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Grupo de trabalho apresenta 27 medidas para melhorar o funcionamento da VCI

O grupo de trabalho que o Município do Porto integra, e que liderou, concluiu recentemente o estudo sobre a Via de Cintura Interna (VCI). Os resultados foram apresentados no passado dia 09 de abril, na Maia, numa reunião entre autarcas, responsáveis municipais e em que também participou o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado. A eliminação de pórticos na A4 e a introdução de pórticos dissuasores no acesso à VCI através da A3 e da A28 são algumas das propostas em cima da mesa.

Foi na tranquilidade da Quinta dos Cónegos que decorreu o encontro. Relativamente perto da VCI, mas suficientemente apartada do rebuliço do tráfego automóvel, o lugar que hoje pertence ao Município do Maia, constituiu o cenário perfeito para uma reunião com propostas concretas para melhorar o estado da arte desta via estruturante da coroa da Área Metropolitana do Porto.

Do relatório apresentado pelo grupo de trabalho ao governante e autarcas presentes – entre eles o presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago (anfitrião da iniciativa), o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro – foram identificadas 27 medidas distribuídas por três áreas temáticas: gestão de portagens, melhorias da infraestrutura e gestão da Infraestrutura.

No que respeita à gestão de portagens, o grupo de trabalho propõe “a eliminação de pórticos na A4, por forma a inibir o recurso à VCI como via de passagem e atravessamento”, revelou o porta-voz do grupo, Manuel Paulo Teixeira, diretor municipal da Mobilidade e Transportes da Câmara do Porto. Segundo o responsável, o grupo acredita que, desta forma, criam-se novas alternativas à circulação automóvel, que “complementadas com a introdução de pórticos dissuasores no acesso à VCI através da A3 e da A28 irão permitir uma redução de tráfego, nomeadamente do trafego de pesados nesta via”, esclareceu.

Para além desta proposta, o leque de medidas apresentadas inclui a análise de cenários de alteração de portagens para desincentivar o uso abusivo da VCI, com o intuito de evitar o pagamento noutras vias, nomeadamente a A41 e a A4. Estão igualmente identificadas melhorias de sinalização de orientação em vários pontos, inclusive melhorias das pinturas e inscrições de segregação de vias na aproximação e saídas dos nós.

O relatório do grupo de trabalho propõe, também, a instalação de painéis eletrónicos informativos de mensagem variável; o reforço de pórticos eletrónicos de informação e controlo de velocidade; a partilha de informação entre centros de comando e a partilha de dados de contagem de veículos e de acidentes.

Enquadrada no rol de propostas consta ainda o reforço da assistência à via em caso de acidente ou avaria; a criação de passagens de emergência e zonas de inversão para veículos de assistência e socorro; e a definição de planos integrados de desvio de tráfego em caso de emergência.

Das 27 medidas apresentadas, que também contaram com a colaboração de Cristina Pimentel, vereadora de Transportes da Câmara do Porto, presente na reunião, o documento indica que cerca de 16 são referentes a intervenções para melhoria da infraestruturas no curto e médio prazo. Neste particular, o valor estimado de investimento cifra-se na ordem dos 1,5 milhões de euros, a suportar pela IP – Infraestruturas de Portugal e pelo Município do Porto.

Numa terceira fase serão ainda alvo de melhorias substantivas os nós de Francos e Paranhos, para os quais a Câmara do Porto e IP comprometem-se a desenvolver um projeto conjunto.

Recorde-se que o grupo de trabalho da VCI foi criado após insistência de Rui Moreira, que, em setembro do ano passado, voltou a colocar o problema da saturação desta estrada na agenda mediática.

Segundo os dados mais recentes, a carga de tráfego na VCI é cerca de sete vezes superior à da CREP – Circular Regional Externa do Porto: aproximadamente 112.000 veículos/dia versus 17.000 veículos/dia).

Em 2017, o estudo da FEUP sobre as condições de circulação na VCI estimava que cerca de 40 mil viagens, que representam cerca de 29 mil veículos, utilizavam-na como via de atravessamento, concentrando-se nos períodos de ponta da manhã e da tarde por se tratarem de viagens pendulares casa-trabalho e casa-escola.

 

Texto: Isabel Moreira da Silva (Porto.) / Etc e Tal jornal

Fotos: Filipa Brito (Porto.)

 

01mai21

 

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