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Novo Interface (coberto) no Hospital de S. João terá um investimento de 3 milhões de euros

A Metro do Porto acaba de lançar um concurso público para a renovação do término Norte (Hospital de São João) da Linha Amarela, numa intervenção coordenada com o Município do Porto, que irá englobar a construção de um interface coberto na Estação do Hospital de S. João e um outro junto à Estação do Pólo Universitário. O investimento ascende aos 3 milhões de euros e a renovação deve ser executada num prazo de seis meses.

O novo interface do Hospital de S. João, para além de uma verdadeira Loja Andante e de uma cafetaria, disponibilizará melhores condições para a ligação entre a Linha Amarela e os autocarros da STCP, num espaço coberto e confortável para os clientes, mas também para os trabalhadores dos diversos operadores de transportes que ali atuam, substituindo instalações provisórias há muito aí instaladas.

Já no Pólo Universitário, o projeto contempla uma nova Loja Andante, igualmente com cafetaria, na alameda situada entre os acessos à Estação de Metro e próximo à entrada principal do I3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde.

Esta intervenção, financeiramente suportada pela Câmara do Porto e pelo Fundo Ambiental no âmbito do PEES (Programa de Estabilização Económica e Social), tem como principal objetivo consolidar o polo intermodal da Asprela. Vai permitir não só a reorganização da oferta do serviço interurbano em transporte público pesado de passageiros, que em grande parte ainda se concentra no centro da cidade, como também vai contribuir para a redução do volume de circulações de autocarros de serviço interurbano no centro do Porto e na frente do Hospital de São João.

Mas o impacto do projeto vai além da significativa melhoria das condições de conforto e do incremento da intermodalidade na zona do hospital e do polo da Asprela. De acordo com a Metro do Porto, a obra permitirá “acelerar” a Linha Amarela, com “consequências relevantes” em toda a sua extensão. A operação regular “poderá aumentar dos atuais 11 para uns futuros 16 veículos por hora e sentido. Este aumento de quase 50 por cento traduz-se numa melhoria direta das frequências de circulação ao longo do percurso que liga o Hospital de S. João a Santo Ovídio (e posteriormente, com a empreitada de prolongamento da linha, também a Vila d’Este)”, esclarece a empresa de transportes.

Conhecida por “a linha das linhas”, uma vez que representa mais de um terço da procura total da rede, o grande eixo Norte-Sul do Metro do Porto ganhará maior capacidade, para servir até cerca de 15 mil clientes/hora; e também melhores frequências, podendo ir até intervalos de 3 minutos e meio entre veículos.

O projeto de consolidação do polo intermodal da Asprela insere-se na estratégia de mobilidade do Município do Porto, no que à rede de interfaces de transportes públicos diz respeito. A mesma rede ficará integralmente concluída com a conclusão da construção do Terminal Intermodal de Campanhã, prevista para o último trimestre deste ano.

 

Texto e imagem: Porto. / Etc e Tal jornal

01mar21

 

 

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