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Quando as cores exuberantes das lantanas também não resistem nestes tempos…

Entre a diversidade de plantas, que no seu conjunto de espécies dão vida à biodiversidade proporcionada no espaço escolar da EB (2.º ciclo) António Dias Simões, podem-se destacar as lantanas, que, como planta invasora que é, se adapta aos diferentes tipos de climas, resistindo às condições mais frias e secas, com flores de vários estilos que dão um admirável e surpreendente colorido praticamente durante todo o ano, como cenário multicolor, que nas diferentes estações do ano, oferecem ambiente natural privilegiado para insetos, desde abelhas, borboletas ou gafanhotos.

 

José Lopes

(texto e fotos)

 

Cenário de biodiversidade, que resistiu ao primeiro confinamento da pandemia covid-19, que suspendeu as aulas presenciais, até ao regresso dos alunos à escola para o novo ano letivo 2020/21. Mas as lantanas acabaram por fraquejar e estranhamente secar, contrariando a sua fácil adaptação, não resistindo a exuberância que exibem, nestes tempos em que se fizeram sentir (dezembro e janeiro), acentuadas baixas de temperatura, que deixaram marcas na natureza e no ambiente escolar que voltou a ficar sem alegria, sem movimento, sem a riqueza multicultural, que as aulas à distância não substituem, tanto na relação interpessoal como no contato com toda a biodiversidade ali proporcionada.

Sobre estes arbustos, no caso concretos das lantanas, que fazem parte de uma lista de plantas invasoras, segundo campanhas e projetos de comunidades científicas, para a sensibilização sobre tais invasões biológicas, dando a conhecer as plantas invasoras a nível nacional, estimulando a participação do público, tanto no mapeamento das espécies em causa, como em atividades de controlo e divulgação. A beleza que resulta das suas flores de várias cores e a relação natural com os insetos que delas usufruem vida, para darem vida. Por mais invasoras que sejam, só despertam sã convivência, sem ódios, nem fundamentalismos, neste exemplo de uma comunidade escolar que se habituou a partilhar o espaço verde com “pormenores”, que se podem contemplar, independentemente da origem das espécies. Uma relação que pode despertar curiosidades, sobre, que fatores poderão ter levado estas plantas, a não resistirem neste tempo de pandemia, ainda que os vários dias de geadas que os alunos puderam contemplar e tambem sentir em sala de aula e nos espaços verdes da escola, possam ser uma das causas a considerar.

Contrastando com a paisagem colorida que para além de abelhas e borboletas, chegou a ser habitat de um exemplar de gafanhoto, que ali se fixou antes da abertura do novo ano letivo, e se manteve acomodado entre lantanas e a fartura de alimento ao seu dispor, durante o primeiro período letivo, dando o privilégio de ser observado a alguns olhares curiosos. O cenário multicolor que resultava das lantanas, transformou-se em arbustos secos, sem vida, num tempo em que se exigia esperança e determinação para vencer mais uma difícil fase da covid-19, que voltaria a determinar um novo confinamento das comunidades escolares no âmbito do renovado estado de emergência que o país continua a viver.

A propósito desta planta, a que a comunidade escolar acabou por se habituar entre toda a biodiversidade do espaço escolar, e entretanto acabou por ver secar inesperadamente esta espécie invasora originária de regiões mais quentes da América do Sul e da América Central. Não deixa ainda assim de ser curioso concluir, nesta natural relação com esta espécie, quando, como não raras vezes acontece, em momentos difíceis como os que resultam da pandemia que se vive, e que confina povos no Mundo inteiro e suas comunidades escolares em quarentenas profiláticas, como estratégica para travar a propagação do vírus. Que há coisas que nos rodeiam, às quais muitas vezes não damos o devido valor, e que só mesmo em certas circunstâncias das nossas vidas, despertamos para a realidade que sempre esteve ali ao nosso lado, na paisagem. Como pode ser o caso das lantanas aos olhos de uma comunidade escolar, que nestes tempos difíceis para aulas presenciais, acaba por não assistir às estranhas reações destes tempos na natureza.

Mesmo quando se trata de uma rustica e invasora planta, que sobressaia entre a biodiversidade no espaço escolar da Escola EB (2º ciclo) António Dias Simões. As lantanas, com as cores exuberantes das suas flores, ajudaram a dar vida e cor, num tempo (fase inicial da pandemia), em que este espaço escolar, estranhamente ficou vazio e silencioso, fazendo despertar a atenção para esta planta de folhas sempre verdes e flores quase todo o ano, que emitem aroma característico de erva-cidreira, atraindo borboletas, abelhas e vários outros insetos.

São pois motivos que voltam a despertar atenção, agora, por se ver secar uma planta que durante o ano se renovava e revigorava com toda a exuberância das cores das flores, que sem cuidados especiais resistia a todas as contrariedades. Resistência que pode ter sido fragilizada pela recente época de baixas temperaturas que se fizeram sentir, acabando o tempo, este tempo de intenso frio, corresponder aos objetivos das entidades responsáveis pelo controlo e combate a estas espécies invasoras, que no caso das lantanas nos permitem revisitar pormenores, com que se ilustra este texto.

 

01mar21

 

 

 

 

 

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