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Parque de Campismo de Cortegaça já tem relocalização aprovada e aguarda apoio financeiro comunitário

Após uma década das marcas de destruição deixadas pelo avanço do mar sobre o Parque de Campismo de Cortegaça, na parte poente paralela à praia, entretanto reforçada reactivamente com obras de defesa, através de uma muralha de pedra, para garantir alguma segurança a esta estrutura turística e de lazer ali bem junto ao mar. Segundo informação do Município de Ovar, o executivo camarário já aprovou a candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos – POSEUR para a relocalização deste Parque de Campismo, através de um projeto que espera obter um financiamento comunitário de 85%.

Recuar, recuar, é assim a palavra de ordem para este caso concreto do Parque de Campismo de Cortegaça, uma vez que, os sinais de inevitável erosão nesta zona do litoral norte, que poderão vir a deixar Cortegaça sem areal na praia que ainda resiste, não deixam grandes alternativas. Ainda que se trate de um preventivo recuo do Parque em 600 metros, propondo-se ao mesmo tempo o projeto orçado em 1,5 milhões de euros, ampliar também a praia que vem sofrendo significativo défice sedimentar, e requalificar uma zona balnear cuja capacidade atual muito depende das marés.

Nesta intervenção, cujos trabalhos o Município espera iniciarem-se dentro de dois anos, será ainda construído um novo parque de estacionamento, bem como zona pedonal e lazer, incluindo parque infantil e outras estruturas de apoio.

Relocalizar o Parque de Campismo de Cortegaça através do inevitável recuo, acabou por ser a alternativa a uma ideia que chegou a ser equacionada a quando dos riscos de galgamentos marítimos que originaram o derrube de vedações e engoliram parte do Parque, como colocando em risco a zona da receção e secretaria, tornando insustentável a sua atual localização sem medidas adequadas para garantir alguma segurança. Enquanto a malha urbana mais destacada junto ao mar, em que se localizam alguns exemplares de antigos e típicos palheiros recuperados, é suportada das investidas do mar através da grande muralha de pedra que ali há décadas vem sustendo os vendáveis.

A deslocalização do Parque de Campismo de Cortegaça para outro terreno, num território que beneficia do envolvimento da mancha florestal no litoral, também chegou a ser defendida pelo Clube de Campismo “Os Nortenhos” que gere esta estrutura. Entidade gestora que viu as receitas caírem com os campistas na altura a não arriscarem terem de se defrontarem com a possibilidade de o mar continuar a fazer estragos. Fragilidades mesmo ao nível da segurança no interior do Parque, que entretanto, e até ao projetado recuo, beneficiou de uma temporária vedação para substituir a que o mar derrubou há uma década.

 

Texto e fotos: José Lopes

 

01mar21

 

 

 

 

 

 

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