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41.º Festival de Cinema do Porto -“Fantasporto’2021, será no “Hard Clube”, de 26 de abril a 04 de maio! Eis, o programa…

Em 2020, o Fantasporto celebrou os seus 40 anos com uma grande festa. E escapou por um triz aos efeitos da pandemia que estava a começar em Portugal, e que levou depois ao primeiro confinamento que também fechou naturalmente teatros e salas de cinema.

Na sua preocupação com a verdade do cinema em sala, o Fantasporto´2021 adaptou-se, como tinha de ser, adiando e até mudando excecionalmente de local. No entanto, se a evolução da abertura que se vem sentindo se mantiver, pode por fim anunciar mais uma festa do Cinema e da Cultura.

Desta feita desce à Ribeira do Porto e ocupa o icónico Hard Club, com a sua arquitetura industrial característica. Assim, é com grande prazer que anunciamos a realização da 41.ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto de 26 de Abril a 4 de Maio.

 

Hard Club Realizado só numa sala e com lotação rigidamente limitada devido à aplicação integral de todas as regras de higiene Covid, terá naturalmente diferenças em relação ao que vem sendo habitual. De qualquer forma, o Line-up apresentado a 15 de dezembro do ano passado, não tem qualquer alteração, algo que demonstra a institucionalização e interesse no potencial do evento, tanto a nível internacional como nacional. Devido a estas restrições, chama-se a atenção, não haverá repetição da exibição dos filmes, todos eles a concurso com exceção dos clássicos.

Os pontos altos da programação, que teve de sofrer naturalmente alterações, encontram-se espalhados pelas competições que resultaram da seleção feita entre filmes de 59 países . A seleção final conta com 37 países representados.

“MORTE EM VENEZA” NA ABERTURA

 A Noite de Abertura exibe o clássico absoluto do realizador italiano Luchino Visconti, “Morte em Veneza”, por ocasião do seu 50.º aniversário da sua produção.

Filme baseado no romance de Thomas Mann e que tem a música de Gustav Mahler a acentuar a nostalgia de um escritor moribundo despedindo-se da Beleza representada por um jovem rapaz. Também no programa e do mesmo realizador, “O Leopardo” com Burt Lancaster, é uma sumptuosa recriação do fim de uma época feita de valores e dignidade.
O filme de Culto,“Fight Club”,com Brad Pitt e Edward Norton nos papéis principais, com realização de David Fincher, lembra a descoberta pelo festival do vencedor do Fantasporto 1996, com a sua primeira longa-metragem, “Seven”.
Entretanto, neste mesmo dia 26 de Abril, serão exibidos pelas 13h00 a longa portuguesa Toponímia- As Memórias do Porto de António Pinto, pelas 15h00,Ten Minutes to Midnight, um dos filmes mais esperados do certame, do norte-americano Erik Bloomquist e pelas 17h00, Paper Spiders de Inon Shampanier, também dos Estados Unidos, com interpretações notáveis de Lili Taylor, actriz nomeada para 3 Emmys.sendo a 2.ª longa-metragem do realizador.

SECÇÃO OFICIAL COMPETITIVA DE CINEMA FANTÁSTICO

Da Hungria chega o fabuloso “Post-Mortem” de Péter Bergendy, sobre uma tradição bizarra do fim do século XIX, a de tirar fotografias dos mortos com os seus familiares, uma história situada numa aldeia onde uma praga dizima a população.

Cheio de efeitos especiais, à mistura com os arrepios do melhor cinema fantástico e uma homenagem ao clássico soviético “Viyi”.
Outros filmes muito recentes esperam os espectadores do Fantasporto. O filme de horror brasileiro “O Cemitério das Almas Perdidas” de Rodrigo Aragão, lembra o mestre Mojica Marins, e “Ten to Midnight” (EUA), muito esperado já, fala de uma noite especial numa estação de rádio. Também a co-produção entre o Reino Unido/ Países Baixos, “Marionette” de Elbert van Strien (vencedor do Melhor Filme de Cinema Fantástico de 2011 com “Two Staring Eyes”) traz-nos finalmente a sua seguinte longa-metragem, um filme muito perturbante e sofisticado sobre uma psiquiatra e o seu doente, um rapazinho que lhe diz ser Deus. Completam o programa, entre outros, “The Trouble of Being Born” (Alem), uma história muito original sobre um robot e que já lançou polémica onde foi exibido, e “Tin Can” (Can) que questiona o destino da raça humana.

The Funeral Home” (Arg), aguardado com expectativa, é uma história de espíritos nada tradicional que afeta uma família e que está na lista dos mais interessantes do ano, tendo sido já comprado para o Reino Unido. Noutra vertente, num estilo manga absolutamente louco, vem “Get the Hell Out”. E, também do Japão como o anterior, o admirável “Suicide Forest Village”, reforçando a ideia de vitalidade do cinema japonês fantástico que, se bem se lembram, venceu o Fantasporto em 2020 com “Ghostmaster”.

SECÇÃO OFICIAL COMPETITVA DOS REALIZADORES´

Para os que gostam de sentir a emoção do realismo, existe a Semana dos Realizadores.

Um das cinematografias mais refinadas do mundo neste momento, e múltiplas vezes premiada no Fantasporto veremos uma grande história de amor no filme húngaro, ”Preparations to be Together for an Unkown Period of Time”, de Lili Horvát, com o alcance épico das grandes amores no cinema.

Outros grandes filmes completam esta secção. “Dinner in America”(EUA) põe-nos a seguir um par pouco provável numa história de redenção, ou o multipremiado “In the Quarry”que mostra um grupo de jovens amigos em que as relações humanas passam facilmente do trivial para o excecional.

Uma pérola é também o filme argentino “Exquisite Corpse/ Cadáver Exquisito” de Lucía Vassallo, sobre duas mulheres que experimentam a diferença e os desafios de um amor escondido. O japonês “Awauta” sobre uma geisha que sai da capital e volta à terra natal, num desafio às tradições culturais de requinte e elegância em que viveu anteriormente. Muito violento e sobre o destino das mulheres prisioneiras nos países islâmicos, o filme norte-americano,“Wildcat”v é a história de uma mulher que acorda acorrentada a uma cama de uma prisão algures. Muitos retratos da realidade variada e quase sempre difícil dos nossos dias.

SECÇÃO OFICIAL COMPETITIVA – PRÉMIO DE CINEMA PORTUGUÊS

Muito aguardado no Fantasporto, a presença do cinema português traz muitos visitantes ao festival.

Este ano, o programa deste prémio apresenta longas e curtas metragens concorrentes ao Prémio Melhor Filme já que, como seria de esperar dadas as condições impostas pela pandemia, não se poderá realizar a modalidade de Melhor Escola.
Faz parte do regulamento desta secção que longas e curtas compitam pelo Prémio de Melhor Filme no Fantasporto.

Quanto às longas-metragens, “Toponímia- As Memórias do Porto” de António Pinto, apresenta uma viagem pelo Porto, pelas suas ruas mais antigas e por profissões e modos de vida que se encontram em rápido desaparecimento. Também “A Mulher sem Corpo” mostra o que se encontra por trás da violência doméstica e do drama das mulheres que são vítimas dela. “Um Quadro do Pollock com Sangue” de Rui António, resultante da colaboração de 24 autores e compositores, constrói histórias de mistério e drama. Um caso à parte, com muito orgulho, apresenta-se também a nossa “prenda” do aniversário que comemoramos em 2020, o filme “40 anos de Fantasporto”, de Isabel Pina, do qual se mostrou uma versão não-final no ano passado. No que respeita à curtas metragens, a competição vai ser entre “Experimental Horror Film # 1: Skull” de Luís Miranda, “Aldeia do Diabo” de Bruno Acosta, Marcos Kontze, Melissa Gomes e Tom Freitas, “Guarda-fato” de Gonçalo Silva, “Stepless” de Nadège Jankowicz, “Área 51?52!” de Alexandra Prates e Tânia Prates, “Exício” de Carolina Ferreira, “Detetive Volkov” de Jorge Sousa e Manuel Pedro Gil e “Pequena Desordem
Silenciosa” de Pedro Sena Nunes.

O ENCERRAMENTO DO FANTASPORTO 2021 COM “NO MAN’S LAND”

A 41.ª edição do festival encerra no dia 04 de Maio com “No Man’s Land”, de Conor Allyn, já comprado para Portugal pela Cinemundo.

Um “western” moderno inspirado na vida real dos que vivem nas áreas de ninguém da fronteira entre o México e os Estados Unidos. Numa patrulha com o seu pai, Jackson mata acidentalmente um rapaz mexicano emigrante. Quando o pai tenta ficar com as culpas, Jackson foge para o México a cavalo, tornando-se assim ele próprio num emigrante ilegal. Jackson atravessa o país para pedir perdão ao pai do rapaz morto, acabando por amar a terra que lhe ensinaram a odiar. Com Frank Grillo, uma estrela de acção (“Law & Order, “CSI”) e Andie MacDowell (“Four Weddings and a Funeral”).

 

Texto e imagens: Fantasporto / Etc e Tal jornal

 

01abr21

 

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