alexandra Arnóbio – Upcycling Projects, Associação Dariacordar – Zero Desperdício, Banco Alimentar do Porto, Centro Social de Ermesinde, Entrajuda; Fruta Feia – Delegação do Porto, Fruta Feia – Delegação de Matosinhos, Goodafter, Refood – Núcleo Maia Centro, Refood – Núcleo de Ermesinde, Refood – Núcleo Senhora da Hora, Refood – Núcleo Leça da Palmeira, Too Good To Go Vintage for a Cause e a própria LIPOR.

A LIPOR é a entidade responsável pela gestão, valorização e tratamento dos resíduos urbanos produzidos pelos municípios do Porto, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde. Anualmente, trata de cerca de 500 mil toneladas de resíduos urbanos produzidos por 1 milhão de habitantes.

Com mais de 20 anos de experiência, a empresa detida por capitais 100% públicos tem sido a porta-voz de uma reivindicação que, no início do ano, subiu de tom quando foi publicamente anunciado que o Ministério do Ambiente decidiu aumentar para o dobro Taxa de Gestão de Resíduos (TGR), entre outras medidas penalizadoras dos sistemas de gestão de resíduos. A subida de custos pode ascender os 44 milhões de euros para a LIPOR se as penalizações não forem revertidas.

 

Texto: Isabel Moreira da Silva (Porto.) / Etc e Tal jornal

Foto: Filipa Brito (Porto.)

01mar21

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