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Palácio Bijou, à Rua do Duque de Loulé (Porto), encontra-se ao “deus-dará” depois de, há três anos, a EDP o ter vendido, por seis milhões de euros, a investidor indiano

O Palácio Bijou, com entrada principal pelo número 140 da Rua do Duque de Loulé, fazendo esquina com a Rua de Alexandre Herculano, no Porto, encontra-se abandonado, depois da EDP o ter vendido, em 2018, por seis milhões de euros, a um investidor indiano.

De acordo com notícias de 2018, o Palacete, ou Palácio, Bijou foi vendido a um investidor privado indiano por seis milhões de euros, informando, na altura, a consultora imobiliária “Worx” – mediadora da venda do palacete entre a EDP e o investidor -, que o edifício, com uma área útil acima do solo de cerca de “cinco mil metros quadrados, distribuídos por três prédios interligados, iria ser “alvo de reabilitação”. “Iria”, mas não foi.

Até hoje, nada foi feito de concreto e visível no “palácio”, que se encontra, literalmente, abandonado e a degradar-se, como provam as imagens.

Palácio com janela aberta (foto: jg)
Foto: jg
Uma das provas do estado (vandalizado) em que se encontra o edifício (foto: jg)
O que resta do passado (foto: jg)

Considerado um dos símbolos da “Art Déco”, a verdade é que a classificação de pouco tem adiantado em prol da defesa e preservação do edifício, uma vez que o mesmo encontra-se em avançado estado de degradação, não se sabendo ainda ao certo, que fim o, ou os, investidor(es) quer(em) dar ao edifício.

Situado na zona história – freguesia da Sé – a poucos metros da Praça da Batalha, das Fontainhas, e do conhecido Jardim de São Lázaro, o Palacete Bijou foi alvo de uma avaliação por parte da Direção Regional de Cultura do Norte, a pedido do “Fórum Cidadania Porto”, em março de 2018, isto logo após a EDP o ter vendido.

ANTÓNIO FONSECA: “NADA SABEMOS, DE CONCRETO, SOBRE O QUE, NO FUTURO, VAI ACONTECER AO EDIFÍCIO

António Fonseca (foto: Mariana Malheiro – Arquivo EeTj)

De acordo com António Fonseca, presidente da União das Freguesias do Centro Histórico, contactado pelo “Etc e Tal”, a situação em que se encontra o edifício “é de aparente abandono, encontrando-se vidros partidos e uma janela aberta, que poderá ter facilitado a entrada de algum sem-abrigo. De resto, a autarquia nada mais sabe, em concreto, sobre o que, no futuro, vai acontecer ao edifício, e que solução vai ser dada por quem o comprou, se será para um hotel ou para outra coisa qualquer”.

A 06 de junho de 2018, o jornal “Público”, e de acordo com informação da Lusa, publicava que a “ Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) está “a analisar” a proposta de classificação do “conjunto do Palacete Bijou”, no Porto, vendido por seis milhões de euros, revelou à Lusa, a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC).

“A proposta de classificação do conjunto, composto por três imóveis (Padaria Bijou, Palacete João Marques Pereira e edifício UEP [União Eléctrica Portuguesa]), situados no gaveto das ruas Alexandre Herculano com Duque de Loulé, está em análise na DRCN”, indicou a DGPC..

Interior do Palácio/palacete Bijou (pesquisa net)
Foto: pesquisa net

Entretanto, e em março de 2018, o Fórum Cidadania Porto enviou à DGPC um “Pedido de Classificação“, alertando estar em causa “um dos conjuntos edificados de maior valor patrimonial do século XX na cidade”, com “grande singularidade, valor arquitectónico” e, na altura, “em muito bom estado de preservação“.

Segundo informações divulgadas a 5 de Março, a EDP vendeu aquele conjunto, “com uma área acima do solo de cerca de cinco mil metros quadrados” a “um investidor privado internacional”.

A verdade, é que o edifício – situado num local, digamos que estratégico da cidade -, degrada-se de dia para dia, sem que alguém dê sinais de preocupação sobre a situação em que o imóvel se encontra. O “Etc e Tal” vai continuar atento à questão, pelo que, brevemente, regressará ao tema, por certo, com mais novidades. Entretanto, fica o alerta…

 

Texto: José Gonçalves

Foto de destaque: jg

 

01mar21

 

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