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Meia década depois, Marcelo regressou ao Porto horas após a tomada de posse como Presidente da República! E, na “Capital da Liberdade”, voltou ao convívio emotivo com a… “malta” do Cerco

As fotos falam por si. O regresso de Marcelo Rebelo de Sousa à cidade Invicta – que, uma vez mais, intitulou de “Capital da Liberdade”-, poucas horas depois de ter tomado posse para um segundo mandato como Presidente da República, isto no passado dia 09 de março, foi saudado com emoção por milhares de portuenses e tripeiros, que por ele têm especial carinho (a maioria absoluta).

Acompanhando a visita, principalmente a do regresso prometido ao Bairro do Cerco do Porto, o presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, foi também muito saudado, destacando-se o carinho com que recebeu os cumprimentos de Ernesto Santos, responsável máximo pelos destinos da Junta de Freguesia de Campanhã.

Mas a tarde do dia 09 de março de 2021, no Porto, e para o empossado Presidente da República, iniciou-se na Câmara Municipal…

Cinco anos depois, o quadro repete-se, mas com nova moldura. Marcelo Rebelo de Sousa regressou ao Porto no dia da tomada de posse que marca, agora, o início do seu segundo mandato enquanto Presidente da República. A Câmara do Porto foi que o local escolhido para uma cerimónia ecuménica, na presença de representantes de várias crenças religiosas. A tela agradou a Rui Moreira. “Enche-me de orgulho porque o Porto é uma cidade de tolerância”, afirmou.

Com “o mesmo simbolismo, apesar das circunstâncias absolutamente atípicas que vivemos”, Rui Moreira voltou a dar as boas-vindas ao Presidente da República empossado, desejando-lhe “as maiores felicidades para este novo mandato”, e renovando o seu compromisso de colaboração em matérias de desígnio nacional.

“Enquanto for Presidente da Câmara, tudo farei para convergir com as verdadeiras políticas de interesse nacional como a redução da pobreza e da desigualdade, que esta manhã estiveram no discurso do Presidente da República, assumindo como uma das suas missões a coesão social”, sublinhou.

RUI MOREIRA: “O PORTO É UMA CIDADE LIBERAL, QUE SEMPRE SOUBE CONVIVER COM A DIFERENÇA!

Depois de um encontro privado com Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou aos Paços do Concelho por volta das 14h30, Rui Moreira abriu a cerimónia ecuménica presidida pelo Presidente da República, cerca de uma hora depois, na presença de representantes de diversas confissões religiosas, e ainda do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e do presidente da Assembleia Municipal do Porto, Miguel Pereira Leite.

“O facto de aqui se realizar esta cerimónia ecuménica enche-me de orgulho, porque o Porto é uma cidade de tolerância. É uma cidade que acolhe e abriga inúmeros cidadãos de diversas raças, credos e opiniões políticas. O Porto é uma cidade liberal, que sempre, sempre soube conviver com a diferença, com aqueles que nos visitam, com aqueles que nos escolhem para aqui fazerem as suas vidas”, declarou o presidente da Câmara do Porto, salientando que tinha diante de si “os representantes de tantas perspetivas do mundo que, independentemente das diferenças que carregam, são todos defensores do bem, da compreensão, da paz, da compaixão ou do amor”.

Na intervenção em que citou dois importantes vultos da literatura portuguesa, Sophia de Mello Breyner Andersen e José Tolentino Mendonça, Rui Moreira reforçou que “hoje é um bom dia para se retomar a esperança”, mesmo considerando que Portugal está neste momento “numa posição frágil” e que necessita de “políticas fortes que lhe tragam crescimento”, que lhe tragam, por isso, “esperança”, frisou.

MARCELO REBELO DE SOUSA: “GRATIDÃO A TODOS QUANTOS DÃO VIDA A UMA LIBERDADE FUNDAMENTAL DA NOSSA CONSTITUIÇÃO – A LIBERDADE RELIGIOSA!

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a receção de Rui Moreira e sublinhou que “Portugal está aqui presente no Porto”, “assim assinalando o que é história, tradição cultura e a força do Porto e das suas gentes”. Saudou também a “honrosa presença” dos representantes de muitas das principais confissões existentes na sociedade portuguesa, deixando-lhes duas palavras: “gratidão” e “apelo”.

“Gratidão a todos quantos dão vida a uma liberdade fundamental da nossa Constituição – a liberdade religiosa” e “apelo para que, em salutar diálogo e convergência de propósitos, tudo façamos para defender a liberdade, a tolerância e a compreensão mútua, num tempo em que é tão sedutor dividir e catalogar, encontrar bodes expiatórios, acusar sem fundamento, marginalizar sem humanidade”, pediu o Presidente da República.

Palavras que encontraram eco naquela que foi a intervenção de D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e Bispo de Setúbal, que manifestou, em nome de todos os representantes das diferentes crenças religiosas presentes na cerimónia ecuménica, “o compromisso na construção da solidariedade e paz, a partir da fé” para vencer o vírus da pandemia, e “de outros que também nos dividem e destroem”.

Além do representante da Igreja Católica, estiveram presentes na Câmara do Porto os representantes do Concelho Português de Igrejas Cristãs (Igrejas Lusitana, Metodista e Presbiteriana), da Aliança Evangélica Portuguesa, da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, da Comunidade Hindu em Portugal, da Comunidade Muçulmana Shia Ismaili, do Centro Cultural Islâmico do Porto, da Comunidade Israelita do Porto, da Comissão da Liberdade Religiosa, da Igreja Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias, da União Budista Portuguesa, da Associação Internacional Buddhas Light (BLIA) e da Comunidade Bahai em Portugal.

Após a cerimónia ecuménica na Câmara do Porto, o Presidente da República dirigiu-se para o Centro Cultural Islâmico do Porto, onde tem marcada uma visita.

(texto: Porto.)

NO CERCO DO PORTO…

Depois de ter estado no Centro Cultural Islâmico do Porto, na Rua do Heroísmo, a dois passos da antiga sede da PIDE, e, hoje, Museu Militar do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa fez uma curta viagem até ao seu já conhecido Bairro do Cerco do Porto, onde, há cinco anos, teve um verdadeiro banho de multidão, quando, também após a tomada de posse lá se dirigiu.

Nessa altura, e sem confinamentos nem outras regras profiláticas quanto a pandemias, o Presidente da República – estreante nessas “andanças” – foi recebido com muito calor humano, até porque nunca antes alguém com destaque na vida política nacional e logo o mais alto magistrado da Nação por lá tinha passado ou estado.

Ainda que continue a viver carências sociais de diversa ordem, a população do Cerco do Porto habita hoje um bairro que teve obras de melhoramentos, e está mais convidativo. As pessoas gostaram da intervenção da autarquia, mas falta mais. Mesmo assim, e a exemplo do que se referiu, também Rui Moreira, como o presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Ernesto Santos, foram recebidos com aplausos e (cautelosos, não fosse o vírus fazer das suas) cumprimentos.

Ficam os registos fotográficos de Miguel Nogueira.

Os confinados

Um cumprimento especial de Ernesto Santos, presidente da Junta de Campanhã

E são assim as gentes do Porto: não se esquecem de quem delas não se esquece, e quando assim é, venha quem vier, a festa, a saudação, está sempre assegurada para o “amigo da gente!”

 

Texto: JG (*)

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

(*) com Porto.

01abr21

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